Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 17 2016

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A minha primeira experiência de voar em balão, pese embora a aterragem fosse um pouco atribulada ainda que sem danos físicos, estava longe de imaginar que se ficou a dever em muito, à experiência da passarola do Frei Bartolomeu de Gusmão, no século XVIII.

Ao que parece, a técnica de fazer subir pequenos balões de ar quente, já vem da antiguidade, mas foi a experiência do Frei Bartolomeu de Gusmão, apresentada ao rei D. João V, quem mais potenciou o desenvolvimento dessa técnica, tendo a sua passarola voado desde o Castelo de São Jorge até ao Terreiro do Paço.

Lamentavelmente e apesar da inovação do Frei Bartolomeu de Gusmão, acabaram por ser outros investigadores estrangeiros, a desenvolver e patentear a invenção, em resultado de muitas mais experiências levadas a cabo, durante os séculos XVIII e XIX.

Esta minha experiência de voar em balão ocorreu no verão de 2015 na Turquia, na região da Capadócia. E por muitos anos que viva, jamais a esquecerei e recomendo-a.

A Capadócia é uma região da Turquia, que tem sofrido grandes mutações ao longo da história, de uma grande região na antiguidade, está agora confinada a cerca vinte quilómetros quadrados, mais conhecida como um centro turístico e um dos locais, onde mais se pratica o balonismo.

Apesar de ainda ficar longe da fronteira com a Síria, a Capadócia como toda a Turquia, será por certo afetada pela instabilidade que impera na zona, o que é uma pena, pois trará alguma retração turística a este país, o qual tem um enorme potencial, tanto do ponto de vista do lazer por causa das suas praias mediterrânicas na Anatólia, como do ponto de vista da história antiga, visível em cidades como Éfeso, Troia, Pamakuale, e muitas outras, sem esquecer claro está Istambul, a antiga Constantinopla que foi a capital do Império Bizantino.

Em Portugal também se pratica balonismo, em especial no verão e com particular incidência no Alentejo, mais propriamente em Alter do Chão e Fronteira. Quem for a Alter do Chão e se gostar de cavalos, não deixe de visitar a Coudelaria Nacional, onde pode observar os cavalos da pura Raça Lusitana.

  

       

    

 

 

publicado por Nuno Santos às 23:22

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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