Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 21 2016

Andores da sra das graças.jpg

 

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Ainda que eu não seja muito ligado às práticas litúrgicas, este ano tive o privilégio de assistir pela primeira vez à Festa da Sra das Graças, que, depois de um grande interregno, agora com o patrocínio da Câmara Municipal de Chaves, realiza-se já vai para doze anos consecutivos.

Do programa desta festa consta uma missa campal celebrada no Jardim Público, com a presença do Reverendíssimo Bispo da Diocese de Vila Real, acompanhado de quase todos os párocos da diocese de Chaves.

Após essas exéquias segue-se a procissão, que, partindo do Jardim Público, atravessa a Ponte Romana, seguindo pela Rua de Santo António, Rua 1.º de Dezembro, Largo do Anjo, terminando no Largo da Câmara em frente da Igreja Matriz, onde é feita a bênção dos andores.

Ainda que segundo testemunhos, a presença de público ao longo do percurso não fosse tão grande como em anos anteriores, a procissão não deixava de ser imponente, pois além das autoridades religiosas e políticas, acompanhavam-na as seis Bandas Filarmónicas do Concelho e quarenta e cinco andores, representando cada andor uma das freguesias do concelho, transportados por locais dessas mesmas freguesias.

Ora, é aqui que reside o meu constrangimento, porque embora tivesse visto passar o estandarte da minha freguesia, Outeiro Seco, assim como a nossa Banda Musical, não desfilou o andor do nosso padroeiro, o São Miguel, quando nos anos anteriores segundo vários testemunhos, ele desfilava impante e altaneiro nos ombros de outeiro secanos, que na sua passagem ouviam orgulhosamente elogios ao nosso santo, como sendo o mais bonito da procissão.

Com todo o respeito e amizade pelo nosso pároco, o cónego José Banha, creio ter sido ele o maior responsável por esta situação, dado ser ele o presidente da Comissão da Fábrica da Igreja. Bem sei que esta Comissão está praticamente vazia por falta de elementos, mas o Presidente da Junta de Freguesia, dispôs-se em duas ocasiões a armar o andor, e foi por causa da sua indecisão, que o andor não foi armado.

Mas o pior ainda foi quando na missa de domingo, a poucas horas da procissão e quando sabia já ser impossível corrigir essa falta. ter dito que a armação do andor, ficava ao critério da população , 

Ora não está em causa Outeiro Seco agradar ou não à autarquia, até porque ao contrário dos outros anos, a autarquia deixou de custear os gastos com a armação dos andores. O que ficou abalado foi o  nosso brio e o nossp bairrismo , e ao mesmo tempo alguma ingratidão, porque ao não participar com o andor do seu padroeiro na procissão da festa da cidade, Outeiro Seco não retribuiu o apoio que a população da cidade costuma dar, para a realização da festa da Senhora da Azinheira.   

 

publicado por Nuno Santos às 18:15

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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