Outeiro Secano em Lisboa

Dezembro 10 2016

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                                                           A equipa da RTP que fez a reportagem, disponível no facebook.

 

Vá lá que desta vez Outeiro Seco foi notícia na televisão mas pela positiva. Isto aconteceu no passado dia 1 de dezembro a propósito da incorporação de mais dois canais de televisão na TDT - Televisão Digital Terrestre, a RTP 3 e a RTP Memória. Ora para dar maior ênfase deste ato, a RTP realizou ao longo desse dia várias reportagens de norte a sul do país, tendo sido Outeiro Seco e o café do Flávio, um dos locais escolhidos.

A primeira reportagem foi com o Gonçalo Félix, passando em directo no Jornal da Tarde da RTP1. A segunda ocorreu por volta das 15,45 horas, em directo para o canal RTP 3, sendo os entrevistados o Carlos Rio e eu próprio, reportagens que foram depois retransmitidas durante o dia.

Quanto à incorporação desses dois canais na TDT, ainda que seja uma mais-valia para as populações do interior, para Outeiro Seco é pouco relevante, porquanto, a maioria dos seus habitantes têm outros operadores, como a MEO a NOS ou ainda a UNITRIO, um operador local sedeado no Parque Empresarial de Outeiro Seco, com um serviço bastante eficiente e económico.

Por outro lado, os utentes da TDT em Chaves, assim como de outras localidades fronteiriças, ao contrário dasrestantes polulações do interior país, onde apenas tinham os quatro canais, agora mais estes dois, em Chaves beneficia-se do sinal da TDT espanhola, com quase trinta canais generalistas, desde a informação ao entretenimento e ao desporto.   

Curiosamente embora eu seja um residente ocasional, por coincidência foi a terceira vez que eu fui entrevistado pela RTP em Outeiro Seco e Chaves. A primeira vez ocorreu no verão de 2014, por causa do combate aos incêndios que, assolaram a aldeia e puzeram em perigo as habitações da Ribalta e do São Bernardino. A segunda aconteceu em 24 de setembro de 2016, quando da visita do Benfica ao Desportivo de Chaves, a terceira agora a propósito da TDT.

Mas no passado houve em Outeiro Seco muitos outros eventos de índole cultural e desportiva, promovidos pela Casa da Cultura, pela AMA e pela Junta de Freguesia, como a Corrida da Páscoa onde estiveram presentes de atletas de prestígio nacional e internacional, a encenação do Ramo, lançamento de livros e tantos outros eventos,que, não mereceram qualquer interesse da parte dos responsáveis das direções de programas, tanto da RTP como dos outros canais SIC e TVI, apesar de terem sido convidados para o efeito.

 

Entretanto no passado dia 1 de dezembro, a jornalista Sílvia Brandão responsável pela reportagem da TDT, em Outeiro Seco, disse-me que cada centro regional, tem o direito de realizar duas reportagens por mês, mostrando-se disponível para fazer uma encenação sobre as leiteiras de Outeiro Seco, enfatizando da importância que elas tiveram no tecido económico e social da aldeia, durante grande parte do século passado.

Acresce-se que o operador de imagem Simão Martinho, mais conhecido pelo Paco, foi um dos utentes do leite de Outeiro Seco, distribuído pela tia Irene, por quem nutre ainda uma grande saudade. Ora, seria interessante que as forças vivas da aldeia, aproveitassem esta janela de oportunidade. Porque dessa forma, o nome da aldeia apareceria associado a mais uma situação positiva, além de que, seria uma justa homenagem às leiteiras de Outeiro Seco, pela importância que tiveram, tanto na aldeia como na cidade.

publicado por Nuno Santos às 10:06

Dezembro 08 2016

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Apesar do feriado e dia santo de guarda, hoje estou com uma tremenda azia, causada pela derrota de ontem do meu Sporting. Claro que em desporto, vencer, empatar, ou perder, são resultados possíveis, mas a derrota no jogo de ontem além de indesejada era totalmente improvável, face às expetativas dos sportinguistas.

E se José Alvalade o seu fundador disse que, queria um clube tão grande como os maiores clubes da Europa, a derrota de ontem foi a negação desse princípio, pois fomos afastados das competições europeias, estando agora limitados às competições internas e nessas como temos assistido, com grande intermitência.

