Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 15 2017

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Outeiro Seco, tal como a maioria das localidades do interior do país, vai ficando cada vez mais desertificada, sendo várias as razões dessa desertificação. Uma delas é o desaparecimento das gerações mais velhas, seguindo o ciclo da vida, pese embora o seu tempo de vida, tenha vindo sucessivamente a aumentar.

A segunda causa é o abandono dos seus naturais para outras paragens, em busca de melhor qualidade de vida. Alguns para os grandes centros, outros porém para o estrangeiro, donde não mais regressam.

A terceira causa e não menos despiciente, é a fraca natalidade existente, pois se os naturais em idade de procriação saem, logo não pode haver nascimentos. Ao lembrar-me que no ano do meu nascimento, 1955, nascemos na aldeia onze rapazes e onze raparigas, agora nem durante uma década se atinge este número de nascimentos.

Porém, o objectivo do post de hoje, tem por fim informar os outeirosecanos espalhados pela diáspora, de que só neste ano de 2017, a aldeia já perdeu três conterrâneos, todos na mesma semana.

Depois do falecimento do Sr. Alexandre Batista, (Moucho) seguiu-se o Manuel Melo (filho da Minda Melo) e hoje acaba de falecer o Sr. Eustáquio Dias.

Os dois primeiros não eram propriamente velhos, porém, ambos estavam em sofrimento, vítimas de doenças prolongadas.

 O Sr. Eustáquio era um nonagenário, e uma figura carismática da aldeia. Galhofeiro e bem-disposto esteve ligado a vários episódios que fazem parte da memória coletiva da aldeia, desde a ocupação da Abobeleira, à fundação do Gaiteiro de Outeiro Seco na década de trinta.

Desconheço ainda o dia e a hora do funeral do Sr. Eustáquio, contudo aqui ficam os meus sentidos pêsames, às famílias dos três falecidos.  

publicado por Nuno Santos às 16:27

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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