Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 31 2014

 

Pelo segundo ano consecutivo a Nucase, ficou entre as 100 melhores empresas para trabalhar, desta feita classificada na 75ª posição. Este ranquing é realizado pela revista Exame e pela consultora Accenture.

Ainda que tenhamos descido algumas posições, face ao ano anterior, porquanto em 2012, ficámos em 42ª posição. Neste ano foram muitas mais as empresas concorrentes, oriundas de todo o universo empresarial do país, concorrendo empresas mais recentes no mercado e de pequena dimensão, principalmente na área de sistemas, software, cosmética, spa, hotéis, bancos, etc. 

As dimensões e sub-dimensões avaliadas neste estudo são as seguintes: Ambiente de Trabalho (balanço trabalho / vida pessoal; recursos; segurança); Empresa (comunicação interna, diversidade; marca; politica e práticas, valores e cultura, visão e estratégia); Oportunidades (coaching; desenvolvimento de carreira; formação e desenvolvimento); Pessoas (colaboradores; liderança; supervisão); Recompensas e reconhecimento (avaliação de desempenho; benefícios, reconhecimento e salário) e Trabalho (clientes; processos e pessoas; tarefas).

Está de parabéns a administração da Nucase, assim como toda a sua estrutura, porque face à actual conjuntura económica, não é fácil gerir uma empresa com a dimensão da Nucase. Esta classificação vem acrescentar motivação e orgulho aos seus colaboradores, para acrescentar valor ao serviço prestados aos seus clientes.  

publicado por Nuno Santos às 13:35

Janeiro 29 2014

Esta semana não se falou da crise económica porque os temas em debate foram, as praxes académicas, e o atraso no jogo do Porto – Marítimo, em prejuízo claro está do Sporting.

Quanto às praxes eu confesso que quando em Setembro, por alturas do início do ano escolar, e passo de carro no Jardim do Campo Grande, o qual fica fronteiro à cidade Universitária e à Universidade Lusófona, me revolto com aquele espetáculo degradante, vendo jovens tipo soldados de elite a rastejar sob o comando de jovens trajados, a maioria deles etilizados, e com reflexos ainda de uma noite de excessos,  humilhando os jovens caloiros, a maioria deles acabados de chegar da província. O mais curioso é que segundo eles, essas práticas servem para os integrarem na escola, embora eu não entenda essa integração, porquanto, essas práticas ocorrem fora da escola.

O outro tema causa-me também algum desconforto, porque no futebol português, uma modalidade da qual tanto gosto, continuar a reinar a “chico espertice” em detrimento dos regulamentos e da assertividade,  com os resultados dos jogos a resolverem-se com recurso a esquemas manhosos.

E o ridículo é a aceitação das pessoas que gostam deste fenómeno e pouco fazem para mudar este estado de coisas. Constata-se que o sistema instalado há mais de trinta anos, apesar de caduco, continua a vigorar, independente dos ventos de mudança que já se fazem sentir, porque os tentáculos do polvo teimam em não se soltar, e  o que se passou no passado sábado no estádio do Dragão, foi um exemplo disso.

Enfim nada a que os sportinguistas não estejam habituados, um ano em que Pinto da Costa era o presidente do Organismo Autónomo, o orgão que antecedeu a Liga de Futebol,  o Sporting até teve de ir a Chaves jogar apenas 1 minuto de jogo, na mesma semana em que recebia o F.C. Porto em Lisboa, com o qual estava em compita na disputa do campeonato.

Mas como diz o ditado “agua mole em pedra dura tanto dá até que fura” por isso, temos esperança de que o movimento encetado pelo presidente do Sporting, na regeneração do futebol português não esmoreça, ainda que para alguns os sportinguistas, continuem a ser uns anjinhos.      

publicado por Nuno Santos às 00:27

Janeiro 27 2014

"A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.

 

Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.( Miguel Torga)

 

Foi   com a voz embargada e citando Miguel Torga que, o Eng.º Viriato Talhinhas um transmontano de Santulhão, concelho de Vimioso, iniciou as boas vindas aos transmontanos que, oriundos desse reino maravilhoso como Miguel Torga chamou à nossa região, se reuniram no passado sábado pela terceira vez no Alentejo, a segunda em Vila Nova de São Bento, onde vive o meu irmão Diamantino.

