Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 12 2018

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Embora seja mais popular a expressão “Meu querido mês de agosto” para nós outeiro secanos, o nosso mês querido é o setembro, porquanto, é o mês da realização da festa da Sra da Azinheira, (8 de setembro) aquela a quem todos recorremos nos momentos de aflição, independente da nossa maior ou menor intensidade de fé religiosa.

Ainda em setembro (29) realiza-se o São Miguel, mas, apesar de ser o padroeiro da aldeia e estar bem cotado na hierarquia da igreja, pois segundo os dogmas é o comandante supremo das tropas celestes, o facto é que, esta festa não tem a importância da festa da Sra da Azinheira, tendo como orçamento, as sobras da primeira.

Depois do que se passou este ano, em que a realização da festa esteve em risco, é urgente fazer-se uma reflexão quanto ao seu modelo de organização.

Ao longo dos anos tem sido prática, a festa ser organizada por bairros, nomeando-se as comissões de forma sequencial pelos seus moradores, só que como aconteceu neste ano, este modelo está a tornar-se cada vez mais difícil de manter, por variadíssimas razões.

  • A desertificação e o envelhecimento dos seus residentes.
  • A cada vez maior falta de bairrismo e sentido de comunidade.
  • A falta de harmonia entre os vizinhos.
  • Por fim, porque em alguns dos bairros, os seus atuais moradores não são naturais da aldeia, nem nunca se integraram na sua vida social. Residem na aldeia por causa da nossa proximidade com a cidade, onde exercem as suas atividades, fazendo da aldeia apenas o seu dormitório.

Eu sou partidário de dois modelos organizativos.

O primeiro modelo que defendo, foi adotado este ano, quando, perante a eminência da festa ficar enterrada, um grupo de outeiro secanos dinâmicos constitui-se numa comissão, e apenas num mês, organizando uma festa com grande brilhantismo, mantendo não só a tradição, como na melhor festa da região.

O segundo modelo e na ausência do primeiro, defendo que a organização das festas deveria ser uma responsabilidade da Junta de Freguesia, porquanto, é um órgão eleito pelo povo e como é sabido, na maioria das localidades do país, cabe às autarquias a organização das festas da terra.

Mas não é só o modelo organizativo que em minha opinião merece uma reflexão, o seu programa deve ser também remodelado.

Desde logo a procissão das velas do dia 7 que, anualmente vem captando cada vez mais aderentes, deveria ser apenas uma procissão de romagem ao cemitério. Assim teríamos apenas o reencontro dos que regressam com aqueles que já partiram, excluindo-se desse dia a missa e o sermão, uma vez que essa prática religiosa se repete no dia 8.

Desta feita, acabavam os recados que o senhor padre faz todos anos de microfone aberto, àqueles que não sendo praticantes, aproveitam a ocasião e o local para socializar. Porque há que ter consciência que não temos todos a mesma visão sobre a festa da Sra da Azinheira.

Se para muitos ela representa um ato religioso, para outros é apenas um momento de lazer. Basta ver os milhares de pessoas que nos visitam à noite. Se cada um depositasse um euro no prato, aliviava em muito as preocupações dos mordomos na angariação das receitas.  

Quanto ao dia 8 confesso que é para mim uma grande frustração ver aquele recinto vazio durante a tarde. Este ano por razões especiais, só lá pude ir no fim da tarde, mas acho que seria importante reformular a programação da festa nesse período.

A minha proposta é a seguinte: No dia 8 de manhã realizar-se-ia apenas a alvorada e a arruada pelas ruas da aldeia, seguindo-se depois os preparativos e o almoço. À tarde pelas três ou três e meia, realizava-se a missa e a procissão, terminando a festa com o habitual do arraial.   

Na festa deste ano tive vários momentos de emoção, porque revi amigos não residentes como eu, mas porque em termos de saúde estão numa fase da sua vida muito complicada, e segundo os seus familiares, terão ido à festa numa espécie de despedida da terra que os viu nascer, assim como dos amigos e das suas tradições.

Foi o caso de Manuel Benedito, com quem tenho uma dívida de gratidão porque foi ele o meu guia na primeira vez que fui para Lisboa, e o Agostinho Martinho que segundo o comentário do seu filho no penúltimo post do meu blog exprimiu esse mesmo sentimento.

