Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 26 2014

 

O Benfica está a passar neste ano de 2014, por um período de pesar e consternação, em contraciclo com o seu desempenho desportivo, onde lidera isolado com cinco pontos de vantagem, o campeonato. Depois da morte de Eusébio, ocorrida no início do mês de janeiro, faleceu ontem na cidade do Maputo em Moçambique Mário Coluna, um outro símbolo do clube, o eterno capitão também conhecido por “monstro sagrado”. Ambos moçambicanos, mas ao contrário de Eusébio, depois da independência de Moçambique, Mário Coluna assumiu o seu país natal, como país de eleição, tendo exercido cargos de relevo, nomeadamente, o de presidente da Federação de Futebol Moçambicana.

Embora não atingisse o prestígio internacional do seu compatriota Eusébio, no clube foi uma figura de referência, sendo o capitão de equipa, cargo que herdou de José Águas.

Esse estatuto teve-o também na selecção nacional, fazendo parte da célebre equipa dos “magriços” que ficaram em terceiro lugar no mundial de 1966. Mas tudo na vida é efémero, e apesar de Mário Coluna ter dedicado a sua vida ao Benfica, ajudando a conquistar duas taças de campeão europeu, o Eusébio só ganhou uma, ambos tiveram um final de carreira pouco glorioso, e pouco reconhecido. O Eusébio jogou ainda no União de Tomar e Beira Mar, o Coluna jogou um ano no Olympique de Lyon e no Estrela de Portalegre, um sinal de que nem sempre os clubes, preservam os seus heróis. Mas como vivemos tempos em que a imagem e as marcas contam muito, as últimas direcções recuperaram a imagem desses dois heróis, não deixando também de ganhar com isso em prestígio e merchandise.   

Mário Coluna faleceu com apenas 78 anos de idade, e as duas mortes tão próximas, não deixa de ser uma estranha coincidência, até parece que o Eusébio, estava a sentir a sua falta na equipa, como aconteceu durante tantos anos que jogaram juntos, no Benfica e na selecção. Que descanse em paz.

publicado por Nuno Santos às 19:09

Fevereiro 24 2014

 

 

Para aliviar o stress de uma semana de trabalho, nada melhor do que um fim-de-semana no Alentejo, em especial quando o tempo está bom, como aconteceu neste último, quando fomos mais uma vez ao Alentejo profundo, a casa do meu irmão Diamantino, desta vez para trazermos a minha mãe, que, tal como as andorinhas, emigra para o Alentejo no outono, e regressa à sua casa, na Primavera.

Ainda que as fotos não deiam essa panorâmica, pois foram tiradas com o telemóvel, os campos alentejanos além de verdejantes já estão floridos, sinal de que a Primavera está a aproximar-se, pese embora o clima não dê essa ideia, porque este ano a chuva, parece não dar tréguas. Mas ainda que seja um incómodo, em especial para as actividades de lazer, a chuva não deixa de trazer muitas vantagens, sobretudo para a agricultura. Por causa da muita chuva que tem caído, este ano ano as barragens estão bem compostas de reservas de água, a qual será bem útil, para as culturas de regadio.

Para mim as idas ao Alentejo além da visita à família claro, são sempre um momento de prazer, por causa da calmaria e imensidão da paisagem, mas sobretudo, pela simpatia das suas gentes. Este ano a festa das Cruzes em Vila Nova de São Bento decorre entre os dias 2 e 4 de maio, a ver vamos se é possível lá ir, em especial para ouvir no dia 2, os grupos de cante alentejano.

 

 

publicado por Nuno Santos às 19:30

Fevereiro 20 2014

Já tinha visto no telejornal de terça-feira, a reportagem da partida do Fernando Tordo para o Brasil, e confesso que me comoveu, sobretudo, porque goste-se ou não da pessoa ou da sua obra, o Fernando Tordo, é uma figura de referência da nossa cultura, há mais de quarenta anos.

Mas ontem o meu filho, também ele emigrante, que ontem se sentia duplamente nessa qualidade, porque vivendo em Amesterdão, por razões profissionais se encontrava em Bruxelas, sempre atento ao que se vai passando no nosso país, enviou-me pelo skipe este link;

                                                     http://www.publico.pt/cultura/noticia/carta-ao-pai-1624299

trata-se de uma carta que, o  escritor João Tordo escreveu no seu blog, ao seu pai. Essa carta comoveu-me ainda mais, fazendo com que não tenha adormecido facilmente.