O Eng.º Viriato Talhinhas é um funcionário superior dos serviços agricolas de Beja, que apesar de viver no Alentejo, continua a manter e a transmitir a sua paixão, por esse reino maravilhoso que é Trás os Montes, e que o Torga nos legou.

Este Encontro de transmontanos vai continuar, ficando já deliberado  que se realizará sempre no último sábado do mês de Janeiro, assim no próximo ano será em 31 de Janeiro.

É intenção do organizadores que próximo Encontro, tenha umas caraterísticas muito especiais, e seja como que uma  misceginação entre a cultura transmontana e alentejana, estando prevista a presença de um grupo de pauliteiros e um grupo de cante alentejano.

Apesar de vivermos em Lisboa mas com o pretexto da visita à família, temos estado nestes encontros, convivido com outros transmontanos aqui deslocados, alguns com estacas plantadas no Alentejo, não só por causa da sua situação profissional, mas porque casaram cá e cá constituiram família.

É o caso do meu irmão Diamantino ou do coronel Tété, um natural de Vilarandelo mas residente em Beja, onde detém a maior exploração de nogueiras do país, continuando a mater uma enorme paixão por Chaves e pelo Desportivo. Mas também de tantos outros, uns porque foram aqui colocados como médicos, professores, agentes da GNR ou da PSP, outros são militares na base de Beja, mas nestes encontros não há profissões, o único estatuto é o de transmontanos.

Uma referência muito especial à Junta de Freguesia de Vila Nova de São Bento pelas belíssimas instalações sociais que possui, e sobretudo, por as colocar à disposição da comunidade, seja alentejana ou transmontana.  

publicado por Nuno Santos às 07:04

Janeiro 22 2014

Há um provérbio que diz “o tempo é o descobridor de todas as coisas”. Ora esta fórmula parece ter sido encontrada pela minha sobrinha Carolina, residente na Madeira. E digo isto porque frequentando o nono ano, a Carolina é aluna de menção honrosa, pelo seu desempenho escolar, mas com tempo ainda para a dança, integrando uma academia de dança, com espetáculos por toda a ilha, mas também para a música, fazendo parte de uma outra academia, onde toca flauta transversal.

No passado dia 17 de Janeiro, juntamente com mais três colegas dessa academia, perfazendo um quarteto, estiveram na RTP Madeira no programa Madeira Viva, o qual foi transmitido entre as 19 e as 20 horas, abrindo e encerrando esse programa.

Mas a Carolina frequenta ainda a catequese e neste momento só não namora, creio eu, por isso aqui fica o alerta para os jovens da nossa aldeia, onde ela adora passar as suas férias.

Eu tive o privilégio de ver a sua atuação na RTP Madeira através da internet, mas os meus conhecimentos de informática nem os meios tecnológicos de que disponho, não me permitem selecionar o momento da sua atuação, pelo que deixo aqui o link para quem esteja interessado em vê-lo.

 

                                                                     http://www.rtp.pt/play/p565/e141239/madeira-viva

publicado por Nuno Santos às 21:00

Janeiro 19 2014

Amanhã dia 20 de Janeiro é o dia de S. Sebastião, um dos santos que senão é o mais festejado da igreja católica, é pelo menos o seu maior ícone, tanto em imagens como em pinturas, representando um jovem esbelto e desnudado, com o corpo cravejado de setas, quase rivalizando com as imagens de Cristo.

Há uma série de contradições sobre a morte de S. Sebastião, o qual terá sido mandado matar duas vezes, pelo imperador Diocleciano, porque sendo o capitão da guarda pretoriana, era segundo rezam os escritos, muito brando com os cristãos, quando condenados pelos romanos, por causa do seu credo religioso.

Ora acontece que segundo a história, a data dessa perseguição aos cristãos, só terá sido decretada anos depois da morte de Sebastião, enfim são as contradições da história.

O certo é que o dia 20 de Janeiro é consagrado ao santo, e muitas são as terras que o veneram e lhe reconhecem as benesses. Aí bem perto da nossa terra festejam-no na Torre de Ervededo, até lhe chamávamos a festa dos chouriços, porque era neste altura que eles se comiam. Ai que saudades eu tenho de um bom chouriço de sangue e cabaça.

