Outeiro Secano em Lisboa

Outubro 08 2016

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Há dias nas vésperas do jogo do Desportivo de Chaves com o Benfica, numa reportagem efectuada pela RTP em Chaves, onde por acaso eu tive a ocasião de participar, o Prof. Guedes com formação em desporto dizia que, o futebol, secava tudo à volta.

Com efeito, hoje eu tive ocasião de constatar isso mesmo, porque jogando a selecção, ainda que fosse com a Andorra, onde a vitória era um resultado anunciado, de tal forma que Portugal ganhou por 6-0, tudo o restante que se passou em Chaves, não teve qualquer relevância.

Assim e depois de durante o dia ter havido o Festival de Literatura, às 18,00 horas procedeu-se ao lançamento do livro “Contra as ordens de Salazar”, cuja personagem principal do livro é um flaviense, e o próprio autor embora lisboeta de nascimento, é casado com uma flaviense, contavam-se quase pelos dedos das duas mãos, as pessoas presentes. O mais lamentável é que não estava presente ninguém do executivo camarário, embora como já disse, o Tenente Seixas personagem central do livro ser um flaviense, o qual teve uma ação semelhante à de Aristides Sousa Mendes, salvando centenas de espanhóis de morrerem, durante a guerra civil espanhola, às mãos dos falangistas.

Pese embora tivesse sido o Tenente Seixas um herói, não existe qualquer referência do seu nome na cidade, nem um memorial nem o seu nome numa rua, apenas a sua campa no cemitério velho.

Já quanto a Aristides Sousa Mendes, sabemos que a evocação do seu nome e o facto de não ter caído também no esquecimento, não se deveu às autoridades portuguesas, mas à comunidade judaica americana, em tributo dos milhares de judeus que salvou.

Hoje foi também o Dia Mundial dos Castelos tendo-se a Câmara Municipal de Chaves, associado à efeméride, promovendo um programa para a sua celebração. Desse programa constava o acesso livre ao castelo, e ainda, um concerto pela Orquestra de Sopros da Academia de Música de Chaves.

O concerto foi espetacular, só que o público presente, contavam-se mais uma vez pelos dedos das mãos. A certa altura éramos apenas os funcionários da Câmara escalados para o serviço e quatro outeiro secanos, que, embora residentes em Lisboa, estão de férias em Chaves.

Ora, como estes eventos são promovidos na Agenda Cultural e nas redes sociais, não deveriam merecer um maior interesse dos flavienses residentes! Justamente hoje que, apesar de já estarmos no outono, até esteve uma noite de verão.

Mas que será que tal como disse o Prof. Guedes é mesmo assim, o futebol seca tudo à volta! Eu por acaso também gosto muito de futebol, tanto mais que sou o sócio 404 do Desportivo e 11.813 do Sporting, mas acho que há mais vida para lá do futebol.

 

 

publicado por Nuno Santos às 00:16

Caro amigo , quanto ao Tenente Seixas, ou seja António Augusto de Seixas Araújo, apenas o quero corrigir, não é flaviense mas sim BARROSÃO, porque nasceu em 1891 na vila de Montalegre, foi militar em CHAVES ONDE ESTEVE NA DEFESA DE CHAVES no dia 8 de JULHO de 1912. Quanto á cultura em Chaves, já nem a da penca de chaves existe. Lembro-lhe o seguinte ; aquando do do lançamento da revista aquae flavie sobre os transmontanos na 1 guerra mundial, dei-lhe conhecimento de que tinha em meu poder perto de 100 livros antigos sobre a 1 guerra mundial, alguns deles de autores Flavienses, sendo já umas autenticas relíquias. Até hoje estou a aguardar uma resposta. Informei os que além da apresentação da revista uma exposição dessas obras seria muito bom para a cidade. CUMPRIMENTOS
Joãojacinto
Anónimo a 11 de Outubro de 2016 às 15:30

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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