Outros há como o Vasco Garcia em São Paulo e o Aurélio Dias em Lisboa, que, por razões de saúde estão impedidos de viverem este dia presencialmente, ainda que saibamos que o vivem com muito sentimento e saudade, para eles um grande abraço de amizade.

Claro que há muitos outros secanos que, também gostariam de estar presentes, mas razões pessoais e profissionais assim como o facto da festa se realizar em dia fixo, impedem-nos de estar presentes. O facto de a festa neste ano ter caído num sábado, tornou-se mais favorável para uma deslocação, em especial àqueles que vivem no país.

Como outeiro secano foi um enorme orgulho ter participado mais uma vez na festa da Sra da Azinheira, tanto mais que tive o privilégio de ter a família reunida, isto é o meu filho, nora e neta, porquanto, o meu filho sendo residente no estrangeiro, programou as férias de molde a poder estar na festa, uma situação que provavelmente jamais acontecerá, quando a minha neta iniciar o seu percurso escolar.

Os meus parabéns aos bravos mordomos que, em tão curto espaço de tempo montaram a festa, e com tal brilhantismo que continua a ser a melhor festa da região, independente de não ser no mês de agosto, o mês em que a região tem um exponencial aumento demográfico, causado pelos emigrantes.  

Os parabéns portanto para o Artur Jorge Dias, Antero Carreira, Gonçalo Félix, Henrique Assunção, José Carlos Costa, Paulo Batista, Sandro Dias, e Ana Melo restando-me lançar-lhes o repto para que continuem esta missão, pelo menos por um período de mais dois anos, sinal de que o futuro da festa da Sra da Azinheira estará assegurado.  

    

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 10:19

Agosto 19 2018

 

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 Imagem da internet

Se há coisas que eu não aprecio é passar o mês de agosto em Lisboa, porque ao contrário do que acontece nesta época do ano noutras cidades, que, fervilham de pessoas e de atividades lúdicas, embora a maioria dessas pessoas sejam emigrantes vindos das suas terras de acolhimento, mas também de migrantes, a passar parte das sua férias, revendo a família e participando na festa da terra.

Em contrapartida a cidade de Lisboa neste mês fica praticamente deserta, com a maioria dos teatros encerrados, os cinemas quase só passam filmes para crianças ou comédias sem grande interesse, e a única coisa positiva é o trânsito, porque neste mês o trânsito flui sem qualquer dificuldade, não havendo praticamente horas de ponta.

Quem circula pela cidade são sobretudo os turistas, uma situação cada vez mais frequente ao longo do ano, em especial na zona da baixa e nos bairros típicos da cidade.

Quanto às atividades lúdicas lá vai havendo uma ou outra, porque as festas da cidade de Lisboa decorreram durante o mês de junho. Claro que numa cidade capital do país há sempre eventos, e se no dia 15 de agosto a maioria das terras celebrou a assunção da Nossa Senhora, por exemplo em Lisboa celebrou-se o nascimento do Santo António com um concerto do Camané, ao qual tive o privilégio de assistir.

A propósito do Santo António, paradoxalmente dá-se maior relevo à sua morte em 13 de junho, do que ao seu nascimento a 15 de agosto, quando em minha opinião deveria ser ao contrário, até porque o Santo nasceu em Lisboa, mas morreu em Itália na cidade de Pádua.

Este ano por razões pessoais passei cá o mês de agosto, e para ajudar a passar os tórridos dias que se fizeram sentir, refugiamo-nos todas as manhãs na praia de Carcavelos, paradoxalmente a menos de mil metros onde durante mais de vinte e cinco anos, eu exerci a minha atividade profissional, e parafraseando o José Carlos Malato fui muito feliz.

Uma das coisas boas de agosto é o retorno do campeonato de futebol, uma das minhas paixões. Assim ontem depois de ter assistido em casa via televisão ao Chaves- Portimonense, com uma boa vitória do Chaves, à noite lá fui a Alvalade assistir ao Sporting-Setúbal.

Confesso que estava apreensivo, não tanto pelo jogo, mas pela reação da massa associativa, face aos acontecimentos ocorridos durante a semana, protagonizados pelo ex-presidente Bruno de Carvalho, uma chaga que o clube não consegue sarar, veremos o mal que ainda lhe causará.

