Outeiro Secano em Lisboa

Maio 16 2017

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As pagelas distribuídas pela Agência Esteves que, operacionalizou o seu funeral, diziam que nasceu para o mundo em 24-07-1934 e para o céu em 13-05-2017. Só não diziam quão importante foi durante a sua vida, sobretudo para os seus seis filhos, dos quais durante muitos anos, teve de ser mãe e pai, por causa da sua precoce viuvez de Norberto Rodrigues Afonso, criando-os como uma ínclita geração.

Tais encómios não a impediram de ser um elemento ativo na vida da comunidade. Durante muitos anos e juntamente com a sua irmã Matilde, foram as zeladoras da igreja da senhora da Azinheira e ainda, as fiéis depositárias do ouro da santa. Em simultâneo cantava no coro da igreja, função que manteve quase até ao final da sua vida.

O seu funeral ocorreu hoje dia 15 para o cemitério local e a missa do sétimo dia decorrerá na próxima sexta-feira dia 19 às 16,30 na igreja matriz de Outeiro Seco. Entretanto em Lisboa será também rezada uma missa na Basílica da Estrela, no próximo sábado às 19,00 horas.

A toda a família enlutada filhos, filha, noras, genro e netos, as sentidas condolências.   

publicado por Nuno Santos às 00:04

Maio 13 2017

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Durante anos todos ouvimos a expressão dos três Efes – Fátima, Futebol e Fado. Claro que era uma expressão pejorativa para de certa maneira, denegrir o estado novo ou seja, o período da governação de Salazar, porquanto, eram as três únicas coisas positivas que nos projetavam no exterior.

Curiosamente ontem enquanto assistia pela televisão, às reportagens das comemorações do centenário de Fátima, dei-me conta de facto de alguma similitude, não tanto entre os três Efes, mas sobretudo entre o Futebol e Fátima.

As próprias perguntas dos repórteres de rua aos peregrinos, eram semelhantes às perguntas que fazem aos adeptos, antes de um jogo importante.

- Donde vem? Porque vem? Quais as suas expectativas perante este acontecimento?

 Só faltava mesmo perguntar qual o prognóstico do resultado e quem marcaria os golos, uma pergunta que a mim me irrita deveras ouvir, porquanto, uma das coisas boas do futebol é a sua imprevisibilidade, razão porque alguém disse “Prognósticos só no fim do jogo”.

Durante essas reportagens impressionou-me também o estado emocional dos entrevistados, em tudo semelhante ao estado emocional dos adeptos do futebol, ainda que estes costumem ser mais agressivos perante o opositor, o qual é visto como um rival e não um adversário, enquanto os peregrinos são mais assertivos e mais sofridos.

Mas ambos se movem pelos mesmos estados de alma, a Fé e a Esperança. Os peregrinos com Fé numa ação de graças, os adeptos com a Fé e a Esperança de que o seu clube ganhe, porque isso vai aumentar a sua auto estima, ganhando com isso um suplemento de alegria, para melhor suportar durante a semana, momentos menos bons da sua vida.

O facto curioso é que por vezes, estes dois acontecimentos cruzam-se, havendo quem vá a Fátima, só para agradecer os bons resultados desportivos, obtidos pelo seu clube, ou até pela seleção.

Curiosamente hoje dia 13 de maio, coexistem uma série de fatores que entroncam nos três Efes. É a canonização dos pastorinhos feita pelo papa Francisco em Fátima. É o Benfica que se ganhar o jogo de hoje, sagra-se campeão nacional, conquistando pela primeira vez na sua história de mais de cem anos o tetra. Um feito que os adversários diretos Sporting e Porto já conquistaram antes. O terceiro F hoje pode ser substituído por Festival e segundo as casas de apostas, O Salvador Sobral está bem posicionado, para ganhar o Festival da Eurovisão em Kiev.

Ora, de todos estes acontecimentos o que mais me entusiasma é a possível vitória do Salvador Sobral, pois quanto à questão dos pastorinhos, confesso que o meu ceticismo acentua-se cada vez mais, na medida em que vou adquirindo mais informação, sobre o fenómeno de Fátima.