Nem interessa estar aqui a evocar que, o árbitro não viu dois penaltis numa mesma jogada, porque a derrota ficou a dever-se à falta de qualidade do Sporting, mas sobretudo, aos equívocos do nosso treinador, que é useiro e vezeiro nesses equívocos em jogos das competições europeias.

Esses equívocos começaram na conferência da apresentação do jogo, quando Jorge Jesus disse que, os seus jogadores só estavam empenhados neste jogo em 90%, ora isso é um absurdo. O Sporting tem de se empenhar a 100% em todos os jogos que disputa, poderá não ganhar, mas isso dependerá de outros fatores como da sorte ou do azar, mas sobretudo da sua qualidade, e ontem essa qualidade ficou muito aquém do que devia, porquanto o adversário era-lhe notoriamente inferior.

Os meus amigos sabem que, eu não fui apoiante do atual presidente Bruno de Carvalho, nem me identifico com a sua gestão, sobretudo, com as guerras que trava com os adversários, pois só desgastam a imagem do clube, cuja matriz e princípios vindos da sua fundação, nos diferencia dos outros clubes.

Eu também não defendi a contratação milionária do atual treinador, do qual tenho muitas reservas no processo de contratação de novos jogadores. Basta ver que os nossos melhores jogadores, são produto da formação do Sporting, já nas aquisições do seu tempo, não se vislumbra grande qualidade, sobretudo na sua relação investimento, versus rendimento.

No próximo domingo o Sporting tem mais um jogo decisivo, agora com o seu principal rival o Benfica para o campeonato. Espero eu e todos os sportinguistas que se redima do desaire de ontem, e no domingo eu possa dormir a horas normais, não se repetindo a noite de ontem, em que eram duas da manhã e o sono ainda não tinha aparecido.

publicado por Nuno Santos às 10:27

Novembro 29 2016

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Vá lá saber-se porquê mas um dos acontecimentos que, não deixa ninguém indiferente em Outeiro Seco, é a chegada do rio pequeno. Isso vale tanto para os outeiro secanos residentes, como para os não residentes, disso me vão dando testemunho quer em comentários no blogue como pessoalmente quando nos encontramos na terra, ainda que atualmente, a importância do rio na vida das pessoas, seja agora muito secundária, porquanto, com a instalação  da água e saneamento nas casas da aldeia, a importância do rio esteja reduzido apenas, a um valor paisagístico.

No passado tudo  era bem diferente, pois era no rio, onde as mulheres lavavam a sua roupa doméstica, em especial os cueiros dos recém nascidos e nasciam muitos nesse tempo,  só no ano de 1955 o ano em que eu nasci, entre rapazes e raparigas nascemos vinte e dois.

Era também no rio, onde as leiteiras lavavam os cântaros, onde diariamente transportavam o leite que vendiam de porta a porta na cidade. No inverno por altura das matanças e com temperaturas por vezes negativas, enquanto os homens saboreavam o sangue d porco cozido com alho, as mulheres iam para o rio lavar as tripas com que se fazia o fumeiro.

No verão os garotos banhavam-se nos no lugar dos Pelames, e os proprietários confinantes com o rio regavam as suas hortas através de processos manuais como baldões ou garabanos, deste modo o rio pequeno entrava na economia doméstica de toda a comunidade.

Praticamente tudo isso passou, exceto a curiosidade de saber se o rio já chegou, um fenómeno extensivo a outras terras, tal como se constata na canção Postal dos Correios do João Monge, cantada pelos Rio Grande.

Curiosamente, também nós também temos um rio grande, o rio Tâmega só que esse graças a Deus não seca, embora esteja a precisar de uma requalificação das suas margens tal o estado em que ficou devido à exploração de inertes durante as últimas décadas do século passado.   

Por este ano o rio já corre de novo debaixo da ponte, assim como nas poldras, porém nas poldras do Papeiro não é possível atravessá-las, porquanto, foram derrubadas três e nunca foram levantadas.

 

publicado por Nuno Santos às 09:52

Novembro 28 2016

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O facto de ter estado ausente do país durante duas semanas, impediu-me de fazer este post mais cedo, sendo este a minha homenagem ao grande Comandante Fidel Castro, que, juntamente com Che Guevara, foram dois ícones que me acompanharam desde a minha juventude e ambos figuras marcantes do século XX.