Felizmente tal como na última assembleia em que foi destituído por uma maioria de 71%, ontem apesar das férias de muitos sportinguistas, estivemos em Alvalade 40.611 sportinguistas, em sinal de compromisso com a equipa e com o clube, do qual o ex-presidente Bruno de Carvalho já é passado, oxalá ele se convença disso.  

Mas se o mês de agosto se aproxima do fim, o mês de setembro está à porta e esse é o mês especial para os outeiro secanos como eu, por causa da festa da Nossa Senhora da Azinheira no dia 8 de setembro.

E se este ano a festa esteve em perigo, pela recusa da comissão nomeada, costuma dizer-se que “se um leão morre outro se levanta” e foi isso que aconteceu, uma outra comissão de voluntários surgiu e a festa da Senhora da Azinheira realizar-se-á com o brilho que nos tem habituado.  

Eu lá estarei para a viver com o mesmo espírito de sempre. Só espero que as condições meteorológicas não condicionem a sua realização, nomeadamente o fogo-de-artifício como está a acontecer neste fim de semana, pois isso seria um série revés para a tradição da nossa festa.

 

publicado por Nuno Santos às 10:55

Julho 08 2018

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Para mim um dos melhores prazeres da vida são as viagens, mesmo quando são por locais já conhecidos, pois há sempre coisas novas a descobrir ou então, para recordar. Ainda em Lisboa li no facebook que, a Junta de Freguesia de Outeiro Seco ia promover uma excursão pelo Douro e Beira Alta, com paragens na Régua, Viseu, Folgosinho, Foz Côa e Santuário da Nossa Senhora da Assunção em Vila Flor.

Embora destes locais, só o Santuário da Nossa Senhora da Assunção em Vila Flor fosse para mim novidade, porque só o conhecia à distância e da televisão, por causa da novela “A Outra” que, a TVI gravou aqui no ano de 2008, fazendo com que esta zona do país, passasse a ser muito mais visitada, sobretudo, por aqueles que, tal como eu, gostam e valorizam aquilo que é nosso.

Ora, como nessa data iria estar em Chaves, pedi à minha mãe que me inscrevesse nesta excursão. Contudo, confesso que nunca imaginei o alheamento e a divisão reinante em Outeiro Seco, porque, apesar do preço da excursão ter um valor simbólico de 20,00 € por pessoa, o grupo não chegava a quarenta pessoas.

Considerando o elevado espírito que havia por estas iniciativas, o qual vem do tempo em que o Padre João Sanches celebrava na nossa aldeia, só posso atribuir este alheamento ao facto de ter sido a Junta de Freguesia a promover o evento, constatando infelizmente que a política está a imiscuir-se numa matéria, em que deveria haver uma total e completa separação. Ainda que tenha para mim que, este tipo de eventos, deveriam ser da responsabilidade da Casa da Cultura, porquanto, é uma das iniciativas que constam da sua Missão.

O serviço incluía o autocarro e almoço sendo este um almoço especial com quatro pratos principais, constando a ementa de queijo da serra amanteigado substituindo os habituais cubinhos de manteiga, bacalhau, vitela, javali e cabrito, seguido de um buffé de sobremesas,café e bebidas à discrição.

Saímos da aldeia pelas 7,30 horas e antes das nove já estávamos na Régua, onde tomamos café e vimos o Douro com a sua azáfama, não os barcos rabelos transportando as pipas de vinho, mas diversos paquetes alguns em navegação, outros preparando-se para receber os turistas. De salientar que são cerca de oito mil os que semanalmente sobem o Douro, trazendo um grande valor turístico para a região.

Às 10 horas já estávamos em Viseu. Depois de subirmos no funicular até à Sé, foi algo emocionante para mim o facto de estar no mesmo local, onde o nosso primeiro rei D. Afonso Henriques viveu e brincou com outras crianças da sua idade.

Viseu é uma cidade muito antiga, todos nós a associamos a Viriato e à origem da Lusitânia, mas está também ligada ao início de Portugal, porque ainda como condado portucalense e sob a regência da D. Teresa, o condado tinha três paços donde a D. Teresa exercia o seu governo, o de Guimarães, Viseu e Coimbra.

