Outeiro Secano em Lisboa

Dezembro 28 2013

Um balanço pode ter várias interpretações, do ponto de vista contábil e relacionado com a minha actividade profissional, um balanço, é a fotografia de uma empresa, onde se apuram os bens ativos e passivos da mesma. Mas um balanço pode também ser a análise dos prós e contras de qualquer coisa, sendo costume também chamar-se-lhe, a revista do ano.

Cingindo este balanço ao meu blog, criado precisamente no início do ano de 2013, onde foram publicados 202 posts, tendo um deles merecido a referência da equipa do Sapo. O blog seguiu a matriz que esteve na origem da sua fundação, ser um observador atento das coisas que o rodeiam, e na medida do possível, ao que se ia passando na nossa aldeia, fazendo juz ao nome do blog, um outeiro secano em Lisboa.

É nessa medida que realço a construção da rampa da igreja e sobretudo, a consolidação da mesma, pois tanto quanto julgo saber, depois do contencioso judicial que a mesma gerou, o tribunal pelo menos em primeira instância, já deu razão à sua abertura e à sua continuidade, beneficiando com isso um melhor acesso da população sénior e com dificuldades motoras, à igreja.

Como o ano de 2013 foi um ano de eleições, pese embora eu não tenha qualquer simpatia política, pela força partidária que ganhou, mas como as eleições autárquicas para mim, valem pelas pessoas que, encabeçam os projectos, fiquei muito satisfeito pela vitória do Carlos Xavier, por quem tenho uma grande estima e consideração, esperando que ele continue a fazer o seu trabalho em prol da aldeia, com o maior pragmatismo e discrição.

Este ano merece também destaque, pela negativa e pela positiva, a vaga de incêndios que assolou também a nossa aldeia. Pela negativa, o susto e aflição que causou às pessoas e a imagem degradante que deixou na paisagem. De positivo foi a onda de solidariedade que causou o combate às chamas, tocando a reunir como há muito tempo não se via em Outeiro Seco.

Uma nota também para o lançamento do livro “Junta de Freguesia de Outeiro Seco 1900-2013, da autoria do meu amigo Altino Rio, o qual vem contribuir para o aprofundamento da história da nossa terra,apenas com o senão da data do seu lançamento, assim como a figura escolhida para o acto, pois  segundo pessoas que lhe estão próximas, a cultura não é a sua prioridade.

No mais, a vida da aldeia seguiu o ciclo normal. A festa da Sra da Azinheira continuou a ser o maior acontecimento do ano trazendo à aldeia milhares de forasteiros, o S. Miguel nem tanto, até porque coincidiu com a noite eleitoral.

Desportivamente pela positiva realço o facto do Chaves ter sido campeão nacional da segunda divisão, e a selecção ter carimbado o passaporte para o Mundial do Brasil. Pela negativa, a pior classificação de sempre do meu Sporting, embora esteja agora a inverter a ordem das coisas, tendo terminado o 2013 em primeiro.

Internacionalmente houve dois factos que, não podem deixar de merecer destaque. A eleição do novo Papa Francisco, cuja acção está mexer com o status quo da igreja, e a perda de Nelson Mandela, cuja morte foi chorada em todo o mundo.

Quanto à política nacional, deixo esse balanço para os experts dessa matéria, e são tantos em todos os canais de televisão, o mais curioso é que são todos ex-políticos.

Eu deixo-vos apenas uma constatação, ontem quando estava a fazer uma pequena arrumação de papéis, tarefa que cá em casa me cabe a mim, confrontei-me como os recibos da pensão da Celeste dos meses de Novembro de 2011 e de Novembro de 2013, verificando que o valor recebido em 2013, tinha perdido cerca de 30%, face ao recibo de igual período do ano de 2011.

Ora perante esta situação, só posso concluir que do ponto de vista político, o balanço deste ano só pode ser negativo.

      

 

publicado por Nuno Santos às 10:16

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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