Obviamente que há, quem não se identifique com os ideais que Fidel Castro, porém em toda a parte do Mundo, mas sobretudo na América Latina, reconhecem o seu carisma e liderança, sendo inclusive o elemento catalisador doutras revoluções, em países subjugados pelo colonialismo.

Em minha opinião e por força do embargo imposto pelos Estados Unidos, o seu vizinho mais próximo e a maior potência mundial, impediu que se possa fazer com justeza e rigor, uma avaliação aos ideais e medidas aplicadas em Cuba. Por causa do embargo, os cubanos viveram sempre com alguma escassez de bens materiais, mas não deixa de ser verdade que o regime de Fidel Castro, proporcionou a todos os cubanos regalias sociais que, noutros países, estão apenas acessíveis a algumas elites.

Dessas medidas destacam-se a taxa de analfabetismo zero, assim como a gratuitidade do ensino e da saúde, medidas das quais até os portugueses beneficiaram ao fazerem protocolos com os governos portugueses, quer recebendo médicos cubanos para suprirem carências de médicos em regiões mais desfavorecidas, mas também beneficiando dos seus conhecimentos científicos na área da saúde, em particular na oftalmologia.

Durante muitos anos, acalentei a esperança de visitar Cuba, uma viagem que para mim, seria uma espécie de homenagem ao grande comandante, mas, por circunstâncias várias, nunca se proporcionou fazer essa viagem, com o seu desaparecimento perdura essa nostalgia e o fim desse sonho, pelo que só me resta dizer “Hasta Siempre Comandante”.

 

 

publicado por Nuno Santos às 17:40

Novembro 19 2016

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Apesar de me encontrar na Holanda, não deixei de vibrar com a vitória do nosso Desportivo sobre o Futebol Clube do Porto, assim como a consequente passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal. Segui o jogo pela Internet, com um sofrimento tremendo, embora compensado pelo resultado final.

Em face do que vi, não me custa admitir que, o Futebol Clube do Porto teve a seu favor, além de um plantel com um orçamento muito superior, teve também as estatísticas do jogo. Só que em futebol, não há vitórias morais, pois só conta as que entram, e o Desportivo no final ganhou por 3-2 sendo esse o resultado que, vai ficar para a história.

Este ano, já tive o privilégio de assistir a vários jogos em casa do Desportivo, nomeadamente com o Benfica, onde as incidências do jogo até nos foram favoráveis, ao contrário dos resultados, estou a lembrar-me com o Setúbal, Feirensee mesmo o jogo com o Benfica, que nos ganhou por 2-0, independente das nossas oportunidades e das duas bolas aos postes.

Claro que até à Final da Taça, ainda há muito jogo pela frente, mas era bom que o Desportivo viesse mais uma vez ao Jamor, pois seria um sinal de afirmação do interior perante o litoral, tão discriminado que é em matérias de desenvolvimento sustentável, razão pela qual obriga ao êxodo de tantos transmontanos, e de outras regiões interiores.

Se eventualmente o Desportivo chegar à Final, gostaria que fosse com o Sporting, outro dos meus clubes de eleição. Assim, além da merenda sempre agradável que se comeria nesse dia, o resultado qualquer que fosse seria sempre bom para mim, ainda que gostasse mais que ganhasse o Desportivo pois seria o seu primeiro troféu, enquanto que o Sporting já tem 8.

Força Chaves e como dizia o saudoso José Dias da Electro Flávia aos altifalantes nos dias de jogo - Chaves! Chaves! Chaves!  À vitória! À vitória! À vitória.

 

publicado por Nuno Santos às 09:23

Novembro 18 2016

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Apesar do outono estar já bastante avançado, ainda não há novidades, sobre a chegada do nosso rio pequeno, que,  como as aves de arribação, desaparece todos os anos por altura do verão, só regressando sem aviso prévio, por altura dos Santos.

Mas por causa das alterações climatéricas que, têm influenciado o meio ambiente em todo o planeta, o nosso rio pequeno não deixa de também sentir essas influências,  de tal forma que em finais do mês de junho passado, quando noutros anos o rio já estava seco, este ano ainda  corria e com um caudal tal que, quase cobria as poldras no Papeiro.

Ora, a razão deste meu post, é precisamente por causa das poldras do Papeiro, as quais, como se veem na foto, têm umas três caídas, há já varios anos. Eu já por mais de uma vez fiz esse reparo, mas infelizmente e até ao momento, o reparo ainda não teve qualquer acolhimento.