Existe até uma grande polémica entre Guimarães e Viseu reivindicando cada uma das cidades, a naturalidade de D. Afonso Henriques. Os viseenses defendem existir documentos da época assinados por D. Teresa no paço de Viseu, defendendo não ser possível a D. Teresa, devido ao seu estado de gravidez, ter feito a viagem até Guimarães, onde os vimaranenses defendem ter nascido D. Afonso Henriques, ainda que não esteja em causa que D. Teresa, passava ali grandes temporadas tal como em Coimbra.

Polémicas à parte visitamos a Sé e o seu museu de arte sacra, assim como a igreja da Misericórdia mesmo defronte, um sinal que em matéria de desperdícios financeiros não são apenas com as rotundas de agora, pois não se percebe o porquê de se terem construído duas igrejas uma defonte da outra.

Saímos de Viseu em direção a Gouveia para o almoço e apesar de no programa estar designado que era no Folgosinho este aconteceu na aldeia vizinha de Melo no restaurante Fonte dos Namorados. Mas sinceramente eu não recomendo aos namorados porque depois de uma entrada de pão com queijo da serra amanteigado, um bacalhau à moda da casa, uma vitela estufada, javali e cabrito assado, terminou-se com um buffé de sobremesas qual delas a melhor, tudo regado com bebidas à discrição. Eu só não recomendo aos namorados, porque depois da ingestão de todos estes alimentos, se optarem por outras práticas, correm o risco de algum apanhar uma digestão.

Depois do almoço retornamos ao norte rumo a Foz Côa, e se esta vila é conhecida pelas gravuras rupestres, essa visita só por si necessita de um dia e está fora de uma excursão de este âmbito, mas se Foz Coa é também muito visitada pela altura das amendoeiras em flor nós fomos visitar o seu fruto, ou seja uma fábrica de transformação de amêndoa. Ali pudemos degustar o que de bom se pode fazer com a amêndoa, assim como adquirir alguns desses produtos.

Continuamos a nossa viagem a norte, atravessando de novo o Douro sobre a barragem do Pocinho, uma terra que é muito querida ao escritor Francisco José Viegas, cujos pais vivem em Outeiro Seco. Fomos então ao santuário da Nossa Senhora da Assunção, para alguns como eu pela primeira vez mas para outros como a minha mãe já repetentes. Subimos o escadaria de 250 escadas, contada pela Laurinda, avistando-se dali todo o vale da Terra Quente.

Mas como o mundo o pequeno também ali ouvimos falar da nossa aldeia, o senhor responsável pelo santuário tem uma dívida de gratidão com um outeiro secano o Dr. António José Cruz, porque segundo ele o Dr. Cruz salvou-lhe a vida ao tratá-lo de um grave problema intestinal.

Era pressuposto termos merendado no recinto do santuário, só que o almoço ainda estava tão presente que, quase ninguém abriu as lancheiras.

Pelo caminho cantou-se mas constatei que a marcha de Chaves não é cantada na sua totalidade, ficando-se só pelas Caldas de Chaves pois para que seja cantada tal como ela é aqui ficam os restantes versos:

O castelo é guarda-mor

Sentinela da fronteira

Santa Maria Maior

És a nossa padroeira

Nossa Senhora das Graças

Por um milagre de Deus

Senhora quando tu passas

As preces caem dos céus.

 

Cidade linda, deste nosso Portugal

Com a tua veiga infinda

De riqueza sem igual

Terra de encanto ….........

 

Obrigado, à empresa Ideias Essenciais sempre presentes e disponíveis nos constrangimentos que surgiram, ao executivo da Junta pela iniciativa, esperando que não lhes falte a motivação para iniciativas do género, porquanto, estas iniciativas só valorizam as pessoas, porque tal como alguém disse: Viajar é a única coisa que compramos e nos deixa mais rico.

Um obrigado muito especial aos outeiro secanos que, me acompanharam neste dia diferente, mas muito agradável.

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:55

Julho 01 2018

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A nossa seleção foi ontem afastada do Mundial 2018, paradoxalmente no jogo em que na minha opinião, teve o seu melhor desempenho. Mas o futebol são golos e o Uruguai, em três remates enquadrados com a nossa baliza fez dois golos, em contrapartida Portugal em seis remates só marcou um golo.

