Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 25 2015

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Por gentileza da Gráfica doTâmega, eis o cartaz da festa do São Miguel, o nosso padroeiro que se realiza na próxima terça-feira. Depois da excelente festa da Sra da Azinheira, a comissão das festas de 2015 despede-se em grande, oxalá a meteorologia ajude porque o programa da festa, parece ser aliciante.   

publicado por Nuno Santos às 22:16

Setembro 19 2015

 

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Sob o lema “Uma ambição, um compromisso, um rumo” decorreu esta semana, nos dias 17 e 18 o V Congresso dosTOC - Técnicos Oficiais de Contas. O evento realizou-se no MEO ARENA e contou com cerca de três mil e trezentos congressistas.

Esta foi a última vez que a designação de TOC foi utilizada, porquanto, no passado dia 7 de setembro, foi publicada no Diário da República I Série n.º 174 a lei 139/2015 aprovando o Estatuto dos Contabilistas Certificados.

Agora os TOC - Técnicos Oficiais de Contas, passam a designar-se Contabilistas Certificados, pese embora, não haja grandes alterações nas suas atribuições, existem contudo alguns pequenos ganhos, entre os quais, os Contabilistas Certificados passam a poder defender os seus clientes, junto da AT Autoridade Tributária, em processos inferiores a 10.000,00 euros, só precisando de recorrer a um advogado, para processos de valores superiores aos 10.000,00 euros.

Outra das medidas positivas aprovadas pelo novo estatuto, é o fim da limitação do exercício da atividade. Antes o exercício da atividade do TOC estava limitada a pontuação, a qual era atribuída, mediante o volume de negócio das empresas.

Poderemos definir este congresso, como o congresso dos valores sobretudo da Ética, tantas vezes esta palavra foi utilizada pelos palestrantes. A Ética já faz parte quer do nosso Código Deontológico, assim como da Missão de todas as empresas, mas infelizmente tem sido a falta de Ética que, faz com que Portugal seja um país de más contas, com os resultados nefastos que, todos conhecemos.

Este congresso iniciou e terminou com a apresentação de duas manifestações artísticas, reconhecidas recentemente como bens imateriais da humanidade. Começando com o cante alentejano da Casa do Povo de Serpa, terminou com o fado do Camané.

Pese embora eu esteja em fim de carreira, espero que os TOC, agora Contabilistas Certificados, tenham um maior reconhecimento na sociedade portuguesa, pois sendo os principais agentes da manutenção do sistema fiscal português, podem também ser um parceiro privilegiado dos empresários, na gestão das suas empresas.

publicado por Nuno Santos às 10:06

Setembro 10 2015

 Com a devida vénia ao Kostinha que o filmou, aqui fica para os leitores do blog uma amostra do fogo de artifício da festa da Sra da Azinheira, ano 2015. Mas desde já fica o aviso, isto ao vivo é outra coisa.

 

publicado por Nuno Santos às 17:40

Setembro 10 2015

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Ontem dia 8 de setembro em Outeiro Seco, cumpriu-se a tradição, graças ao excelente desempenho organizativo das comissões, dos casados e dos solteiros, este ano com uma inovação, ficando tudo em família, isto é, os pais constituíram a comissão dos casados e os filhos, a comissão dos solteiros, havendo por isso, uma maior simbiose entre ambas.

Claro que, coube à comissão dos casados, toda a parte organizativa e aos solteiros, a angariação da receita para o conjunto. Mas graças ao seu dinamismo, a comissão dos solteiros, excedeu largamente o valor do cachet do conjunto, tendo entregue à comissão dos casados, o excedente angariado.

Mas se a procissão das velas no dia 7 de setembro, a qual tem vindo a ganhar cada vez mais aderência, sendo a de este ano, uma das mais participadas, já a presença de público no dia 8, ressentiu-se, por ser uma terça-feira e dia de trabalho.

A esse propósito impõe-se fazer um reparo, à Chaves Cultural, parceira bastas vezes noutros eventos realizados na nossa freguesia, mas este ano, não anunciou a festa da Sra da Azinheira, no programa da agenda cultural de setembro, fazendo com que este evento passasse despercebido, a muitos dos aquistas que, frequentam as termas de Chaves.

Além disso os cartazes, também foram afixados tardiamente, faltando cartazes em lugares fulcrais na cidade, como por exemplo, nas Termas.

