Outeiro Secano em Lisboa

Junho 06 2016

encontro de flavienses I.jpg

Decorreu ontem no Centro Desportivo das Paivas, concelho do Seixal, o sexto encontro de flavienses, residentes na área metropolitana de Lisboa. Apesar do encontro ir já no sexto ano da sua realização, infelizmente o grupo não tem aumentado, rondando as quatro dezenas de participantes, quase todos da mesma faixa etária, ou seja dos sexagenários. 

Quanto às causas da fraca mobilização, elas poderão ser várias, embora não seja pela sua divulgação, porque atempadamente o Zé Costa, envia dezenas de emails para um sem número de flavienses. Só que, alguns talvez não achem o programa muito apelativo, outros não sintam a necessidade dessa socialização. Mas a organização, essencialmente o Zé Costa, que é quem todos os anos, arca com essa responsabilidade, continua com a vontade de manter o encontro, ficando desde já agendado o próximo, para o primeiro fim-de-semana de junho de 2017.

Apesar de haver muitos repetentes neste encontro, aparece sempre gente nova. Alguns dos presentes, visitam a cidade com regularidade, mas existem outros que, por já lá não terem família direta, e porque também eles vão criando família, com ramificações a outras terras, vão perdendo esse vínculo com a cidade. Porém, não deixa de ser comovedora a forma, como essencialmente esses, relembram pessoas e as situações vivenciadas, durante a fase da sua vida em Chaves.

Claro que por causa da subida do Desportivo à primeira Liga, para o ano, haverá mais vezes o reencontro com muitos dos flavienses que, ontem estiveram nas Paivas, mas é sempre bom rever amigos e relembrar o passado, até porque uma das melhores fases da vida, é a nossa mocidade e a mocidade da maioria dos presentes no encontro, foi passada em Chaves.

A logística foi o trivial, as fêveras e as sardinhas, embora as sardinhas ainda não estejam no ponto, mas não é pela comida que estes convívios são promovidos, eles valem sobretudo, pela socialização e pela animação. Este ano além das concertinas, o nosso amigo Marcolino Pinheiro, que esteve ligado a muitos dos conjuntos de baile que, animaram a nossa juventude, entre os quais os Leaders, desta vez trouxe um amigo, o Artur, um transmontano da Régua com quem continua a tocar na noite lisboeta.

Além disso esteve presente a Alice Barreira que durante muito tempo foi a voz desse grupo e que ontem nos deu um cheirinho em temas da música genuinamente popular, porque ao contrário do que disse o Zé Cid em Trás-os-Montes é onde vão beber muitos dos cantores da boa música popular como a Brigada Vítor Jara, Né Ladeiras e muitos outros.

Como manda a tradição o encontro terminou com a marcha de Chaves, desta vez a Lúcia levava a letra escrita porque infelizmente continua a haver muitos flavienses que não conhecem as duas últimas quadra e que rezam assim:

O castelo é guarda-mor

Sentinela da fronteira

Santa Maria Maior

Ès a nossa padroeira

 

Nossa Senhora das Graças

Por um milagre de Deus

Senhora quando tu passas

As preces caem dos céus

Refrão

Cidade linda……….. 

publicado por Nuno Santos às 12:48

um abraço para todos os flavienses
vasco sobreira garcia a 12 de Junho de 2016 às 00:14

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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