Outeiro Secano em Lisboa

Junho 11 2017

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                                                                  Foto Humberto Ferreira

 

Embora os censos indiquem que sejamos cerca de dez milhões de portugueses, há outros indicadores que dizem que seremos cerca de quinze milhões, espalhados pela diáspora, isto é pelos cinco continentes.

A prova disso é que no espaço de pouco mais de uma semana, os sinos da nossa igreja tocaram três vezes, anunciando a morte de outros tantos outeiro secanos, tendo em comum, o facto de terem nascido e vivido na nossa aldeia parte das suas vidas, mas por razões circunstanciais, tiveram de fazer as suas vidas noutros paradeiros, sem contudo perderem as suas raízes.

por via disso os seus familiares, fizeram questão que, o sino da nossa igreja que, quando dos seus batismos anunciou ao povo o seu nascimento, agora nas suas mortes anunciasse também a sua despedida.

A primeira vez foi a Aninhas Florista, lamento já não me lembrar do apelido verdadeiro, ainda que tivesse nascido em Guimarães, tal como o seu irmão, o Zé Sapateiro, foi em Outeiro Seco que cresceu e se fez mulher aqui casando e criado os seus filhos.

Mais tarde emigrou para os Estados Unidos, donde regressou para viver os seus últimos dias. Só que a vida dá muitas voltas e afinal, quem veio para ficar foi o seu marido, João Floristo, este sim nascido e criado na aldeia. Viúva e com a família toda nos Estados Unidos, a Aninhas acabou por regressar para junto dos seus, dos quais se separou em definitivo, na passada semana.

A segunda vez que o sino tocou foi pelo José Lopes, mais conhecido na aldeia como o Zé Chibinha. O Zé era o mais novo de quatro irmãos, dois rapazes e duas raparigas todos eles ainda vivos. Ao que parece, a vida terá sido um pouco madrasta para o Zé, lá por terras de França, razão pela qual poucas vezes nos visitava no verão, ao contrário da maioria dos emigrantes que regressam quase todos os anos por altura das férias.

Quem também nos visitava frequentemente, em especila por altura da festa da Sra da Azinheira, era a Maria do Céu Pinho, mais conhecida por Céu Vigária. A partir de hoje jamais o fará, porquanto, faleceu em Lisboa. O sino que tantas vezes tocou para as orações rezadas pela sua avó, a senhora Maria dos Anjos, toca hoje a finados pela sua neta Céu.

Convivi com todos eles ainda embora mais com a Céu, porque durante anos fomos vizinhos no Bairro Alto em Lisboa. Por isso deixo aqui os sentidos pêsames a todas as famílias enlutadas, em especial à Fernanda e ao Mári,o pois, pelo facto de ter vindo justamente neste fim de semana a Chaves, não poderei estar presente nas cerimónias fúnebres. Paz às suas almas.

Nota - Por ironia ontem o sino tocou duas vezes a finados, a primeira vez pela Céu Pinho falecida em Lisboa e ali enterrada, fazendo companhia ao seu marido Ângelo.

Em seguida, tocou pelo António Pereira do Rio Costa mais conhecido como o António "Caneco". O António nasceu em 03-09-1933 falecendo ontem dia 11 de junho de 2017 vítima de doença prolongada. O seu corpo está em câmara ardente na capela mortuária de Outeiro Seco e o seu funeral será hoje segunda-feira às 17 horas. À Lula sua esposa e restante família, apresentamos os sentidos pêsames.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:38

realmente foi pesada a semana passada a todas as famílias enlutadas os meus sinceros pesames

bom o 10 de junho em são paulo teve o ponto alto à noite no teatro municipal de são paulo onde teve como apresentador o ricardo pereira ator que atua em novelas da rede globo a gisela joão com mais uma bela apresentação dessa minhota.
fim das falas d o primeiro ministro e do presidente segue-se um coktail no salão nobre em poucos instantes chegam os dois e o prefeito joão dória ora o marcelo rodeado de gente mas eu queria dar-lhe um abraço e dei mas o melhor aconteceu quanto me dirigi ao dória e o antonio bosta do lado achou que eu ia falar com mas eu só comprimentei o dória e falamos um pouco fiquei muito feliz por ter dado as costas para um ser tão desprezível como esse
vasco sobreira garcia a 12 de Junho de 2017 às 20:30

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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