Mas como se diz que "água mole em pedra dura, tanto dá até que fura" aqui fica mais uma vez o reparo, a quem de direito, para que antes que o rio volte a correr debaixo das pontes, as poldras possam ser reerguidas. Bem sei que atualmente as poldras já não têm a utilidade prática do passado, quando eram praticamente utilizada pelos garotos do Bairro, na maioria das vezes, em brincadeiras que depois lhe saiam caras, nomeadamente, quando chegavam a casa todos molhados, porque na sua travessia caiam ao rio, por isso, não se livravam de uns cuziotes das mães.

Mas as poldras, fazem parte do património da aldeia e todo o património deve ser preservado, quer seja material ou imaterial.

  

publicado por Nuno Santos às 15:37

Novembro 14 2016

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Como é costume, este ano também tivemos o Verão de São Martinho, associado à lenda de que “ Num dia muito chuvoso e frio de outono, o São Martinho à época um soldado romano, terá rasgado metade da sua capa e dado a um mendigo, a fim deste se resguardar do frio. De Imediato, o dia chuvoso e frio transformou-se, num dia de resplandecente sol quente”. Desde aí a alteração meteorológica que, normalmente acontece sempre nesta época do ano, passou a chamar-se, como o Verão de São Martinho.

Mas se a lenda do Verão de São Martinho ainda perdura, o mesmo já não acontece, com a tradição da realização do Magusto comunitário em Outeiro Seco, onde se vivia uma tarde de convívio e de socialização.

Mas se o magusto não se realizou, não é pela falta de entidades que o possam promover, desde logo duas associações, como a Casa da Cultura e as Mãos Amigas, e ainda, a própria Junta de Freguesia. Também não é pela falta de infraestruturas locais apropriadas para o efeito, porque tanto o pátio do Solar dos Montalvões, como o espaço contíguo ao Polivalente Desportivo, reúnem as condições ideais para a realização desse evento.

O que falta infelizmente, é a dinâmica das forças vivas da aldeia, as quais têm caído num imobilismo ensurdecedor, no tocante a iniciativas que mobilizem os moradores na aldeia.

Por razões familiares neste último ano, temos aí passado mais tempo, acompanhando com tristeza a esse imobilismo mas também abandono, latente em todas as áreas sociais. E se nunca se conseguiu a integração dos moradores, dos bairros periféricos da freguesia. Agora são os próprios naturais e moradores na aldeia, que aos domingos, paradoxalmente vão à missa Igreja Matriz de Chaves, assim como muitos jovens catecúmenos, que, preferem andar na catequese na cidade.

Deste modo a aldeia vai perdendo vitalidade, tornando-se uma aldeia só para velhos, e mesmo estes, por força das melhores condições que vão tendo em casa, já não recorrem tanto ao Largo do Tanque, outrora a nossa sala de estar.

É urgente repensar tudo isto e como para o próximo ano há eleições autárquicas, oxalá apareça alguém com ideias que dinamizem a aldeia, acabando com o marasmo do qual vai saindo apenas com a realização da festa da Sra. Da Azinheira. Entretanto deixo aqui uma declaração de interesses, embora seja um outeiro secano de coração, eu sou recenseado e residente em Odivelas, logo, não sou um putativo candidato a nenhum cargo político, em Outeiro Seco.

publicado por Nuno Santos às 10:32

Novembro 11 2016

 

 

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Todos os dias são motivo para festejar algo, quanto mais não seja, para festejar a vida. Assim hoje dia 11 de novembro Henriqueta Ferreira Faria, além de festejar o São Martinho, festeja também os seus 90 anos de vida, na companhia de uma boa parte da sua família direta, o seu marido (93 anos) filhas, genros e parte dos seus netos e bisnetos. Infelizmente por razões que se prendem com a distância a que se encontram, em resultado desta vida moderna, nem todos podem estar presentes, contudo, não deixam de se associar à efeméride, desejando-lhe todos, os presentes e ausentes, uma longa vida com muita saúde, o único bem que agora se lhe deseja.

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 10:28

Novembro 10 2016

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Depois de tantos posts colocados por flavienses nas redes sociais, contestando o atual ordenamento da Praça General Silveira, eternamente conhecido como Largo das Freiras, eis que o Município de Chaves se dispôs a requalificar a anterior requalificação, mal sucedida diga-se em abono da verdade.