Quanto ao Benfica campeão embora não goste, tenho de me render à evidência, porquanto, das dezasseis equipas em competição só uma pode ser campeã e o Benfica, recorrendo a meios diretos e indiretos foi aquela que, mais fez para ficar em primeiro.

  

 

  

publicado por Nuno Santos às 09:35

Maio 08 2017

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Ontem apesar de ter sido um dia festivo para a generalidade dos portugueses, para os sportinguistas nos quais me incluo, foi um dia aziado e deprimente, por causa do resultado do Sporting perante o Belenenses, onde se bateu um feito negativo que, já durava há 62 anos.

Parece incrível mas é verdade, teremos de recuar 62 anos para encontrarmos uma vitória do Belenenses em Alvalade, onde nos ganharam ontem por 3-1.

Ora, se em desporto qualquer dos resultados possa ser natural, já não se pode dizer o mesmo da postura dos seus responsáveis, nomeadamente do seu presidente. Pois como sportinguista fiquei deveras incomodado e triste com a sua postura, ao que parece só é responsável do clube nas horas boas, sacudindo a água do capote, na altura dos maus resultados.

Quando na primeira volta o Sporting ganhou em Belém por 1-0, já ao cair do pano, o presidente deu uma volta olímpica ao estádio batendo com a mão no peito mostrando o seu orgulho pela vencedora. Ontem atirou-se a tudo e a todos, como se ele não tivesse responsabilidades no resultado obtido, ou como se não fizesse parte da estrutura.

Pior ainda foi o que disse sobre a equipa de futsal, só porque perdeu a final contra a melhor equipa do mundo, esquecendo o brilhante jogo na meia-final, eliminando a equipa que, era a campeã europeia em título.

Como estamos a entrar na reta final do campeonato nacional de futsal, mais concretamente nos play-off, esperamos que tais declarações não tenham efeitos no seio da equipa, e que o título ganho o ano passado, não passe para o outro lado da segunda circular.

Para mim a situação diretiva no Sporting faz-me lembrar a França. Apesar da recente vitória de Bruno de Carvalho por quase 90 %, muitos desses votos inclusive os meus, foram pela falta de uma outra alternativa credível, como ontem em França,  onde muitos dos votos em Macron foram para derrotar Marine Le Pen e não para dar a vitória a Macron.   

 

publicado por Nuno Santos às 09:20

Maio 07 2017

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Confesso que não sou muito atreito à comemoração de datas, sobretudo, daquelas que se deixaram aprisionar pelo sistema comercial, como são os casos do dia da mãe, o dia do pai, o dia da mulher ou o dia dos namorados.

Ainda me recordo que na primeira vez em que comemorei o dia da mãe, há mais de cinquenta anos, teve também subjacente uma razão comercial.

Andava eu na terceira classe e tinha como professora, a D. Matilde Correia (Caretas) que, juntamente com outras duas irmãs e um irmão, o Domingos Careto, geriam duas papelarias em Chaves, uma na rua de Santo António, outra na rua Direita.

Embora a sociedade tivesse como denominação comercial “Casa Plastic” todos a conhecíamos como as “Caretas”, não porque as suas proprietárias fossem feias, ainda que a providência também não tivesse sido muito generosa com elas,  mas porque era nos seus estabelecimentos, onde se vendiam as caretas para o Carnaval.

Ora, a D. Matilde aproveitando a comemoração do Dia da Mãe, na época a 8 de dezembro, em vez de nos incentivar a fazermos um trabalho manual para oferecermos às nossas mães, levou-nos vários postais alusivos à efeméride, para nós lhos comprarmos.

Para o efeito, teríamos de pedir o dinheiro às nossas mães, dizendo-lhes que era para lhe fazermos uma surpresa. Infelizmente pouco habituadas a surpresas, muitas delas não colaboraram, umas porque não acreditaram no pedido dos filhos, outras porque tinham outras prioridades para o dinheiro, que, na época não abundava. Por isso, alguns dos meus colegas ficaram sem a prenda para as suas mães.

