Outeiro Secano em Lisboa

Outubro 27 2015

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Caros amigos,

Apesar do dispêndio económico das viagens em viatura própria, entre Chaves/ Lisboa, atualmente em mais de duzentos euros, só de ida e volta, este fim-de-semana por boas razões, voltei a Chaves, a segunda vez no mês de outubro.

E se na penúltima estada, tinha relatado a enorme  frustração, por ter visto a bica do tanque seca, manda a verdade repor que, embora o seu caudal não seja muito maior, do que o fio de azeite de uma almotolia, o facto é que a bica do tanque, já corre.

O que ainda não corre é o rio pequeno, porque as condições atmosféricas lhe tem sido adversas, mas por causa das recentes chuvadas, qualquer dia e o mais provável é que seja num dia domingo, o rio aparecerá sem se fazer anunciar.

Gostei de ver as barracas dos Santos, sempre dinâmicos em relação à sua localização, desta feita, estão um pouco acanhados, no parque de estacionamento da Fundação Nadir Afonso, ficando a freguesia da Madalena, completamente ostracizada em relação aos Santos, pois antes as barracas situavam-se na alameda do São Roque.

Este ano estão quase dentro do recinto da Escola Júlio Martins, é claro que os seus alunos, os principais utentes das diversões agradecem, o seu aproveitamento escolar é que se vai ressentir.

A recente estada em Chaves vai obstar que, este ano vá à feira dos Santos, por isso, não irei comer o polvo do Manolo, mas já o comi no Restaurante Santana, e garanto-vos que estava cinco estrelas.

Foi um fim-de-semana em beleza, desde logo, porque foi passado com a família e amigos, a melhor coisa do mundo, e depois, porque terminou em beleza, com a brilhante vitória do meu Sporting sobre o Benfica.

Ora para não ser Inácio, assisti ao dérbi na taberna do Flávio, que nos brindou com um opíparo lanche. É sempre com nostalgia que regresso depois a Lisboa, mas a necessidade obriga, só que, está para breve o fim dessa obrigação, e por isso, as permanências em Chaves irão ser maiores. Para todos os outeiro secanos e flavienses, os meus desejos de uns bons Santos.

publicado por Nuno Santos às 07:22

Outubro 13 2015

 

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As raparigas da minha aldeia já não podem namorar, como o faziam antigamente, quando, namoravam no tanque, enquanto aguardavam que se enchessem os cântaros de água, na única fonte da aldeia.

É certo que o progresso e o desenvolvimento trouxeram a água e o saneamento, a quase todas as casas, além disso, foram instalados mais dois fontanários públicos, com a água explorada no lugar do Cabeço, um no Eiró e outro no Pontão.

Mas uma das razões porque as raparigas da minha aldeia, já não podem namorar no tanque, é porque a bica deixou de correr.

Confesso que foi para mim uma enorme deceção, quando este ano no São Miguel, vi a bica do tanque seca. E veio-me à memória, a luta insana que, o meu avô Eurico tinha todos os anos, em especial nos verões de maior estio, enquanto presidente da Junta de Freguesia, para que a bica não secasse.

Para isso, mandava limpar em primeiro lugar a Mãe d’Água do Campo da Veiga, depois o depósito que fica numa cortinha dos herdeiros de António Sobreira. E era graças a essa manutenção, que a bica, com maior ou menor caudal, corria todo o ano.

Não correndo a água pela sua bica, o velho tanque torna-se inestético e porque se trata de um dos pontos de interesse da aldeia, acho urgente reparar esta situação, pois se a nascente da Mãe d’Água do Campo da Veiga já não dá, então, arranje-se forma de transferir parte da água do fontanário para o tanque, para que a quadra da marcha de Outeiro Seco continue a fazer sentido.

O nosso largo do tanque

Com a bica a correr

Mesmo quem mora distante

Aqui gosta de beber.

publicado por Nuno Santos às 23:03

Outubro 11 2015

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O recente atentado em Ancara capital da Turquia, o qual vitimou mais de oitenta pacifistas, fez-me recordar a velha máxima de, “estar no lugar errado à hora errada. Tudo isso porque há cerca de três meses, estava nessa cidade e terei até passado na praça, onde ocorreu o atentado.

Embora não tenha o interesse histórico de Istambul, a cidade de Ancara é também interessante, desde logo, porque se trata da capital política do país, mais por via da sua situação geográfica, pois fica mais central que Istambul.

Em Ancara está o mausoléu, do fundador da Turquia, o sempre presidente Ataturk, um monumento gigantesco e de visita obrigatória, quer pela sua monumentalidade, quer porque a sua localização no alto de uma colina, permite ao visitante, avistar toda a cidade, que, tem cerca de cinco milhões de habitantes.

Quanto ao atentado, não há palavras para descrever esse acto criminoso, mas infelizmente não há como fugir a isso, o importante é ter a sorte de, não estar no lugar errado à hora errada.

 

publicado por Nuno Santos às 13:22

Outubro 05 2015

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Por ironia do destino trabalho na avenida 5 de outubro, a data que, simbolicamente, assinala a mudança de regime em Portugal. Esta avenida é paralela com a avenida da República e com a Defensores de Chaves, e as três, devem a sua toponímia à mesma origem, a República.

Há mais de um século que esta efeméride vem sendo celebrada, uns anos com maior outros com menor pompa, mas tem se celebrado. Até que apareceu um partido que, há muito almejavam obter, um governo e uma presidência, e logo na primeira oportunidade, acabou primeiro com o feriado, depois com as comemorações, embora o presidente da câmara de Lisboa, tivesse hasteado a bandeira, repetindo o gesto dos republicanos, há 105 anos.

