Outeiro Secano em Lisboa

Abril 29 2017

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Foto Humberto Ferreira

 

Desde sempre que a agricultura de subsistência esteve dependente dos rigores do clima, razão pela qual os agricultores da nossa aldeia desejam ardentemente que se passe o 3 de maio, a data em que normalmente as colheitas ficam mais seguras, quanto às geadas.

Este ano a natureza até estava a ser generosa, porquanto, havia uma grande produção de tudo. As árvores estavam carregadas de fruta, as batatas do cedo logo mais floriam e a vinha, estava muito avançadas para a época, ao ponto de já se ter feito a primeira monda, havendo até, quem tivesse aplicado uma calda.

Mas costuma-se dizer que “Deus o Deus, Deus o levou” e antes da data mítica do 3 de maio, na passada noite do dia 26 de abril, uma geada queimou a maioria da produção agrícola deste ano, deixando os agricultores desalentados, porquanto  perderam as culturas deste ano, em especial a do vinho, conforme o ilustra as fotografias do amigo Humberto Ferreira.

Claro que isto acontece com os agricultores de subsistência, como são os pequenos produtores da nossa região, porquanto, nas explorações mais profissionalizadas, utilizam vários processos para evitarem estas calamidades, as quais são anunciadas antecipadamente.

Agora devido às previsões meteorológicas, sabia-se que a temperatura mínima em Chaves ia descer a menos um grau centígrado. Ora como a geada se forma aos zero graus, estava assim anunciada o desastre ecológico, só que nesta altura as pessoas confiam muito na providência, esperando que a geada não se forme no seu quintal.

Já aqueles que fazem da agricultura um projecto de vida, utilizam processos como a utilização de velas a arder cujo aquecimento evita a formação da geada ou a utilização de rega entre outros.

Claro que estes processos são inviáveis para quem faz agricultura apenas por óbice. Agora os que tiveram uma boa produção no ano de 2016, resta-lhes fazer uma boa gestão dessa produção, para durar até ao ano de 2018. Em alternativa podem beber vinho de outras regiões e atenção que atualmente, produz-se bom vinho em todo o país. Em contrapartida têm de beber água, pois segundo se diz “ a água não fura a barriga”.

      

publicado por Nuno Santos às 09:03

"Deus o deu, Deus o levou"...
Anónimo a 30 de Abril de 2017 às 21:28

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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