Outeiro Secano em Lisboa

Março 14 2013

 

As atenções do mundo católico centraram-se ontem, entre as 18 e as 19 horas numa das janelas do palácio do Vaticano, para conhecerem o novo papa, recém eleito pelo conclave dos cardeais, ou segundo o dogma, escolhido pelo Espirito Santo.

Quer fossem os cardeais ou o Espirito Santo, escolheram um papa fora da Europa, interrompendo uma prática com mais de 1200 anos. O papa eleito o cardeal José Mário Bergoglio, argentino de nascimento, mas filho de pais italianos.

O novo papa adoptou o nome de Francisco, curiosamente o primeiro com este nome, pese embora seja um nome santo, lembremo-nos de S. Francisco Xavier ou de S. Francisco de Assis.

O acontecimento originou uma série de debates, em todos os canais televisivos, tecendo-se as mais diversas teorias, sobre a personalidade do novo papa, um ex-jesuíta, uma corrente religiosa nem sempre bem vista, quer aos olhos dos políticos como da própria igreja.

Apesar do meu estatuto de pouco praticante e pouco preocupado com a eleição do papa, tenho  para mim que, a acção mais importante do seu papado, deveria ser a convocação de um Concílio, o qual já não se realiza desde a década de sessenta, com o Vaticano II.

Nesse Concílio deveriam fazer como que, uma espécie de revisão da constituição canónica, aproximando mais a igreja da modernidade dos nossos dias, no tocante ao celibato dos padres a intervenção activa das mulheres e em tantas outras práticas, muitas delas já ultrapassadas. Talvez essas medidas ajudasse a estancar a sangria que a igreja católica tem neste momento para outros movimentos, nomeadamente os evangélicos, quer na América Latina como em Portugal.

Aguardemos pois com serenidade o desempenho do novo papa, cujas referências são as de uma figura implicada com as desigualdades sociais, e desprendida dos bens materiais ao ponto de enquanto arcebispo de Buenos Aires, viver num simples apartamento e se deslocar em transportes públicos.

Curioso é ver a Praça de S. Pedro na televisão e ao vivo, a percepção quanto ao seu tamanho, é totalmente diferente. Ao vivo torna-se bem mais pequena, do que nos parece na televisão, uma sensação igual passa-se com o hemiciclo da Assembleia da República, que também nos parece bem mais pequeno ao vivo, do que na televisão, daí o ditado "as aparências iludem".   

publicado por Nuno Santos às 13:03

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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