Outeiro Secano em Lisboa

Março 09 2013

A família sportinguista está de luto, pela morte daquele que foi um dos seus presidentes mais carismáticos de sempre, ao qual presidiu durante o periodo de 1973-1985. João Rocha vai hoje a enterrar aos 82 anos, ele que foi um visionário, vivendo um pouco fora do seu tempo, dentro e fora do desporto.

No dirigismo desportivo implementou um modelo altamente moderno e revolucionário, tornando-se ainda hoje uma referência, apesar de se ter retirado há quase trinta anos. Foi ele quem idealizou e fundou a Liga de clubes, cuja missão e valores era; o respeito absoluto pelos princípios e os procedimentos definidos e regulamentados pelas leis em vigor.

Criou a SCP - Sociedade de Construções e Planeamento, a primeira sociedade de clubes, destinada à gestão do património não desportivo. Dinamizou a prática de modalidades desportivas para os associados como a ginástica e a natação. No antigo Estádio José de Alvalade construiu uma pista de atletismo em tartan verde, única no mundo, a bancada nova e sob a mesma, outras infra estruturas desportivas como; ginásios, piscina, pavilhões que, guindaram o Sporting a maior potência do desporto português no seu tempo, atingindo o número de 15.000 atletas, em 22 modalidades.

Durante os seus mandatos o Sporting conquistou 1210 títulos nacionais e internacionais, e triplicou o número de associados, atingindo o número mítico de 100.000 sócios. Foi durante os seus mandatos que serviram o clube nomes como; Damas, Yazalde, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Joaquim Agostinho, Bessone Bastos, Chana, Livramento e tantos outros.

João Rocha teve de lutar contra imensas forças de bloqueio, vindas de todo o lado. A área de implantação do clube no Campo Grande, em terrenos cedidos pela família do Visconde de Alvalade, foi sempre uma área cobiçada para infraestruturas da cidade, originando a destruição de infraestruturas desportivas como, o pavilhão polivalente e os campos de treino, para dar lugar à estação do metropolitano e ao interface de transportes.  João Rocha abandonou o dirigismo em 1985, em rutura com os meios e processos utilizados por outros dirigentes que, estavam a emergir no desporto nacional, da qual o “roubo” de Futre foi um exemplo paradigmático, levando-o a dizer após a sua saída.

 – “A razão de abandonar a presidência do Sporting, foi não saber gerir o clube, por processos poucos ortodoxos”. Para o eterno presidente, a saudade e um grande obrigado de todos os sportinguistas.

 

 
publicado por Nuno Santos às 09:35

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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