Este exemplo do Fernando Tordo que, após os 65 anos de idade, se vê com uma reforma de apenas trezentos euros, é um bom exemplo para aqueles que, defendem que, a segurança social deve ser privatizada, e cada qual deveria cuidar da sua, dispensando-se o estado dessa função social.

O Fernando Tordo porque é um homem de coragem, assumiu a sua situação, mas como ele estão centenas de artistas de várias áreas, que, ganham se tiverem trabalho, independente da sua idade.

Este país que já não é para jovens, obrigando-os a emigrar, parece também  não ser para velhos, porque lhes corta nas pensões, afinal que país estamos a construir?  

publicado por Nuno Santos às 08:04

Fevereiro 19 2014

 

Ainda só estive por uma vez em Madrid, mas não consegui visitar o museu do Prado, porque havia uma extensa fila de visitantes, por causa de uma exposição temporária ali patente, a qual estava a terminar o prazo. Em alternativa optamos por visitar o museu Thyssen - Bornemisza, que fica mesmo de fronte.

O museu Thyssen – Bornemisza, embora não comparável com o Prado, é também de grande interesse artístico, com imensos quadros de pintores italianos e flamencos do século XVI e XVII. O mais curioso é que este museu, está associado a uma situação, totalmente oposta ao que se passa actualmente em Portugal, com a colecção Miró. Tudo porque no ano de 1993, o governo espanhol adquiriu este espólio à família Thyssen-Bornemisza, quando o governo alemão rejeitou a oferta de compra.

A colecção Miró que acabou por ser propriedade do estado, de uma forma algo rocambolesca, prepara-se para sair da sua posse, também da mesma forma.  

Mas voltando ao Museu do Prado, para quem vive ou visite Lisboa nos próximos tempos, e tenha algum interesse por esta forma de arte que é a pintura, pode visitar embora não a colecção do Prado, obviamente, mas a sua “Paisagem Nórdica” composta por 57 obras, pintadas por grandes pintores do século XVII, como Brueghel, Rubens, Lorraine e muitos outros.

De salientar que esta mostra, insere-se numa política de parcerias ou permutas, e depois de já terem estado cá obras do Goya, e agora esta, em breve serão obras portuguesas que estarão em Madrid, nomeadamente as tentações de Santo Antão, que são a jóia da coroa do Museu de Arte Antiga.   

É interessante a história desta extensa obra, agora exposta em Lisboa. Ela foi adquirida numa época, em que a Espanha, era uma das maiores potências mundiais. O seu rei era conhecido por rei sol, porque nunca se punha o sol nos seus domínios que iam das Filipinas às Américas,  reinando inclusive sobre Portugal e os Países Baixos (Bélgica e Holanda), donde vieram a maioria destas obras. Outras foram adquiridos por Filipe IV de Espanha, Filipe III de Portugal.

Curiosamente foi um português, Manoel Moura Corte-Real, amigo e conselheiro do rei, quem negociou a maioria destas obras, para decorar um dos palácios do rei. Este português que entre outros títulos, era o Marquês de Castelo Rodrigo, foi um dos muitos nobres que, não aderiu à causa da restauração, ficando a viver em Espanha, e por isso os seus bens em Portugal, foram confiscados pela corte portuguesa. 

A exposição está patente no Museu de Arte Antiga, o maior e melhor museu português, até ao dia 30 de Março. Quem já conhece o museu, pode adquirir o bilhete apenas para a exposição do Prado, pelo preço de 6,00 €. Quem queira visitar o museu completo, pagará 10,00 € pela visita conjunta.

Façam-no ao fim de semana no período da manhã, e verão que não darão o tempo gasto, por mal empregue.

 

publicado por Nuno Santos às 07:46

Fevereiro 18 2014

 

 

Testamento de D. Afonso II

 

Fernando Pessoa disse “ A minha pátria é a língua portuguesa” ora tomando como referência este verso, a nossa pátria, faria neste ano de 2014 oito séculos de existência, porquanto, foi no ano de 1214 quando foi escrito o primeiro documento em língua portuguesa, atribuído ao testamento do rei D. Afonso II.

