Outeiro Secano em Lisboa

Novembro 30 2013

Estou que nem posso, ontem levei mais um rude golpe ao conhecer as novas propostas que o governo, vai apresentar no Conselho da Concertação Social, sobre as novas alterações à idade da reforma.

Vivemos um tempo em que só importa o presente,  não adiantando fazermos grandes expetativas quanto ao futuro, porquanto essas expetativas alteram-se de um dia para o outro.

Em face do que veio publicado ficamos a saber que, independentemente de se começar a trabalhar aos 18 anos, como foi o meu caso, ou começar aos 30 anos é irrelevante, porque a idade da reforma só se atinge aos 66 anos.

A discriminação positiva consiste em que, por cada ano de descontos a mais de 40 anos, beneficia-se de uma antecipação de 4 meses por cada ano a mais. Feitas as contas eu vou ter um bónus de 28 meses, donde se as contas estiverem bem feitas, poder-me- ei reformar em Agosto de 2018.

Claro que estou contra, não só porque a medida me afeta pessoalmente, mas sobretudo, porque esta lei retarda a entrada no mercado de trabalho dos mais novos, com maior formação e capacidade inovadora, prolongando no mercado de trabalho muita gente que, por força da dinâmica das coisas, já não acrescenta valor às empresas.

Como a minha profissão obriga a uma constante atualização, de normas, leis e ofícios circulados, para lá de ter de gerir pessoas e conflitos, terei de encontrar um equilíbrio físico e mental, para não de ir trabalhar de bengala, como a foto ilustra.

De fora desta lei ficaram: as bordadeiras da Madeira os mineiros, os bailarinos, os pilotos e os motoristas de camião, porém nada se disse quanto aos gestores de cargos políticos e públicos, e como a sua profissão é tanto de desgaste rápido quanto a minha, espero bem que não fiquem fora desta lei que agora querem aprovar, porque se tal acontecer, a minha indignação é ainda maior.

 

publicado por Nuno Santos às 09:04

eu não sei como é calculada a reforma aí
aqui antigamente até ao governo fernando h. cardoso era cosiderada a média dos ultimos 36 meses de trabalho com inflação vigente quando vinha a conta mesmo voce descontando o máximo que eram 10 salários minimos lá vinha o valor de uns 4 ou 5 no máximo
pois bem apartir do governo desse sóciolo foi feito um novo calculo com fator que passou a ser calculado retrativamente apartir de julho de 1994 que se deixou de haver aquela inflação louca porem com a tabela usada de idade e tempo de serviço alíem do pedágio levas ddireto uma redução de quase 40%
hoje a maior aposentadoria paga a privados é de 4.159,00 menos de sete salários minímos pois bem no meu caso trabalho à 44 anos diretos não comprovo uns dois anos 14 meses de um carne autonomo que se molhou e era um papel carbonado lá foi tudo e mais uns sete oito meses que às vezes optava por ficar sem registo na carteira e é pouco daqui pouco dali agora faz falta mas o pior que se passa depois de deixar de ter empresa em 2000 voltei a ser empregado naquela empresa que trabalhava quando aqui estivestes eu era responsável por vendas tinha um sário bom carro combustí vel mas a maior parte era por fora e e´assim até hoje em janeiro completo 63 anos e vou num tecnico da inss para refazer os cáculos por já fez essa contagem vai pra 4 anos e aí é que eu vi o buraco que esse tal do fhc nos enfiou e que o sapo barbudo quando era oposição creticava esteve lá 8 anos a misse global vai comletar 3 e nada muda aliás depois que o pt virou governo esse é assunto proíbido e o pior cada vez que aumenta a expectativa de vido do brasileiro o coeficiente diminui então lá vão mais uns meses de trabalho e assim se vai eu nem penso em parar pois mesmo com o máximo vou receber bem menos de 50% do que ganho hoje.
já falei muito hoje um abraço e bom fim de semana
vasco sobreira garcia a 30 de Novembro de 2013 às 18:55

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
mais sobre mim
Novembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
14

17
18
21
22
23

25
26
28
29


links
pesquisar
 
Visitantes
blogs SAPO