Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 01 2015

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É costume nesta altura do ano fazer-se o balanço do ano findo, e traçarem-se os objectivos para o ano futuro. Porém, as minhas expectativas para o novo ano não são muitos positivas, avaliando pelas grandes Opções do Plano e pelo orçamento Geral do Estado, já aprovados para 2015, porque as políticas a aplicar são as mesmas, assim como os seus executores,  apesar de em 2015 haver eleições legislativas, os seus efeitos práticos só serão visíveis, lá para o início de 2016.

No início do ano tivemos a saída da Troika, ainda que sem grandes efeitos práticos, porque saíram, mas deixaram as suas directrizes, as quais foram seguidas pelo governo algumas até para lá das suas recomendações. Entretanto e como não foram feitas reformas estruturais, muitas dessas medidas foram apenas remendos para o momento.

Ao longo deste ano  aconteceram muitos factos relacionados com a Justiça, os quais estão a seguir os seus trâmites. Aguardamos os resultados desses processos, para ver se efectivamente haverá justiça, ou se continuará a haver uma justiça para pobres, outra para os ricos.

Este ano ficou marcado pela continuação da austeridade, do desemprego mas sobretudo, pelo êxodo de muitos portugueses que, procuram no estrangeiro, aquilo que veem cerceado na sua terra, o direito a um trabalho digno que é um dos princípios básicos constitucionais.

O mais preocupante é que já não são apenas os jovens à procura do primeiro emprego que emigram, neste momento outros portugueses em quem o país muito investiu na sua formação saem para o estrangeiro, indo ganhar cinco ou mais salários do que ganham em Portugal. Estão neste grupo, pilotos, cientistas médicos e muitas outras classes profissionais.

Só neste ano de 2014 houve 269 médicos que solicitaram a sua permissão à ordem dos médicos para emigrarem. Neste caso não estamos propriamente perante uma situação de desemprego, estes médicos saem para melhorarem a situação económica claro está, mas segundo eles, pela perda das condições de trabalho no nosso país, devido à degradação do Serviço Nacional de Saúde, com principal predominância nas regiões do interior que vão ficando cada vez mais desertificadas.

No início do mês de dezembro um amigo meu de Lisboa passou em Outeiro Seco, num fim da tarde, e disse-me que não encontrara vivalma na rua, apesar de Outeiro Seco ser uma aldeia subúrbio da cidade. Esse facto entristeceu-me porquanto, não tem nada a ver com a aldeia da minha meninice. Nessa altura só recolhíamos a casa com o toque das Trindades ou ao chamamento das nossas mães, independente do estado do tempo que fizesse.

Este é o retrato actual das nossas aldeias, em cujas ruas se veem apenas cães e velhos porque as crianças vão rareando, as escolas estão fechadas e as poucas crianças que ainda há, saem de casa de manhã cedo regressando apenas à noite, passando o dia concentradas nos Agrupamentos Escolares, retirando com isso o bulício e a alegria às aldeias e às famílias.

Em Outeiro Seco o ano ficou também marcado por factos positivos outros nem tanto. De positivo destaco em termos pessoais a realização do I Encontro da família Rodrigues Afonso, assim como o lançamento  do livro “A família Rodrigues Afonso de 1720 a 2014” uma parceria minha com o meu primo Mário.

De realçar também o lançamento do livro “O rabo vermelho do destino” dos meus amigos Altino Rio e Herculano Pombo, e ainda, o início das obras do Centro de Dia da AMA, esperando que consigam executar os seus planos. De realçar ainda o êxito  das festas da Sra da Azinheira e do S. Miguel.

De mais negativo, a perda de alguns conterrâneos que nos deixaram neste ano, com particular destaque para o Sr. José do Forno, uma figura que era uma  fonte de sabedoria sobre a história da nossa terra, mas também de cultura geral.

Pese embora o meu cepticismo, um Bom Ano para todos, cheio de muita saúde e muito sucesso.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:31

eu também fico triste com essa ausencia de pessoas
quanto ao novo ano nada de novo amanhã volta tudo ao normal mesma presidente mesmo governador portanto as moscas não mudaram e a merda vai ser a mesma também
só uma coisa me está a deixar meio ansioso o molusco ou nove dedos anda meio sumido dizem ser um novo cancer como eu não acreditei no primeiro também não acredito no segundo
mas ele está envolvido até ao ultimo fio de cabelo no mensalão na petrobras e agora apareceu um apartamento triplex na praia das astúrias no guarujá pois é cada ape desses custa 1.500.000,00 reais mas a construtora oas vendeu para ele por meno de 50.000 homem de sorte esse
vasco sobreira garcia a 4 de Janeiro de 2015 às 22:26

Olá Vasco,
Afinal parece-me que não deves ter muitas razões para estares descontente com a presidente reeleita, porquanto, escolheu para as principais pastas governamentais, ministros apoiantes do Aécio Neves, em vez de apoiantes seus da área do PT. Quanto ao ex-presidente Lula, fala-se por aqui que será candidato a secretário geral da ONU, um cargo que o nosso António Guterres também pretende. O Guterres senão for para a ONU, será o noss próximo Presidente da República.
Um abraço e Bom Ano para ti e toda a família.
Nuno Santos a 5 de Janeiro de 2015 às 10:26

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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