Para comemorar o feito, e pese embora haja organismos públicos com a missão de preservar e desenvolver a nossa língua, como a CPLP, o Instituto de Camões e outros, alguns membros da sociedade civil, constituíram-se numa associação sem fins lucrativos designada “ 8 séculos da Língua Portuguesa” à qual a Nucase, por via da prestação dos serviços de contabilidade, está ligada.

São várias as iniciativas que irão decorrer ao longo do ano de 2014 para comemorar esta efeméride. Ontem dia 17 pelas 18 horas, decorreu no auditório do ISCTE uma conferência, onde além da apresentação da associação “ 8 Séculos da Língua Portuguesa” se apresentou a programação, que decorrerá entre o dia 5 de maio e o dia 10 de junho de 2015.

Estiveram presentes na sessão várias individualidades, entre as quais, o senhor secretário de estado da cultura, sendo conferencistas: Dra. Maria José Maya, presidente da associação, o Prof. Dr. Guilherme Oliveira Martins, na qualidade de presidente do Centro Nacional de Cultura, o Prof. Dr. José Paulo Esperança, pró-reitor do ISCTE, o Dr. Francisco de Lacerda, presidente dos CTT e o Prof. Dr. Gilvan Muller de Oliveira, Director Executivo do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

Todos eles valorizaram o património que é a língua portuguesa, actualmente a sexta mais falada no mundo, a terceira língua europeia, a quarta mais utilizada no facebook e a terceira no twitter.

 

Essa importância foi destacada não apenas no domínio cultural, mas também económico, porquanto, dois dos países emergentes como Angola e o Brasil, são países falantes da língua portuguesa. Segundo um dos conferencistas, existem estudos científicos apontando que, até ao ano de 2050, a língua portuguesa, será das línguas com maior crescimento mundial.

A associação “8 Séculos da Língua Portuguesa” é um bom exemplo de que a sociedade civil tem um papel importante na vida portuguesa, e um exemplo a seguir, embora, terá de haver alguma selectividade nos projectos, ajustados às necessidades e realidades locais, quero com isto dizer que possam ser exequíveis, porque se estamos à espera dos apoios do estado, então bem poderemos esperar sentados.

 

publicado por Nuno Santos às 13:25

Fevereiro 17 2014

 

Apareceu-me, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro que dá para dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro, o qual não posso deixar de partilhar.

 

 

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!

NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!

 Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

 

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.

 Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

 Júlio Isidro

publicado por Nuno Santos às 08:14

Fevereiro 14 2014
 

 

Hoje mais que o dia de São Valentim, comemora-se por força da corrente consumista, o Dia dos Namorados. Esta associação é uma tradição anglo-saxónica, a qual Portugal importou, ao contrário dos nossos irmãos brasileiros, que, continuam a comemorar e bem, o Dia dos Namorados no dia 12 de junho, associando esse dia a Santo António.

Em Portugal onde até se realizam os casamentos de Santo António nesse dia, vá lá saber-se porquê, optou por comemorar o dia dos namorados, no dia 14 de fevereiro, em detrimento do dia do santo que atribui dotes de casamenteiro.

Eis umas breves notas sobre o São Valentim e da origem da troca de flores e das mensagens. Valentim foi um bispo da igreja romana, contemporâneo do imperador Cláudio II. Ambos viveram no século II depois de Cristo, e reza a história que o imperador Cláudio, quiz que os seus exércitos, fossem compostos apenas por soldados solteiros, porque deste modo, estariam mais disponíveis para morrer pelo império.

Tal medida foi contestada pelos soldados, mas também pelo bispo Valentim que, às escondidas, celebrava os casamentos dos soldados que o procuravam. Descoberto tal acto, o imperador prendeu Valentim e mandou executá-lo.

Só que enquanto a pena não foi executada, os soldados passavam em frente da sua cela e atiravam-lhe flores. Diz-se também que a filha do carcereiro, terá pedido ao pai para visitar Valentim, e das sucessivas visitas terá resultado uma paixão entre os dois, trocando várias mensagens, daí que as flores e mensagens trocadas neste dia de São Valentim sejam uma homenagem, quer dos soldados como da paixão de Valentim, com a filha do carcereiro.

Mas como alguém disse que, o Natal é quando um homem quiser, o dia dos namorados também deve ser sempre, que, os homens e mulheres queiram.

publicado por Nuno Santos às 07:50

Fevereiro 12 2014

 

 

Alguém escreveu que “Fazer aniversário é olhar para trás com gratidão e para frente com fé” ora não conheço ninguém em quem esta frase assente tão bem, como na personalidade do meu amigo e “patrão” António Nunes, que fez no passado sábado dia oito, sessenta anos de idade.

