Outeiro Secano em Lisboa

Maio 05 2014

 

 

Depois da nossa primeira paragem em Deventer, e à medida que seguíamos para norte, ainda em território holandês, fomos surpreendidos com terrenos floridos em tons de amarelo,  cujas plantas não tinham nada a ver com as tulipas.

A Celeste dizia que eram grelos de nabos, mas tanto eu como o Pedro e a Rita achamos pouco expectável serem nabos, mas como ela insistia na ideia, a certa altura já brincávamos com a situação.

Passamos a fronteira com a Alemanha, agora limitada a uma simples placa sinalética e a paisagem rural mantinha-se. Campos e campos dessa plantação, dando um bonito colorido à paisagem, que alternava com o verde das pastagens para o gado bovino da raça Frísia, o nome pelo qual é conhecida esta região, e onde teve origem a raça turina.

Ao longo do percurso que fizemos na Alemanha, esta plantação acompanhou-nos sempre, continuando depois já dentro da Dinamarca. Mas como o Google agora nos dá respostas a tudo, à noite o meu filho fez uma consulta, descobrindo então o enigma.

Afinal a Celeste não andava longe da verdade, essas plantações não eram de nabos, mas de couves nabiças, também conhecidas por Colza. Das suas sementes produz-se um óleo que, não serve para a alimentação, mas para a produção de biodiesel.

Como sempre os países do norte, andam muito à nossa frente, e certamente que esta produção deve estar a ser altamente subsidiada por fundos comunitários, só que ainda não chegou aos países do sul, pelo menos eu nunca vi nenhuma exploração.

Também é verdade que esses países tiram partido da sua dimensão e do clima, pois não precisam de regar porque a natureza se encarrega disso. Enquanto por cá, o nosso minifúndio e a falta de rega, tornam improvável essa produção, a não ser em algumas zonas do país, como o vale do Sorraia no Ribatejo, ou no Alentejo, nos terrenos que agora beneficiam do regadio do Alqueva.

Mas independente da sua componente económica, o colorido que essas plantações dão à paisagem, são dignas de registo. Eu registei-as mas tive de me valer doutras imagens que não são as minhas, por não estar a fazer o post em casa.

 

publicado por Nuno Santos às 13:23

BOM DIA BONITO PANORAMA, MAS EU ACHO MELHOR A GENTE FICAR COM OS NABOS SALOIOS QUE ABUNDAM POR OUTEIRO SECO; È SEMPRE MAIS TRADICIONAL E ASSIM MANTÉM_SE A TRADIÇÃO:
Anónimo a 6 de Maio de 2014 às 09:10

olha celeste diz-lhe quem sabe sabe
não aos mas estivestes perto agora os marmanjos não andaram lá pela vinha grande se andassem talvez acertassem
quanto à sua utilização isso me deixa surpreso e como eles têm tecnologia imagina quanto irão produzir
por essas e por outras é que eles são o que são
enquanto os anonimos bom esses e os nabos não devem servir para nad
abraço
Anónimo a 7 de Maio de 2014 às 01:16

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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