Claro que tanto o governo como o presidente, hoje estarão mais interessados, na comemoração da vitória eleitoral de ontem, embora seja uma vitória escassa, porquanto, face às últimas eleições, perderam quase trinta deputado e novecentos mil votos. O facto é que mesmo assim, foram a força partidária mais votada, sendo este um dos sortilégios da democracia,  ganha quem obtem mais votos, e não quem tenha maior razão.

Está visto que os portugueses, não apostam em rupturas, mas preferem a continuidade. Só que, depois do corte nos salários, nas pensões, na venda dos bens essenciais de riqueza, na deterioração de serviços essenciais, como ensino e saúde, o que mais nos irá acontecer nos próximos tempos?

E será que aguentamos? Ai aguentamos! Aguentamos e o resultado de ontem é o exemplo disso.

publicado por Nuno Santos às 18:57

Outubro 02 2015

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Todos os dias se comemoram aniversários e agora, por via dos alertas do Facebook, são ainda mais notados. Mas há ainda quem não utilize as redes sociais, nem saiba o que isso é, como o meu sogro, que celebra hoje os seus 92 anos de vida.

Portugal tem muitos indicadores, dos quais não se deve orgulhar, porém, há um em que juntamente com a o Japão, estão na vanguarda mundial, porquanto, são os países do mundo, com mais centenários do mundo.

Não sei se o meu sogro chegará ao centenário, porque ainda lhe faltam mais oito anos, mas, avaliando pela sua atual qualidade de vida, por certo lá chegará, porque ao contrário das suas filhas e genros, não sabe o que é um Omeprazol, ou um Crestor, sinal de que todos os seus órgãos funcionam em plenitude.

Por vezes queixa-se de uma dor num joelho, por causa de uma queda que deu há uns anos na vinha, diz ele e não de artrose, mais própria na sua idade.

Quem convive diariamente com ele, nota-lhe alguma perda de faculdade, mas continua a evocar gloriosamente os seus tempos da tropa, pese embora se cingissem apenas a quatro meses, e no quartel de Chaves, assim como as suas aventuras na atividade do contrabando, no seu tempo de juventude.

Como é habitual, as suas filhas e genros vão comemorar-lhe hoje mais um aniversário, na esperança de que, também ele seja mais um centenário.

Hoje está igualmente de parabéns, o nosso amigo Ulisses Guerra, a quem desejamos um grande abraço e o desejo de longa vida cheia de saúde e prosperidade, na companhia da sua esposa a D. Sãozinha.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:49

Outubro 01 2015

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 Fotos do Blog Tradição e Modernidade

 

Embora com algum atraso eis o balanço das festas do ano de 2015, por tradição, ambas em setembro, a festa da Senhora da Azinheira a 8 de setembro e a do São Miguel o nosso padroeiro a 29 de setembro.

A população de Outeiro Seco continua muito arreigada, à tradição de realizar as festas nos seus dias, ainda que sejam dias da semana.

Ora, se antes se compreendia esta opção, porque calhando as festas num dia de semana, eram mais duas pausas no duro trabalho do campo, hoje já não é assim, pois uma boa parte dos outeiro secanos já não são residentes na aldeia, outros são trabalhadores por conta de outrem, não podendo dispor do seu tempo, a bel prazer.

A acrescer a isso, exclui-se ainda a população estudantil, porque o calendário escolar também se alterou, antes o ano escolar iniciava-se em outubro, e agora, inicia-se em setembro.

Por mais de uma vez, defendi a alteração da data das festas, para os fins de semana mais próximos, certo de que isso traria maior prestígio à aldeia, à semelhança do que aconteceu noutras terras, onde até as mudaram de mês, só para aproveitarem a estadia da sua população emigrante.

Esta medida é também defendida por outros outeiro secanos, infelizmente continua em minoria e claro, em democracia, deve prevalecer a vontade da maioria.

De modo que as festas, lá se realizaram nas suas datas de sempre. Mas também por isso, durante o dia apenas para a população local, e à noite, por causa do fogo, lá veio então mais gente de fora, embora neste ano, em menor número do que em anos anteriores, não porque o programa das festas fosse inferior, mas talvez por reflexos da crise económica, e também pela a dependência da televisão, devido à transmissão de futebol e às novelas, as quais retêm mais pessoas em casa.

Apesar destas vicissitudes, estão de parabéns os comissários das festas de 2015, que neste ano, coube aos moradores no Bairro da Senhora da Azinheira, tanto a comissão dos casados como a dos solteiros. Também mantendo a tradição e durante o arraial da festa do São Miguel, a comissão deste ano passou o testemunho, à comissão do ano de 2016, a qual será composta por moradores dos Bairros do São Bernardino I e São Bernardino II e ainda da Ribalta.

Esperamos que as festas do próximo ano, que calham também num dia de semana,desta feita a uma quinta-feira, obtenham um êxito igual ou superior às deste ano, pois não será expectável que, haja ainda coragem de as regular, com o fim de semana mais próximo.

Resta dar os parabéns aos mordomos deste ano, com especial destaque para o Luís Afonso e Fernando Batista, pela sua maior dinâmica e disponibilidade. Um reforço positivo também à comissão dos solteiros, também do mesmo bairro e na maioria, familiares da comissão dos casados, que graças à sua dinâmica angariaram mais receita que as suas despesas.

Para a nova comissão de 2016, sobre quem recai uma grande expectativa, tanto mais que já têm uma experiência adquirida de festas anteriores, assim como na organização de outros eventos, uma palavra de encorajamento e o desejo de um grande sucesso, assim como a garantia de total disponibilidade, para o que estiver ao meu alcance. 

 

 

publicado por Nuno Santos às 08:52

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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