Outeiro Secano em Lisboa

Outubro 13 2015

 

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As raparigas da minha aldeia já não podem namorar, como o faziam antigamente, quando, namoravam no tanque, enquanto aguardavam que se enchessem os cântaros de água, na única fonte da aldeia.

É certo que o progresso e o desenvolvimento trouxeram a água e o saneamento, a quase todas as casas, além disso, foram instalados mais dois fontanários públicos, com a água explorada no lugar do Cabeço, um no Eiró e outro no Pontão.

Mas uma das razões porque as raparigas da minha aldeia, já não podem namorar no tanque, é porque a bica deixou de correr.

Confesso que foi para mim uma enorme deceção, quando este ano no São Miguel, vi a bica do tanque seca. E veio-me à memória, a luta insana que, o meu avô Eurico tinha todos os anos, em especial nos verões de maior estio, enquanto presidente da Junta de Freguesia, para que a bica não secasse.

Para isso, mandava limpar em primeiro lugar a Mãe d’Água do Campo da Veiga, depois o depósito que fica numa cortinha dos herdeiros de António Sobreira. E era graças a essa manutenção, que a bica, com maior ou menor caudal, corria todo o ano.

Não correndo a água pela sua bica, o velho tanque torna-se inestético e porque se trata de um dos pontos de interesse da aldeia, acho urgente reparar esta situação, pois se a nascente da Mãe d’Água do Campo da Veiga já não dá, então, arranje-se forma de transferir parte da água do fontanário para o tanque, para que a quadra da marcha de Outeiro Seco continue a fazer sentido.

O nosso largo do tanque

Com a bica a correr

Mesmo quem mora distante

Aqui gosta de beber.

publicado por Nuno Santos às 23:03

Muitas vezes bebi na fonte, tambem lá me lavei nos meus passeios de biciclete. Sempre foi um lugar que contava para saciar esses momentos. O modernismo tira lugar aos locais de encontro de varias gerações. O mesmo sucedeu nas antigas Freiras
Amigo tu já deste a solução agora so resta a junta repor a água e já agora umas bogas no tanque.
antonio Feijo a 14 de Outubro de 2015 às 12:58

Olá António,
Obrigado pela visita, as bogas já lá estiveram cedidas pelo amigo Ulisses, eu presumo que as tenham retirado ainda vivas, por causa da não renovação da água.
Um abraço,
Nuno Santos
Nuno Santos a 14 de Outubro de 2015 às 17:53

é meu amigo os tempos mudam e tudo muda
se para ti que andas sempre por aí foi um choque
imagina para mim que o que mas fica na retina e memória são essa imagens antigas por mim vividas
o carlos é bom rapaz e trabalhador ele vai saber resolver
assim espero abraço
vasco sobreira garcia a 18 de Outubro de 2015 às 17:08

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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