Mas onde o S. Sebastião ganhou uma maior fama e tradição, foi em Couto Dornelas, no concelho de Boticas. E de tal monta que, se tornou num local de romaria, não só das populações locais, como de forasteiros que, fazem excursões para verem in loco essa tradição, a qual passa pela construção de uma mesa comunitária que, alimenta de carne de porco pão e arroz, a toda a gente que os visita.

Também em Couto Dornelas, existem duas versões para a a comemoração dessa festa. A primeira e mais antiga deve-se a uma promessa popular, para afastar a fome e a peste que assolava a região.

A segunda fora para afastar os franceses quando na segunda invasão, porque depois de tomarem Chaves, seguiram para Braga. Por certo que a estrada para Braga na época, passaria por Boticas, porque se o traçado fosse o actual, o franceses não tinham necessidade de fazer esse desvio.

O certo é que graças às preces ao Santo, os franceses não importunaram as mulheres e raparigas do Couto, porque se diz que caiu um tal nevão sobre a aldeia, ficando esta intransponível, impedindo os soldados franceses de invadirem a aldeia.

O ano passado fomos comer um cozido a Alturas do Barroso, ali bem perto do Couto Dornelas, e enquanto estivemos no restaurante, caiu um forte nevão, cingindo também apenas à aldeia de Alturas.

Embora estivesse perto, nunca ao S. Sebastião a Couto Dornelas. Oxalá mantenham a tradição por muitos mais anos, para quando estiver reformado, eu possa também visitar in loco, essa tradição. 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:39

Janeiro 17 2014

 

Confesso que fui sempre algo céptico, quanto às teorias dos ambientalistas sendo por isso recorrentes as discussões com o meu filho, quando ele ainda era um estudante de engenharia do ambiente.

São agora conhecidos muitos mais estudos, sobre a influência que o aumento da temperatura tem, no nosso clima. Há dias na sequência da vaga de gelo que assolou a América, vi uma reportagem na televisão, onde um cientista americano de Chicago, telefonou para um seu colega em missão científica no Polo Sul, onde curiosamente no mesmo momento, se registava uma temperatura mais alta, do que em Chicago

As imagens em cima, não são da Guarda ou de Bragança, são de Lisboa por volta das 08,30 da manhã, quando a maioria dos lisboetas se preparava para mais um dia de trabalho.

Afinal Pedro tinhas razão, temos de olhar bem mais para as questões do ambiente, e é uma tarefa que toca a todos, por isso há que alterar hábitos e práticas mais consentâneas, com a preservação do ambiente.

 

publicado por Nuno Santos às 11:12

Janeiro 13 2014

A vida é feita de sentimentos, e que alternam entre alegrias e tristezas, e se na semana passada vimos muitas lágrimas de tristeza, pelo desaparecimento de uma velha glória, hoje voltamos a ver mais lágrimas mas de alegria, pela consagração de um português como o melhor jogador do mundo do ano 2013.

É sempre gratificante ser o melhor do mundo, porquanto não são muitas as áreas em que os portugueses conseguem tal desiderato, creio mesmo que só na área do desporto o conseguimos, isso o que quer dizer que, com esforço e perseverança consegue-se triunfar.

Para os sportinguistas esta nomeação tem uma satisfação especial, pois foi o segundo jogador português formado no nosso clube, a merecer tal nomeação, depois de Luís Figo o Cristiano Ronaldo nomeado pela segunda vez, e esperamos que não seja a última.

Entretanto outros valorizam outras coisas, por exemplo no clássico de ontem o Benfica não tinha um único jogador português em campo, e o Porto tinha dois o Licá e o Varela, sendo este mais um produto da formação do Sporting.

publicado por Nuno Santos às 22:31

Janeiro 10 2014

Esta semana, fomos assolados por uma tempestade marítima, a quem deram o nome de Hércules. Na verdade, em face dos estragos causados sem dúvida que o nome de Hércules, é o mais adequado.

A semana teve ainda outros motivos de  emoção, desde a morte de Eusébio, mas sobretudo pelo espetáculo algo deprimente dado por alguns canais de televisão, mas também por algumas figuras públicas. Não está em causa aquilo que Eusébio foi no futebol, tanto no panorama nacional como internacional, cuja figura terá sempre um lugar de destaque, mas em minha opinião, achei desproporcionado alguma cobertura televisiva, tanto mais que muitos dos presentes nessas imagens, nunca viram jogar o Eusébio.