Eu recordo-me de ter escolhido o postal que ilustra o post, o qual tinha por trás a seguinte quadra:

Com três letrinhas apenas

Se escreve a palavra mãe

É das palavras pequenas

A maior que o mundo tem.

Ao que parece, a comemoração do Dia da Mãe ou o Dia das Mães, como é designado em alguns países, tem origens ancestrais, vindo mesmo do tempo da Grécia clássica, onde já se celebrava o Dia de Cibeles, a Mãe dos Deuses.  

Também não existe uma grande uniformidade, quanto à data desta comemoração. Há países onde o Dia da Mãe se comemora no primeiro domingo de maio, noutros é no segundo domingo de maio e outros ainda, no último domingo de maio. Em Portugal já se comemorou no dia 8 de dezembro, o dia da Imaculada Conceição, ou seja, o dia em que segundo o dogma católico, Jesus Cristo foi concebido sem o pecado original.

Ora, como se diz que Jesus Cristo nasceu em 25 de dezembro, dia de Natal, uma destas datas não estará certa, talvez o meu amigo Manuel da Costa Cunha que, anda a estudar a bíblia, nos ajude a decifrar este enigma.

Ainda que para mim o dia da mãe, deva ser todos os dias do ano, aqui fica um beijo especial para a minha mãe assim como para todas as mães e votos de um dia feliz para todas.

publicado por Nuno Santos às 07:22

Maio 04 2017

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Ontem foi o dia 3 de maio e presumo que, para muitos outeiro secanos, terá sido um dia como outro qualquer. Só que nem sempre foi assim. Tempos houve em que este dia era feriado na aldeia, em nome da veneração da Santa Cruz, porque segundo os cânones religiosos, terá sido neste dia que, Santa Helena descobriu a cruz, onde Jesus Cristo fora cruxificado.

 A data foi tão levada a sério que, ao lugar da nossa freguesia para onde se terão deslocado algumas famílias, como uma espécie de colonos, chamaram-lhe Santa Cruz.

Durante muitos anos Santa Cruz não teve qualquer autonomia, dependia administrativamente da junta de freguesia sedeada em Outeiro Seco, assim como dos serviços religiosos e o cemitério. Mais tarde foi construída uma capela, tomando-se como orago a Santa Cruz, realizando-se a festa em sua honra neste dia do 3 de maio.

Embora esta festa tivesse essencialmente um cariz religioso, a população de Outeiro Seco também a tomava como sua, guardando o feriado e participando no peditório para a sua realização. Aliás a prática do peditório era recíproca, pois quando da realização da festa da Sra da Azinheira em 8 de setembro, a comissão de festas também ia e continua a ir pedir a Santa Cruz.

Em alguns anos dependendo da dinâmica das comissões de festas, além da festa religiosa também se organizava baile, com banda de música e tudo. Esse baile realizava-se na eira grande, onde havia um coreto improvisado.    

Por causa da situação estratégica deste lugar, muito próximo da cidade, Santa Cruz teve um crescimento exponencial, passando a ter mais residentes e eleitores do que a própria sede da freguesia. Assim no ano de 2001 ocorreu o desmembramento da freguesia de Outeiro Seco, passando a ser mais uma freguesia de Chaves, com o nome de Santa Cruz Trindade.

Em 2011 na sequência da última reforma administrativa, a sua toponímia voltou a ser alterada, passando a designar-se como União das freguesias de Santa Cruz Trindade e Sanjurge, parecendo-me uma união sem grande nexo, pois, não havia qualquer ligação histórica entre estas duas localidades, porquanto, essa ligação histórica existiu sim mas com Outeiro Seco.

Atualmente Santa Cruz tornou-se num lugar descaraterizado, já que a maioria dos seus moradores, não têm ali as suas raízes. Compraram ali um lote de terreno e construíram ali uma casa, muitos deles oriundos das terras da montanha, mas apenas para que os seus filhos beneficiem da proximidade das escolas da cidade.

Assim o dia 3 de maio passou a ser uma data como outra qualquer, embora continue a ser recordado pelos outeiro secanos, sobretudo os mais velhos porque a esta data está ainda associado um outro facto, o início das sestas, ou seja a pausa no trabalho entre o almoço e a tarde.