Não interessa agora fazer grandes considerações de ordem técnicas e táticas, porquanto, os jogadores escolhidos pelo selecionador Fernando Santos, de certa maneira reúnem um consenso generalizado da crítica especializada, e da minha em particular, pese embora, reconheça que, esperava mais de alguns dos jogadores da nossa equipa, os quais, têm estado em bom plano nos seus clubes, como são os casos de Gonçalo Guedes e Bernardo Silva.

Curiosamente a nossa seleção apesar de ostentar o título de campeã europeia, nunca teve grande cotação nas casas de apostas, mas o facto é que outras bem mais cotadas, tiveram o mesmo desempenho, ou pior, como foi o caso da Alemanha e da Argentina e por isso, os dois melhores jogadores do mundo Cristiano Ronaldo e Messi, estão fora do mundial.

Apesar do afastamento da seleção, eu não fiquei muito angustiado, porque esse tem sido o meu estado de alma, desde o início da crise do Sporting, faltando-me já a paciência para os sucessivos programas na CMTV debatendo essa crise, mais que o próprio mundial de futebol, assim como os comentários nas redes sociais dos partidários de Bruno de Carvalho, parecendo até que o Sporting nasceu com este presidente, apesar de já ter um passado de 112 anos.

Ainda a propósito da crise do Sporting quero salientar que, os jogadores que rescindiram o seu vínculo contratual alegando estarem afetados psicologicamente, mas  integrando a seleção como o Rui Patrício, William de Carvalho, Gelson Martins e Bruno Fernandes, afinal e ainda bem para a seleção, não deram grandes sinais disso.

Agora, espero que as entidades reguladoras, como os órgãos competentes da federação e os tribunais, julguem bem este caso, não só os prevaricadores dos incidentes de Alcochete, como as razões das rescisões dos jogadores. Tanto mais que, as cartas argumentarias das suas rescisões são todas iguais para os nove jogadores. Donde, ressalta que haverá aqui interesses obscuros, porquanto, foram cerca de trinta atletas envolvidos neste incidente, mas só nove é que rescindiram. Aliás o jogador que esteve na origem de todo este incidente, o argentino Marcos Acuña, nem sequer rescindiu.

Voltando a este Mundial de Futebol não sei porquê, mas não tinha grandes expetativas, de tal forma que nem sequer fiz a coleção dos cromos do Panini, a qual vinha colecionando desde o Mundial do México em 1986. Apesar disso e devido à minha atual condição de afastado do ativo, este Mundial foi aquele que, mais jogos vi na televisão.

Espero agora que a seleção se vá renovando para dar mais glórias desportivas aos portugueses, sem esquecermos que apesar de sermos um país pequeno no mundo, no ranquing futebolístico, ficamos entre os melhores dezasseis do mundo.

publicado por Nuno Santos às 10:39

Junho 12 2018

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Os sportinguistas vivem presentemente os piores dias da sua longa história de 112 anos. Precisamente, numa época desportiva em que o clube até ganhou nas diversas modalidades que pratica, o maior número de títulos desportivos, tanto nacionais como europeus.

Com exceção do futebol em que dos quatro títulos em disputa, ganhou apenas a Taça da Liga, perdendo a final da Taça de Portugal de forma inglória, naquele jogo atípico no Jamor, após os incidentes ocorridos nessa semana em Alcochete, que, estão na origem desta tragédia.

Como é possível que o atual Conselho Diretivo ou o seu presidente, não tomem consciência do mal que estão a fazer ao clube, o qual corre o risco de um retrocesso de muitos anos, porquanto, vai ficar depauperado daquilo que é o seu ativo principal ou seja a sua equipa de futebol.

Claro que podemos equacionar se é justo que, um ato praticado por umas dezenas de tresloucados, possa prejudicar milhões de adeptos sportinguistas que, vivem com toda esta situação momentos de tristeza e angústia, mas é ao presidente como representante de todo o universo sportinguista que lhe cabia nos superiores interesses do clube resolver a situação.

Infelizmente e ao que parece, está mais interessado em acautelar os seus interesses preferindo ver o clube afundar-se, fazendo ele o papel da orquestra do Titanic, isto é dando-nos música como tem acontecido nas diversas conferências de empresa que tem dado.