Esta semana desapareceu também um velho camarada meu, pai do meu amigo Mário Rui, e foi talvez pela molha que apanhei no seu velório,  que hoje sinto-me retratado naquele poema do António Lobo Antunes, denominado; Poema aos Homens constipados.

 

 

 

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai
Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai
Lurdes, Lurdes que vou morrer.

 

Resta-me dizer que hoje já fui ao médico, estando a tomar antibiótico, por isso espero que em breve a gripe esteja debelada. Se foi por causa da molha na despedida do meu amigo Pina, então aguento-a bem. Só a lamento porque já tinha o bilhete para ir no sábado ao Estoril apoiar o Sporting, e para não ter uma recaída, vou ficar em casa e ver o jogo no sofá, esperando que o meu Sporting vença e me dê  uma alegria , amenizando um pouco o sofimento da semana. Quanto ao clássico de domingo, o Benfica-Porto, bem esses podem empatar.

 

publicado por Nuno Santos às 15:13

Janeiro 08 2014

 

Foi hoje a enterrar pelas 11,00 horas no cemitério de Sacavém, António Alonso um natural de Outeiro Seco, residente nesta localidade próximo de Lisboa.

António Alonso foi muito novo para Angola, vindo como retornado no período de 1975, fixando residência em Sacavém, onde já residia a sua irmã Orlanda. A notícia chegou-me só hoje, através do meu primo Mário Afonso. Por coincidência, ontem estivemos  num funeral em Sacavém, o qual também decorreu às 11,00 horas, contudo um dos corpos esteve em camara ardente na capela mortuária anexa à igreja, enquanto o outro estaria por certo, na casa mortuária razão do desencontro.

Sentidos pêsames à família Alonso, e que o António descanse em paz.   

 

publicado por Nuno Santos às 11:11

Janeiro 06 2014

Longe vai o dia 23 de Julho de 1966, nessa manhã tinha havido trabalhos em casa dos meus pais, já não me recordo bem qual foi a tarefa realizada, mas presumo ter sido a apanha de batatas. Era costume em casa dos meus pais, esses trabalhos serem comunitários, havendo por isso sempre muitos vizinhos a ajudar.

Recordo-me que depois do almoço, os homens em vez de cada um recolher às suas casas para dormirem a sesta, foram todos para nossa adega deitando-se em cima das canas de milho e o meu pai colocou o velho rádio Philips sobre uma das paredes do lagar, com o som bem alto, porque às 15 horas dava o relato do Portugal – Coreia do Norte.

Os portugueses andavam eufóricos, pois apesar de ser a primeira vez que estávamos numa fase final do campeonato do mundo, já tínhamos deixado para trás dois candidatos, a Hungria e o Brasil, de modo que apesar da Coreia do Norte ter eliminado a Itália, estávamos todos esperançados de que lhe ganharíamos facilmente.

Só que o futebol tem muitos imponderáveis e ao intervalo, Portugal perdia por 3-2. Apesar do vinho estar ali na pipa bastando rodar a torneira, a marcha do resultado não dava vontade a ninguém para comemorar.

Recomeçada a partida apareceu então uma estrela, não aquela que guiou os pastores ao presépio, mas o Eusébio que nos guiou à vitória, marcando quatro golos, o quinto foi marcado por José Augusto.

A alegria que nesse dia nos invadiu pelo feito de Eusébio, é a tristeza que hoje nos assola pela sua morte com apenas setenta e dois anos de idade. O Eusébio foi um desportista de eleição, apesar de a mim particularmente me ter causado alguns desgostos, quando marcava golos ao meu Sporting. Contudo desejo do fundo do coração que descanse em paz, e que a sua postura sirva de exemplo a todos quantos se reveem neste desporto, que é o futebol e o vivam com o desportivismo como ele o viveu, razão de ter sido tão querido em todo o mundo e num dado momento, juntamente com Amália, serem uma referência de Portugal no mundo.

A toda a família benfiquista, e muito em especial a sua família pessoal os meus sentidos pêsames.

 

publicado por Nuno Santos às 00:35

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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