Este é um costume usado na vizinha Espanha “la siesta” e seguido ainda pelos mais velhos nas regiões transfronteiriças, no Alentejo chamam-lhe “a folga” mas que sabe bem lá isso sabe.

publicado por Nuno Santos às 10:47

Abril 29 2017

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Foto Humberto Ferreira

 

Desde sempre que a agricultura de subsistência esteve dependente dos rigores do clima, razão pela qual os agricultores da nossa aldeia desejam ardentemente que se passe o 3 de maio, a data em que normalmente as colheitas ficam mais seguras, quanto às geadas.

Este ano a natureza até estava a ser generosa, porquanto, havia uma grande produção de tudo. As árvores estavam carregadas de fruta, as batatas do cedo logo mais floriam e a vinha, estava muito avançadas para a época, ao ponto de já se ter feito a primeira monda, havendo até, quem tivesse aplicado uma calda.

Mas costuma-se dizer que “Deus o Deus, Deus o levou” e antes da data mítica do 3 de maio, na passada noite do dia 26 de abril, uma geada queimou a maioria da produção agrícola deste ano, deixando os agricultores desalentados, porquanto  perderam as culturas deste ano, em especial a do vinho, conforme o ilustra as fotografias do amigo Humberto Ferreira.

Claro que isto acontece com os agricultores de subsistência, como são os pequenos produtores da nossa região, porquanto, nas explorações mais profissionalizadas, utilizam vários processos para evitarem estas calamidades, as quais são anunciadas antecipadamente.

Agora devido às previsões meteorológicas, sabia-se que a temperatura mínima em Chaves ia descer a menos um grau centígrado. Ora como a geada se forma aos zero graus, estava assim anunciada o desastre ecológico, só que nesta altura as pessoas confiam muito na providência, esperando que a geada não se forme no seu quintal.

Já aqueles que fazem da agricultura um projecto de vida, utilizam processos como a utilização de velas a arder cujo aquecimento evita a formação da geada ou a utilização de rega entre outros.

Claro que estes processos são inviáveis para quem faz agricultura apenas por óbice. Agora os que tiveram uma boa produção no ano de 2016, resta-lhes fazer uma boa gestão dessa produção, para durar até ao ano de 2018. Em alternativa podem beber vinho de outras regiões e atenção que atualmente, produz-se bom vinho em todo o país. Em contrapartida têm de beber água, pois segundo se diz “ a água não fura a barriga”.

      

publicado por Nuno Santos às 09:03

Abril 25 2017

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Eu sei que para muitas gerações, em especial aqueles que nasceram pós 1974, não faz grande sentido estarem a comemorar o dia em que se conquistou a liberdade, porquanto, a liberdade é um direito adquirido e inalienável, ao ponto de alguns a usarem, pondo em risco a liberdade e os direitos dos outros.

São exemplo disso os anti vacinas, que, contrariando o Plano Nacional de Vacinação, acham-se no direito de não vacinarem os seus filhos, pondo assim em risco a saúde dos seus filhos e a dos outros.

Embora esta seja uma forma enviesada de ver a liberdade, antes do 25 de abril ninguém punha em causa impunemente as leis do estado, ainda que muitas dessas leis fossem injustas e arbitrárias, e muitos foram os que pagaram com a prisão e a morte, só porque as contestavam.

Eu sou desse tempo ainda, razão porque todos os anos não deixo de comemorar este dia, estando em Lisboa assistindo a um dos vários concertos evocativos que, se comemoram na véspera e no dia 25 de abril descendo a avenida da liberdade e de cravo na mão gritando, 25 de abril sempre, fascismo nunca mais.

publicado por Nuno Santos às 08:57

Abril 23 2017

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Ontem vivi no estádio José de Alvalade as emoções de mais um dérbi. Desde que estou em Lisboa e já lá vão quarenta e quatro anos, sempre que o dérbi se disputou em Alvalade, só não terei assistido, quando estou fora de Lisboa.