Com efeito, pese as obras se tenham iniciado no passado dia 4 de novembro, logo após o levantamento das barracas dos Santos, foi de todo uma surpresa para a generalidade dos flavienses que por ali passavam, mas sobretudo, para os que fazem desse espaço sala de estar, em especial no período da pausa do almoço.

Claro que a falta de informação afixada no local da obra, aliada à pouca ou nenhuma discussão pública sobre a mesma, dava a aso a uma série de conjeturas, tanto mais que, se aproxima um ano de eleições autárquicas.

Deste modo e porque existe na internet um portal do Governo, onde se publicam todos os contratos públicos, eu tive o cuidado de consultar esse portal e lá está registado o contrato, sendo celebrado em 19-10-2016 e publicado em 21-10-2016.

O objecto do contrato é muito vago, diz apenas “Remodelação do Largo General Silveira, o preço contratual é de 245.699,00 € o adjudicante é o Município de Chaves, adjudicatário, Anteros Empreitadas, Sa., com o prazo de execução da obra em 90 dias, ou seja dois meses e vinte e nove dias.

Quer pelo preço da obra, quer por aquilo que se vai sabendo oficiosamente, as Freiras não irão voltar ao modelo anterior. Irá apenas ser destruído o tanque agora existente, e o piso em granito polido, será substituído por calçada portuguesa. Continuará a haver repuxos de água, mas rente ao chão, os quais serão suspensos, quando na praça houver eventos.

Do lado do antigo Liceu serão abatidas as árvores, ao que parece, porque houve má escolha quando da sua plantação, pois produzem uma resina, a qual suja não só o chão, como as roupas dos alunos. A propósito das árvores, sendo isso uma opinião pessoal, as que estão do lado dos Correios deveriam também ser abatidas e em contrapartida, colocar uma outra qualquer estrutura que dê sombra no verão, pois as árvores encobrem as fachadas dos edifícios, que, em termos arquitetónicos, são de uma beleza rara e estão bem enquadrados, tantos os Correios como a CGD como a Biblioteca Municipal e o Liceu.

Ao que parece no verão, continuaremos a contar com a esplanada do Biquinho Doce, embora o local de cargas e descargas vá ser encurtado, logo com menor disponibilidade de estacionamento privado. Talvez depois se dê maior utilidade ao parque de estacionamento, um pouco mais abaixo, curiosamente foi a construção do parque de estacionamento, quem esteve na origem da grande alteração do Largo das Freiras.

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:38

Novembro 09 2016

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Contra todas as expectativas e sondagens, Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos da América, ainda que, em minha opinião, avaliando por aquilo que foi dizendo na sua campanha, sobram-nos razões para grandes preocupações, com este excêntrico no poder.

O seu discurso de vitória, teve alguma assertividade nas palavras dirigidas a Hillary Clinton, bem diferente das que teceu durante a sua campanha. Apesar de ter dito que, será o presidente de todos os americanos, fez um discurso de circunstância, alguém disse que mais parecia um discurso de agradecimento, numa festa de aniversário, porque se esperava mais no discurso de vitória, sobretudo, porque foi eleito para um cargo que todos reconhecemos, como um dos cargos mais importante do mundo, atendendo à importância dos Estados Unidos no contexto mundial.

Claro que hoje haverá imensos debates, com várias teorias dos politólogos sobre esta vitória, a qual é sem dúvida um caso de estudo, face às expectativas de todos os analistas e da população em geral. Diz-se que esta vitória é contra o sistema, mas o facto é que os americanos, não elegeram só o Donald Trump para a presidência, como o Partido Republicano ganhou em toda a linha, isto é ganhou o Senado a Camara dos Representantes e a escolha do presidente do Supremo.

Porém se o discurso populista de Trump ganhou votos nas classes mais desprotegidas, já não entendo a motivação de vários portugueses, entrevistados ontem, para votar em Donald Trump, quando ele disse na sua campanha que, iria expatriar os emigrantes!

Esta eleição faz-nos lembrar um pouco a de Ronald Reagan, por isso resta-nos aguardar o desenvolvimento dos próximos capítulos, e ao mesmo tempo, esperar que os efeitos colaterais desta eleição no resto do mundo, não sejam muito nefastos.

publicado por Nuno Santos às 09:11

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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