Não posso deixar de exprimir também um sentimento de desapontamento e tristeza pela atitude dos jogadores, nomeadamente daqueles que são produto da formação do Sporting. Ainda que lhes reconheça alguma razão face aos graves acontecimentos e à forma como todo o processo foi gerido pelo nosso presidente, eles sabem que esta sua atitude, prejudica não só do clube, os adeptos que, os apoiaram ao longo de vários anos, mas também, os muitos jovens que estão ainda em formação, e que os tinham a si como referências.  

Na minha condição de sócio há quase quarenta anos não deixo de apelar à demissão do Conselho Diretivo, para urgentemente se encontrar uma solução clarificadora para o clube, assim como ao espírito de unidade e resiliência de todos os sportinguistas, porque o clube atravessa a memória de várias gerações e na minha vai já na quarta.   

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:03

Maio 20 2018

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Apesar de ter mais anos de residência em Lisboa, que na minha terra natal (Chaves), ontem durante um evento patrocinado pela Casa do Professor de Loures, da qual a Celeste é associada, fiquei a conhecer melhor uma parte desta cidade, durante muitos anos esquecida e ostracizada, estando agora na moda, tal como toda a cidade.

O passeio foi pelos Bairros da Mouraria e Alfama, culminado numa visita ao Museu do Fado, e jantar num restaurante onde também se canta o fado.

Sou um partidário das férias em grupo, mais do que das autoférias em família, a não ser que estas sejam por períodos curtos, ou na praia. Tenho por experiência que, para conhecer melhor uma cidade e a sua história, nada melhor que sermos acompanhados por um guia especializado. Esse era um serviço que gostaria que a Câmara de Chaves desenvolvesse, pois Chaves é uma cidade com uma história riquissima.

Pensava eu que conhecia bem os lugares que íamos visitar, mas a título de curiosidade o passeio iniciou-se com a visita a edifício quinhentista, junto à capela da Senhora da Saúde no Martim Moniz, onde durante anos, eu pratiquei ginástica nas instalações do Inatel, as quais funcionam ainda no quarto andar deste edifício.Mas a pressa como subia as escadas quando ia ao ginásio, nunca me apercera da beleza dos painéis de azulejos que, decoram as suas paredes, nem o seu sentido alegórico.

Ontem porque íamos acompanhados por uma professora universitária, especializada em estudos olisiponenses, eu pude desfrutar da beleza escondida para quem ali passam, e se limita a observar a porta de entrada, de facto deveras interessante.

É sabido da grande rivalidade existente entre a Mouraria e a Alfama, ainda que nem todos a conheçam as suas delimitações e pior ainda, após a alteração à lei das freguesias que reduziu Lisboa das 53 freguesias para 24, os dois bairros passaram a integrar a mesma freguesia, a de Santa Maria Maior.

Agora quem visita estes bairros fica com sentimentos contraditórios, se é verdade que já não se veem tantas senhoras idosas às janelas, nem roupas a secar nos estendais, também é verdade que estes bairros estão convertidos em estaleiros de obras, alterando o estado das casas outroras deixadas ao abandono pelos seus senhorios, evocando o baixo rendimento das suas rendas.

E se dantes apenas se viam nas ruas os seus residentes agora são os turistas que animam os bairros. Porém há uma coisa que não alterou. Os poucos naturais que ainda ali residem não deixam morrer as tradições e como o Santo António se aproxima, em todos os largos e praças se estavam já a montar os palcos e balcões para a festa que promete ser farta, haja sardinha para vender.

publicado por Nuno Santos às 10:08

Maio 17 2018

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Esta semana tenho vivido na qualidade de adepto, um dos momentos mais tristes da minha vida, por causa das situações vividas no Sporting. Depois dos tristes acontecimentos de ontem em Alcochete, hoje agravou-se com as denúncias de alegadas corrupções a agentes desportivos, uma coisa impensável num clube centenário cujos valores, Esforço, Devoção, Dedicação e Glória foram sempre o nosso lema.

 Bem sei que o mundo está em mutação e os valores e a ética vão se perdendo, graças ao fenómeno em crescendo do chamado populismo, o qual permite que pessoas sem grandes valores éticos e morais cheguem ao poder, tanto na política como nas organizações desportivas.