Como todos os jogos entre estes dois rivais, este foi um jogo intenso, onde não faltou nada, emoção e casos de arbitragem. Felizmente que durante e após o jogo não houve incidentes graves, tanto dentro como fora do campo, ainda que infelizmente já tivessem ocorrido durante a madrugada incidentes, resultando na morte de um adepto sportinguista, em condições que a polícia estará a investigar.

No entanto, estavam reunidas as condições para que algo de grave pudesse acontecer, muito por causa da posição das estruturas dirigentes dos dois clubes, os quais estão de relações cortadas. E nem me interessa discutir quem tem ou não razão, a verdade é que esta situação cria crispações e excessos em alguns adeptos, porque têm uma visão enviesada, daquilo que, deve ser o desporto, sobretudo a nível das suas claques organizadas.

A propósito, há dias o Iker Casillas atual guarda-redes do Futebol Clube do Porto, disse numa entrevista que, achava que estávamos a perder o futebol e de facto, o futebol deixou de ser um mero jogo de paixões, para ser algo mais, muito por causa da mediatização que, se dá a este fenómeno.

Para os jogos entre os três grandes são criados cenários que, mais parecem de guerra, fazendo-nos lembrar como dizia ontem na SIC Notícias o Marinho, um ex-jogador do Sporting e Benfica, aqueles cenários pós ataques terroristas, tal o aparato policial que rodeia estes jogos.

Tenho para mim que, a comunicação social ajuda muito a potenciar esse fenómeno, com a ênfase que dá, antes, durante e após os jogos. São os programas de debates televisivos e radiofónicos, alguns com jornalistas outros com adeptos dos próprios clubes, que só servem para ajudar a extremar ainda mais essas paixões.

Quanto ao jogo, o Sporting entrou bem, beneficiando logo de início de um erro individual do guarda-redes benfiquista, cometendo um penalti sobre Bas Dost, do qual resultou no golo sportinguista. O lance não teve qualquer sansão disciplinar, desconheço se houve alteração nas regras, mas ainda no ano passado, um penalti cometido por Rui Patrício no jogo contra o Tondela, resultou em expulsão.

Penaltis também terão ficado por marcar a favor do Benfica, ainda que esses lances sejam mais fáceis de analisar pela televisão, pois em campo, passaram despercebidos ao árbitro, assim como aos próprios jogadores do Benfica que, não os reivindicaram.   

O resultado acabou num empate a uma bola, ficando o Benfica mais próximo de conquistar um feito nunca antes alcançado, ao contrário dos seus rivais Porto e Sporting, que é a conquista do Tetra.

Ao Sporting resta-lhe agora continuar a ganhar todos os jogos que lhe falta disputar, e preparar melhor a próxima época desportiva. Porque apesar alguns erros de arbitragem, nos quais foi penalizado, o Sporting tem sobretudo de penitenciar-se dos pontos perdidos com equipas como inferiores como; Nacional, Tondela, Rio Ave, Chaves, Marítimo e Vitória de Guimarães, não fora estes pontos perdidos e face à atual tabela classificativa, o Sporting seria campeão.

publicado por Nuno Santos às 09:25

Abril 21 2017

 

O meu filho é um melómano, sobretudo de música alternativa. Enquanto estudante exerceu funções diretivas na rádio e era solicitado frequentemente por colegas que, tinham bandas de garagem, a fim de os ouvir e emitir a sua opinião crítica, sobre algo que tinham criado.

Agora mesmo vivendo no estrangeiro, mantém-se atualizado sobre tudo o que se vai fazendo por cá, em matéria de música. E foi ele quem me chamou a atenção para um projeto que, ao ouvi-lo, me deixou deveras emocionado, porquanto esse género musical “O Cante Alentejano” tem esse condão de me emocionar, mas neste caso mais ainda, por ser cantado no estrangeiro e por estrangeiros.

Claro que tudo isto se deve ao facto do Cante Alentejano, ter sido reconhecido como Património Imaterial da Humanidade, chamando a sua atenção para outros lugares, que não só as vilas e as cidades alentejanas, ou nas imediações de Lisboa, onde vive uma vasta comunidade alentejana.

Por isso é gratificante ver e ouvir homens e mulheres de outras nacionalidades, a cantarem o Cante Alentejano e tão bem, acrescentando essa especificidade de misturar homens e mulheres, coisa que o Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de São Bento já tinha feito no seu último disco, ao introduzirem a Luísa Sobral num dos temas.

