Outeiro Secano em Lisboa

Novembro 10 2016

Freiras.jpg

Depois de tantos posts colocados por flavienses nas redes sociais, contestando o atual ordenamento da Praça General Silveira, eternamente conhecido como Largo das Freiras, eis que o Município de Chaves se dispôs a requalificar a anterior requalificação, mal sucedida diga-se em abono da verdade.

Com efeito, pese as obras se tenham iniciado no passado dia 4 de novembro, logo após o levantamento das barracas dos Santos, foi de todo uma surpresa para a generalidade dos flavienses que por ali passavam, mas sobretudo, para os que fazem desse espaço sala de estar, em especial no período da pausa do almoço.

Claro que a falta de informação afixada no local da obra, aliada à pouca ou nenhuma discussão pública sobre a mesma, dava a aso a uma série de conjeturas, tanto mais que, se aproxima um ano de eleições autárquicas.

Deste modo e porque existe na internet um portal do Governo, onde se publicam todos os contratos públicos, eu tive o cuidado de consultar esse portal e lá está registado o contrato, sendo celebrado em 19-10-2016 e publicado em 21-10-2016.

O objecto do contrato é muito vago, diz apenas “Remodelação do Largo General Silveira, o preço contratual é de 245.699,00 € o adjudicante é o Município de Chaves, adjudicatário, Anteros Empreitadas, Sa., com o prazo de execução da obra em 90 dias, ou seja dois meses e vinte e nove dias.

Quer pelo preço da obra, quer por aquilo que se vai sabendo oficiosamente, as Freiras não irão voltar ao modelo anterior. Irá apenas ser destruído o tanque agora existente, e o piso em granito polido, será substituído por calçada portuguesa. Continuará a haver repuxos de água, mas rente ao chão, os quais serão suspensos, quando na praça houver eventos.

Do lado do antigo Liceu serão abatidas as árvores, ao que parece, porque houve má escolha quando da sua plantação, pois produzem uma resina, a qual suja não só o chão, como as roupas dos alunos. A propósito das árvores, sendo isso uma opinião pessoal, as que estão do lado dos Correios deveriam também ser abatidas e em contrapartida, colocar uma outra qualquer estrutura que dê sombra no verão, pois as árvores encobrem as fachadas dos edifícios, que, em termos arquitetónicos, são de uma beleza rara e estão bem enquadrados, tantos os Correios como a CGD como a Biblioteca Municipal e o Liceu.

Ao que parece no verão, continuaremos a contar com a esplanada do Biquinho Doce, embora o local de cargas e descargas vá ser encurtado, logo com menor disponibilidade de estacionamento privado. Talvez depois se dê maior utilidade ao parque de estacionamento, um pouco mais abaixo, curiosamente foi a construção do parque de estacionamento, quem esteve na origem da grande alteração do Largo das Freiras.

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:38

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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