Durante mais de um século da sua existência, o Sporting foi presidido por dirigentes de elevada estatura cívica, a maioria deles com grandes responsabilidades na vida empresarial, social e política do país, que o distinguia dos outros clubes, sendo por isso conhecido como o clube das elites, embora abrangente a todas as classes, mantendo-se fiel aos valores com os quais foi criado.

Infelizmente nos últimos tempos os valores do desporto foram subvertidos, e quando antes se dizia glória aos vencedores, honra aos vencidos, agora o que interessa é ganhar, independente dos meios que se utilizem.

Durante anos as direções do Sporting foram resistindo a essa mudança, sem contudo abdicar da luta pelas vitórias. Ganhávamos títulos nas modalidades, formávamos atletas de craveira mundial como Figo e Cristiano Ronaldo, eramos o clube que mais jogadores fornecia às seleções nacionais, só que nos faltavam os títulos de futebol, porque para isso não bastava jogar apenas no campo.

Por causa disso, a frustração de muitos sportinguistas cedeu ao populismo de Bruno de Carvalho, pensando que consigo seria possível obter os títulos, afrontando o sistema. O resultado da mudança desse paradigma está à vista. Agora o nosso clube corre sérios riscos, ao ponto do pequeno avanço que tivemos, senão conseguirmos emendar rapidamente o rumo, corremos o risco de darmos muitos passos atrás.  

Mas apesar das vicissitudes vividas durante a semana, no domingo lá estaremos no Jamor a assistir à final da Taça de Portugal, esperançados que a mesma seja ganha pelo Sporting, dentro das mais elementares regras desportivas.

 

publicado por Nuno Santos às 00:31

Abril 14 2018

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Chama-se Matteo Colombo e tal como o outro Colombo também este veio de Itália, não de Genova mas de Milão. E se Cristóvão Colombo veio para descobrir coisas novas, este Colombo veio para reconstruir o Solar dos Montalvões, recuperando-lhe a dignidade que teve desde a sua construção no século XVIII, até quase finais do século XX.

Após a venda deste solar pela família Montalvão à Câmara Municipal de Chaves, assistimos impávidos e serenos à sua degradação, enquanto que íamos ouvindo e lendo notícias sobre a sua reconstrução e uma nova funcionalidade.

A primeira promessa foi a sua funcionalidade como polo da UTAD - Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, um nome que é uma falácia, porquanto, esta universidade serve apenas Vila Real e os vila-realenses, por isso, deveriam mudar o seu nome.

A segunda foi como sede da Confraria do Pastel de Chaves, um projeto que não saiu do papel como tantos outros, nem sei se nasceu em época de campanha eleitoral.

Finalmente as máquinas retro escavadoras já trabalham nos terrenos anexos ao solar e segundo informação do novo proprietário, Matteo Colombo, em breve o velho solar irá dar lugar a uma nova unidade hoteleira, a qual trará maior desenvolvimento não só à nossa freguesia, mas a toda a região de turismo do AltoTâmega.

Apesar de ter trocado uma breve conversa com o novo proprietário, não conheço em pormenor este projecto hoteleiro, mas ao que parece, será preservada a sua arquitetura assim como a capela do solar.

Como outeiro secano é para mim uma grande satisfação saber da recuperação de um ex-libris da nossa aldeia, o qual vem juntar-se a outras joias do nosso património cultural, como; os lagares romanos, a igreja românica da Senhora da Azinheira o castro de Sant'ana os frescos da Sra Rosário e tantos outros.

Resta-me agradecer a Matteo Colombo ter escolhido Outeiro Seco para investir e desejar-lhe o maior sucesso neste seu projeto.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 23:28

Abril 01 2018

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                                                                                     Foto Movenotícias

 

Para os sofredores do Sporting como eu, esta foi uma mais uma noite aziada, por causa da derrota de ontem em Braga. E não adiantam as desculpas do treinador e sobretudo do presidente, porque as desculpas, não se pedem evitam-se, porque tivesse a equipa do Sporting feito o seu trabalho, isto é, marcados mais golos do que o Braga, hoje estariam todo os sportinguistas mais felizes, comendo o folar da Páscoa com outra disposição.