Este grupo constituído em Paris chamou a atenção do Tiago Pereira autor do projeto “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria” que se deslocou a Paris onde gravou um documentário sobre este grupo, assim como em Portugal onde cantaram com os Cantadores de Pias e da Aldeia Nova de São Bento.

Para disfrutarem dessa preciosidade, aqui ficam alguns links do Grupo de Cantadores de Paris.

 

publicado por Nuno Santos às 09:46

Abril 20 2017

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Já lá vão quase dez anos que o governo então presidido por José Sócrates, lançou o maior complexo de barragens para a produção elétrica no país, a maioria delas no rio Tâmega e seus afluentes. Quatro dessas barragens foram adjudicadas pela Iberdrola, que, entre outras contrapartidas financeiras para o governo e para a região, prometeu requalificar o património românico a norte do rio Douro.

Ora é sabido que, a igreja da Nossa Senhora da Azinheira de Outeiro Seco, é um edifício classificado como românico, tendo afortunadamente sido incluída, na lista dos edifícios a requalificar. A primeira fase dessa requalificação parece estar concluída, porquanto as telas que, estavam junto ao altar-mor e bastante degradadas, tinham sido enviadas para Lisboa, presumo que para o Instituto José de Figueiredo, onde se faz uma boa parte da recuperação deste tipo de arte, e segundo informação do nosso pároco José Banha, vão regressar à igreja, já na próxima sexta-feira dia 21.

Entretanto o senhor pároco anunciou na missa do domingo de Páscoa, que, na passada segunda-feira, a igreja iria ser visitada por uma equipa de técnicos da DRCN - Direção Regional da Cultura do Norte, estes nomes e siglas mudam consoante mudam os governos, para in loco se inteirarem de outras necessidades de requalificação na igreja, nomeadamente a nível da sua cobertura.

Com efeito numa das minhas passagens na estrada em frente à igreja eu constatei nesse dia que, várias pessoas acompanhados pelo Eng. França, da Câmara Municipal e morador na nossa freguesia, visitavam a igreja, conforme o senhor pároco tinha anunciado. Mas não sei se nesta futura requalificação, estarão incluídos os frescos das paredes laterais, isso seria a cereja no topo do bolo.

Esta será uma das muitas requalificações efetuadas nesta igreja, após a sua construção no século XII. Uma das mais importantes terá ocorrido no ano de 1531, quando se pintaram os frescos nas paredes. Depois ocorreu uma outra no ano de 1768, para se recuperarem os estragos causados pelo terramoto de 1755. Uma outra requalificação importante ocorreu no ano de 1937, da qual resultou a classificação como edifício classificado de interesse público, passando desde aí a gestão da igreja, para esfera do Estado.

Para quem segue na RTP1 a série “Vidago Palace” ficou a saber que, em 1936 quem presidiu à inauguração do seu campo de golfe, foi o presidente da república Óscar Carmona. Ora, precisamente nessa altura o presidente Carmona esteve em Outeiro Seco, acompanhando a sua esposa Maria do Carmo Fragoso Carmona, uma flaviense e amiga de infância da Donana, espessa do Dr. José Maria Ferreira Montalvão, donos do solar dos Montalvões.

A igreja estava em grande estado de degradação, vítima de um incêndio causado por um foguete da festa. Na altura uma comissão de cidadãos da aldeia encabeçada por Miguel Sanches, solicitou os serviços à Madame Carmona para interceder junto do Estado, para a recuperação da igreja.

O pedido foi aceite e a igreja foi requalificada, ainda que com grande celeuma porquanto, foi realizada uma intervenção de fundo com a alteração da sua fachada, a qual não agradou a todos, o que é uma situação normal.

O que não é muito normal é o cumprimento das contrapartidas financeiras no caso das adjudicações, como foi no caso da compra dos submarinos e outras. Porém no caso das barragens da Iberdrola, ao que parece estão a ser cumpridas e ainda bem.

 

           

publicado por Nuno Santos às 08:42

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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