Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 22 2015

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A semana que ontem terminou foi um protótipo das muitas que planeio passar no futuro, num sobe e desce entre Lisboa e Chaves, porque vou aproveitar a janela da oportunidade do diploma publicado em finais de 2014, o qual permite a quem tem mais de 60 anos de idade e 40 anos de descontos, antecipar a reforma, agora nos 66 anos mais dois meses, mas com tendência para subir.

Apesar da medida me trazer uma penalização de 6%, por cada ano antecipado, o dinheiro não é tudo na vida, e nem as grandes assimetrias existentes  entre Lisboa e Chaves, nomeadamente no acesso aos meios de saúde serão muito notórias, porquanto, preservaremos os actuais médicos assistentes.

Por outro lado também haverá ganhos, como o prazer de sentir melhor os ciclos da natureza, os cheiros e os aromas da terra, o convívio com os amigos de infância, a gastronomia regional, tudo factores que, trarão outro sabor às nossas vidas.

Claro que por trás desta medida, estão também outras razões, como um maior apoio familiar, porque o meu sogro já é nonagenário e a minha sogra para lá caminha, assim como a minha mãe, donde, é importante um apoio mais estreito, ainda que seja apenas de supervisão, pois felizmente têm ainda alguma autonomia física e mental.

Embora não seja um profundo fã das actividades rurais, nomeadamente dos trabalhos agrícolas com carácter intensivo, seduz-me a ideia de caldear esses dois mundos diametralmente opostos, o convívio com os amigos de sempre, conservando ao mesmo tempo, o convívio com os outros que, fomos assimilando ao longo da vida.

Ainda que as assimetrias entre Lisboa e Chaves, não se verifiquem apenas na área da saúde, onde não são notórias é em matéria de Carnaval, pois não se passa nada nas duas cidades. Em Lisboa quem se quiser divertir ao Carnaval, terá de ir para Loures ou Torres Vedras, assim como os flavienses terão de ir para Verin, a vizinha vila galega, onde o Entroido ou Entrudo é levado a sério, com os seus Cigarrons espalhando o som das suas campainhas e as cores das suas fantasias.

O mesmo se passa em Outeiro Seco, cuja tradição carnavalesca se perdeu de todo. Na memória coletiva ficam apenas, as célebres encenações do meu pai e do tio Lépido Ferrador do Escaleira ou da tia Irene, ou as que mais tarde, foram realizadas pela Casa de Cultura, cuja associação ainda existe, mas com um plano de actividades, muito confrangedor.

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:47

o meu desejo é que corra tudo como planeado por ti e aproveites isso tudo com muita saúde por lado lado é bom ver que ainda há quem se preocupe com os pais pois hoje é mais fácil entregá-los a um lar tenho uma gratidão eterna para com a minha irmã por ter tratado a minha mãe como tratou e como cuida do meu pai gosto de gente que se preocupa com quem nos deu o ser
quanto a mim um dia tenciono também passar por aí uns tempos por ano mas para isso acontecer preciso sair desta restrição alimentar que me acompanha desde 2011 pois ir aí para sentir o cheiro da melhor comida do mundo e comer alface ou outra verdura qualquer é melhor não arriscar
amanhã vou ao médico lá 390,00 reais a consulta aí vai pedir uns exames lá vai não sei quanto mais aí vai ver se tem algum tratamento para melhorar a função renal se não tiver vou continuar a trabalhar trabalhar e trabalhar pois enquanto trabalho não tenho tempo para pensar em outras coisas e o velho louco como alguns chamam é uma referencia naquilo que faz abraço



vasco sobreira garcia a 22 de Fevereiro de 2015 às 15:50

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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