Infelizmente o jogo de ontem foi igual a tantos outros ao longo do campeonato. Vimos um Sporting que “abafou” o Braga na primeira meia hora, mas não conseguiu marcar nenhum golo. Ora é com os golos que se ganham os jogos e o Sporting marca muito poucos, em comparação com os principais rivais. Até à 28 jornada o Sporting marcou apenas 53 golos contra 73 do Benfica, 70 do Porto que tem menos um jogo e 63 do Braga, ora se o ranquing se fizesse por golos marcados, o Sporting estaria apenas no quarto lugar.

É tempo do Sporting arranjar uma nova estratégia, abandonando a política atual de contra tudo e contra todos. O Porto utilizou-a há umas décadas atrás, mas com resultados desportivos, porque dominava o sistema do futebol, tal como agora o Benfica, conforme se constata nos emails que são públicos.

O Sporting continua isolado na sua luta contra a verdade desportiva, mas com uma postura muito truculenta do seu presidente, disparando contra tudo e contra todos, sejam inimigos internos ou externos.

Confesso que eu não votei em Bruno de Carvalho, na sua primeira eleição. Votei nele na segunda eleição porque não tinha uma oposição forte, mas não fui à assembleia reforçar os seus poderes. Contudo, reconheço a importância de algumas das suas medidas.

Desde logo a reestruturação bancária apesar de já vir concertada de trás, embora concluída no seu mandato. Depois porque despertou o clube da letargia em que se encontrava, aumentando as assistências e a mobilização dos sócios, construindo o Pavilhão, uma promessa de todos os candidatos.

Só que os anti corpos por si gerados, deixam o clube muito desprotegido, tornando-se num alvo a abater por todos. Ainda vamos tendo algumas alegrias nas modalidades, à custa de um investimento enorme, a ver vamos se o retorno não nos vai causar problemas futuros.

Por tudo isto, eu acho que tanto o presidente como o treinador deveriam refletir sobre o seu futuro no Sporting, sobretudo se  ainda são uma solução ou um problema. O treinador já disse que tem mais um ano de contrato, mas não posso permitir que quando o Sporting ganha, chama para si os louros, quando o Sporting perde a culpa é da equipa, ou de um jogador em particular como foi o caso de ontem de Puccini. Além de que gostaria que explicasse a razão para a substituição do recém entrado Ruben Ribeiro pelo Wendel aos 90 minutos.  

Apesar deste desabafo, porque sou feito de Sporting, uma Boa Páscoa para todos os desportistas em geral.

publicado por Nuno Santos às 10:47

Março 30 2018

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Confesso que tenho andado afastado das atividades da Casa da Cultura, mas como utilizador das redes sociais, também não tenho visto grande divulgação dessas mesmas atividades. Porém hoje tive a curiosidade de ir consultar a sua página na web, e foi com agrado que li o anúncio da realização de 27ª Corrida da Páscoa.

Escusado será dizer quanto esta atividade me toca, porquanto, estive ligado à sua realização, durante quase vinte anos, mas a vida é assim é feita de encontros e desencontros, e nos últimos anos por razões várias, tenho estado afastado desse e de outros eventos da Casa da Cultura.

A razão deve-se exclusivamente ao facto do nosso projeto de vida, passar cada vez mais pelo afastamento da aldeia, ainda que ultimamente estejamos obrigados a ir aí mais vezes, com o estatuto de tratadores. Só que essa condição retira-nos tempo para atividades sociais, inclusivamente a visita aos amigos.

Essa situação de tratador está a ser em regime de alternância, razão por que não estamos aí agora a passar a quadra festiva que, tanto apreciamos.

Mas voltando à Corrida da Páscoa, espero que obtenha um grande sucesso, apesar das previsões meteorológicas não serem as mais favoráveis. A esse propósito recordo-me que uma das corridas com maior sucesso, tanto em número de participantes como da qualidade dos mesmos, foi também sob um dia de temporal. Nesse ano tivemos a competir a Albertina Dias do Boavista, que, se sagrara pouco tempo anos antes campeã do mundo de corta mato.

A todos os outeiros secanos espalhados pela diáspora uma Páscoa Feliz.

publicado por Nuno Santos às 11:02

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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