Foi pena porque o programa da festa merecia mais gente, em especial o arraial, o qual esteve brilhante, com a presença das bandas filarmónicas e do conjunto, mantendo-se a dicotomia de tradição e modernidade, que carateriza a nossa aldeia.

Depois da alvorada logo às oito da manhã, a Banda Musical de Outeiro Seco deu a arruada pelas principais ruas da freguesia, seguindo-se depois as cerimónias religiosas, coroadas com a magestosa procissão, este ano com sete andores,. Durante a tarde a Banda de Outeiro Seco deu um concerto, e à noite, foi a vez das bandas de Pontido – Vila Pouca de Aguiar e da Cumieira – Santa Marta de Penaguião se despicarem até próximo das três da manhã.

Curiosamente estas duas bandas, não eram do concelho, a da Banda da Cumieira a cerca de cem quilómetros de distância, e a Banda do Pontido, a quase metade dessa distância, pediram um cachet inferior, às bandas do concelho.

Ainda que se notasse alguma redução de público, por ser um dia de semana, foram ainda uns largos milhares que, assistiram à brilhante sessão de fogo de artifício, protagonizada pela companhia, Pirotécnica Minhota.

Estão por isso de parabéns as comissões de festas, e a população de Outeiro Seco, pela excelente festa que proporcionaram a todos quantos quiseram usufruir dela, tendo visitado a aldeia neste dia.

Passada a festa de 2015, Viva a festa da Sra da Azinheira de 2016, esperando que seja mais divulgada do que esta, porque se trata de um momento cultural, marcante para a região.

Viva Outeiro Seco.

 

publicado por Nuno Santos às 17:06

Setembro 07 2015

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O mês de setembro está para os outeiro secanos, como o período do Ramadão, para os muçulmanos. Nesse período, eles fazem a sua peregrinação a Meca, nós em setembro, fazemos a nossa a Outeiro Seco.

O pretexto é apenas a passagem da festa da Sra da Azinheira, mas acaba sempre por ser mais do que isso, porque se aproveita essa “peregrinação”, para o convívio com a família e os amigos, razão pela qual ontem dia 5 de setembro, decorreram na aldeia, os três eventos anunciados no post anterior.

Embora estivesse presencialmente nos três eventos, o encontro dos outeiro secanos nascidos em 1955, foi aquele que mais me envolveu, por ter nascido em 1955, mas também, por ter estado na organização deste encontro, juntamente com a Celeste e o meu primo Rui Santos.

Foi gratificante rever muitos dos antigos companheiros de infância, e sobretudo, proporcionar uma maior aproximação entre todos, porque a dinâmica da vida se encarregou de nos separar, uns para o estrangeiro, outros para outras cidades do país, embora o mês de setembro se encarregue de nos aproximar, houve companheiros como o José António Chaves e a Fátima Castro que, vieram propositadamente para este encontro.

Como é sabido, um dos locais mais místicos da nossa aldeia, é sem dúvida o Largo do Tanque, sendo aí o nosso ponto de encontro, com uma visita à restaurada capela da Sra do Rosário, uma novidade para muitos dos presentes, em especial os não residentes.

Seguimos depois para a Santana, onde antes do repasto, servido no restaurante com o mesmo nome, sob a gerência do simpático casal Isabel e Jacinto Batista, visitamos a capela de Santana, também requalificada em 2008, porque muitos dos presentes,ainda não conhecia os achados na capela, após essas obras de requalificação.

O convívio tal como o jantar, esteve ótimo e depois dos brindes, foi proposto fazermos novo encontro daqui a cinco anos, para fazermos novo balanço, do que a vida nos proporcionar até lá.

 

Mas porque presenciamos os restantes eventos, não podia deixar de dar aqui esse testemunho. Quanto ao encontro dos ex-combatentes, de salientar a emoção vivida na maioria dos presentes, porque a guerra é a guerra, e alguns deles, assistiram à perda de vida, de companheiros seus.

Claro que há sempre algumas areias nas engrenagens, e a organização deste encontro, com toda a admiração e respeito pela organização do Eliseu Martins André e do Manuel Ferrador, também as teve, ao deixar de fora alguns que, também serviram a pátria noutras paragens, porque houve guerra em todo o domínio colonial, o qual ia para lá de África, conforme diz o Hino da Mocidade.

