Outeiro Secano em Lisboa

Abril 01 2013

Onde quer que se vá, encontram-se portugueses pelo mundo,  sinal de que as coisas nao estão fáceis pelo nosso país, mas é tambem um sinal da nossa universalidade. Nesta curta visita familiar ao centro da Europa, apesar das temperaturas mais baixas, encontramos melhor tempo que em Portugal, pois a  chuva não nos  impediu de viajar.

Assim acabamos por conhecer mais uma série de cidades do Benelux, com particular destaque para Den Bosch e Middelburg na Holanda, cidades pequenas mas com história, e ainda Gent e Bruge na Bélgica.

Estas duas cidades belgas são extraordinárias, cada qual com características diferentes. Gent uma cidade com muitos traços medievais, bem visíveis em muitos dos seus edifícios, sobretudo no seu castelo, que não é altaneiro, mas é muito bonito.

Bruges uma cidade com uma arquitectura mais pitoresca. As suas casas são mais maneirinhas, com os seus telhados de feitio triangular para mais fácil escoarem a neve e as chuvas. Imponente são também as suas catedrais góticas, sem falar dos imensos frescos, ou não fosse a escola flamenca, uma das mais importantes na arte da pintura.

Todas estas cidades situam-se na Flandres, e se em  matéria de religião as duas religiões predominantes, católica e protestante convivem muito bem, as suas igrejas têm inclusive arquitecturas semelhantes, a diferença reside nos seus interiores.

As igrejas protestantes são mais simples, em contraste com a opulência e as talhas douradas das igrejas católicas, pese embora se diga que a igreja católica é mendicante e a favor dos pobres e oprimidos, os seus interiores contrasta com essa prática.

Mas voltando ao tema portugueses no mundo, há hora do jantar em Gent, enquanto tentávamos decifrar o menu em várias línguas, ouvimos o funcionário dizer-nos num bom português – Boa noite!

Soubemos depois que a sua mãe era portuguesa, natural do Porto e embora o pai fosse belga, fizeram questão que o filho aprendesse as duas linguas. De modo que tornou-se mais fácil a escolha do menú.

Em Bruges não encontramos portugueses, mas encontramos um restaurante português, infelizmente não nos serviu de muito, porque como era domingo, na boa tradição portuguesa estava fechado, talvez a festejar a Páscoa com a família.

Deste modo não pudemos saborear a comida portuguesa na Bélgica, mas fica o nome do restaurante, chama-se “Porto Romano” e fica praticamente nas trazeiras do catedral católica de S. Salvador.

      

publicado por Nuno Santos às 09:10

Foi uma excelente opção para uma Via Sacra diferente, sem as matracas.
Mesmo com a perda do primeiro voo da Easyjet estão a aproveitar bem o passeio. Como costumo dizer, para passear está sempre 'bom tempo'. Hoje temos uma manhã soalheira em Lisboa.
Quanto à gastronomia, a Holanda nunca será uma boa opção. Preferimos o nosso cabritinho assado que estava excelente.
No próximo 'post' prega-nos uma mentira, pois que hoje é o 1º de abril.
Beijos para todos vós.
J.
Júlio a 1 de Abril de 2013 às 10:56

Olá amigo,
Obrigado pela visita e pelo comentário, quanto à alimentação não tem sido mau de todo, no sábado e no domingo comemos na Bélgica, em Gent e em Bruge, o almoço de hoje já foi em Amsterdam, não no restaurante chinês onde comemos de outras vezes, porque tinha uma lista de espera enorme, mas num japonês de uma cadeia internacional mas também não foi mau. O jantar de hoje vai ser em casa, para tentar ver o Braga-Sporting.
O tempo está de sol, porém à sombra está um frio cortante, de por o nariz e as orelhas vermelhas, mas como dizes, isso não é impeditivo desta gente sair à rua, de tal forma que a roda gigante já montada na praça Dam, andava cheia de gente.
Amanhã lá regressamos a Lisboa, se tudo correr bem antes da uma da tarde, mas depois ligo.
Um abraço para todos,
Nuno Santos

Dam's Platz: estive aí sentadp pela primeira vez em julho de 1974, com poucos florins no bolso mas super feliz, então com 17 anos, usava umas patilhas longas. Lembro-me de ter pernoitado num albergue de juventude - International Youth Club - composto por uma larga camarata com WC's mistos. Foi uma festa! Apercebi-me também da já então liberdade de se poder fumar haxixe.
Bom voo de retorno !
Júlio a 1 de Abril de 2013 às 17:12

Em relação ao folar de Chaves, de que sou grande apreciador, ainda bem que ele se comercializa em Lisboa ( Largo Dª Estefânia, nº 6), pois aconselho vivamente porque já sou cliente habitual.

Saudações Azuis de Belém.

Um grande abraço para ti Nuno Santos e para todos os frequentadores do Blog.

Boa viagem de regresso.

João Benedito
João Benedito a 1 de Abril de 2013 às 18:39

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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