Como esse dia coincidiu com o fim de semana, e por isso resguardado para a sua família, hoje quarta-feira, noventa funcionários da empresa decidiram homenageá-lo com um almoço comemorativo da efeméride.

Foram apenas noventa porque o almoço, decorreu no restaurante Caseiro, no lugar do Arneiro, concelho de Cascais, e a dispersidade do pessoal por vários escritórios, não permitiu a presença dos restantes, por questões logísticas, que não pelo apreço que, todos nutrem pela sua pessoa.

Foi uma cerimónia simples, colhendo de surpresa o aniversariante, sobretudo por ser já um pouco extemporânea, mas deixando-o muito sensibilizado, por esta prova de amizade e de reconhecimento, por aqueles que ele considera também como sua família, embora não consanguínea, mas do coração.

Os parabéns à comissão organizadora do evento pela discrição como o organizou, mas também, pela criatividade na escolha da prenda simbólica, que, lhe foi ofertada.Tratou-se de um quadro, com a primeira página do Diário de Notícias do dia 8 de Fevereiro de 1954, onde além das notícias do dia, estava a fotografia do António Nunes recém nascido assim como os seus dados biográficos.

Por curiosidade nesse dia, Chaves era também notícia no Diário de Notícias, porque o país estava sob uma vaga de frio, tanto mais que nevara em Lisboa, e em Chaves, tinham-se registado 15º negativos.

Outra das notícias dessa primeira página era a de que, o Sporting tinha consolidado o seu avanço no campeonato. Sinais dos tempos vivia-se o tempo dos 5 violinos. Passados sessenta anos, aconteceu precisamente o inverso, ontem o Sporting atrasou-se ainda mais do comando do campeonato.

publicado por Nuno Santos às 18:52

Fevereiro 12 2014

Depois de no domingo passado, termos sido fustigados pelo vendaval Stephanie, que esteve na origem do adiamento do dérby entre o Benfica – Sporting, infelizmente para os sportinguistas, hoje houve de novo um vendaval, desta vez chamado Benfica, que arrasou por completo o Sporting.

No futebol, nem sempre ganha a melhor equipa, embora quem joga melhor, tem mais hipóteses de vencer, mas no jogo de hoje o Benfica, foi mesmo a melhor equipa, e um justo vencedor.

Como sportinguista resta-me dar os parabéns aos benfiquistas, e desejar que os sportinguistas não se deixem abater por esta derrota, porque o que hoje aconteceu foi apenas mais um jogo de futebol, onde a nossa equipa perdeu. Por isso no próximo jogo em casa, contra o Olhanense, não deixemos de ir ao estádio apoiar a equipa, de molde a darmos a volta por cima.

Independente de podermos questionar a táctica utilizada pelo mister, o que hoje ficou patente, foi a falta de recursos, nomedamente a ausênsia de William de Carvalho e a influência que ele tem na equipa. 

Mas temos de ter consciência das expectativas do Sporting, no início da época, e das assimetrias orçamentais perante o Benfica e o Porto, por isso, esta equipa de jovens merece todo o nosso apoio, e  porque o verde é a cor da esperança,  temos ainda muito para ganhar.   

publicado por Nuno Santos às 00:22

Fevereiro 04 2014

 

Vimos e lemos e nem queríamos acreditar, um jovem flaviense teve um acidente em Chaves, no sábado cerca das duas horas da manhã e pese embora a gravidade do acidente, pois ficou em coma e necessitado dos serviços de neurocirurgia, só encontrou vaga no Hospital de Santa Maria em Lisboa, porque os hospitais mais próximos com este serviço, Porto, Braga e Matosinhos, não tinham vaga.

De salientar que a vítima foi transportada de ambulância, porque o helicóptero não tinha condições de funcionalidade, e foi só a 30 minutos de Lisboa, mais concretamente em Torres Novas, que se fez o transbordo da vítima, da ambulância para o helicóptero.

Afinal o mundo maravilhoso de que nos fala o Torga, não contempla a área dos serviços de saúde, porque nessa matéria a nossa região, pouco ou nada tem de maravilhoso.

  

publicado por Nuno Santos às 08:17

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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