A oeste da Europa/ mesmo junto ao oceano/ fica o nosso Portugal/ lindo torrão lusitano/ É pequeno em continente/ em domínios o terceiro/ o mais valente na guerra/ em descobrir o primeiro.

Ora a guerra iniciou-se efectivamente em 1961, mas na Índia, (Ásia) com a anexação dos estados de Goa, Damão e Dio, onde estiveram outeiro secanos, como o António Salgado, Francisco Alonso, Hermínio Bernardo, Francisco Ervões  e  António Pipa.

Além de que o José Manuel Anjos esteve em Timor (Oceania) onde não foi fácil o processo da descolonização, com as guerras entre os diversos movimentos de libertação, vindo a terminar com a invasão do estado de Timor pela Indonésia. Também houve militares em Cabo Verde, onde esteve o António Ribeiro de Carvalho, pese embora fosse área reivindicada pelo PAIGC, não são conhecidos episódios de guerrilha.

Mas isto é apenas uma pequena nota, porque o mais importante é valorizar a iniciativa pela positiva, e salientar a elevada adesão de ex-combatentes, que como ficou dito atrás, aproveitaram também a festa da Sra da Azinheira, aliás a marcação do encontro para esta data, também não terá sido inocente.

Quanto ao terceiro evento a Festa do Reco, estão mais uma vez de parabéns os seus organizadores, especialmente pela excelente descarga de fogo, servido como um aperitivo da noite do dia 8 de setembro.

E é com estas iniciativas que, como alguém dizia, “Outeiro Seco tem muita pinta”.

 

 

publicado por Nuno Santos às 08:30

Setembro 06 2015

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publicado por Nuno Santos às 22:59

Setembro 05 2015

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Como prenúncio das festas da Sra da Azinheira, vão realizar-se hoje em Outeiro Seco, vários eventos, quebrando assim algum do marasmo, ao qual a aldeia tem estado sujeita, durante uma boa parte do ano.

Sem qualquer relação entre os três eventos, embora também não colidam, são os seguintes:

 

II Encontro de Ex-Combatentes na Guerra Colonial

 

Festa do Reco

 

II Encontro dos outeiro secanos nascidos em 1955.

 

A este encontro dos ex-combatentes, parece-nos estar apenas subjacente, um pretexto de convívio entre conterrâneos de várias gerações que, viveram um período difícil da nossa história, como foi a guerra colonial.

Tem início às 10,30 horas, com uma missa celebrada pelo capelão militar, seguindo-se outras actividades, terminando com um almoço, no Restaurante Santana.

De salientar que houve conterrâneos que, cumpriram o serviço militar, durante a guerra colonial, nos três ramos das forças armadas e em todos os teatros de guerra. Desde a Índia, onde se iniciou a guerra colonial, às restantes colónias ultramarinas, incluindo as distantes, Macau e Timor.

Alguns desses ex-combatentes já faleceram, nomeadamente os que estiveram na Índia como foram, Francisco Alonso, e Hermínio Bernardo, peço desculpa se há mais.

Talvez protegidos pelo manto da Sra da Portela, quase todosos nossos soldados, vieram sãos e salvos, com excepção do Cipriano Sobreira, o único morto em combate na então província de Angola, por isso hoje vai ser evocado, numa singela homenagem.

 

A Festa do Reco com a organização de um grupo de amigos, tem vindo a realizar-se quase em paralelo com as festas da Sra da Azinheira. Nos primeiros anos realizava-se logo a seguir às cerimónias do dia 7 de setembro com algum transtorno para as cozinheiras que tinham de temperar as carnes. Este ano vai ser hoje dia 5 e com um programa onde não falta animação musical e a habitual descarga de fogo de artifício.

 

Por fim o II Encontro outeiro secanos nascidos em 1955 que, apenas pretendem festejar a vida. De salientar que os índices de natalidade eram bem diferentes há sessenta anos atrás. Nesse ano nasceram 20 outeiro secanos, 10 rapazes e 10 raparigas. Atualmente tem havido anos, em que não há um único nascimento.

Infelizmente este encontro já não será para todos, pois três dos nascidos nesse ano, já não estão entre nós. Por isso é que os restantes, se encontram para celebrar a vida, num jantar aberto aos conjugues, também no restaurante Santana.

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:29

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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