Outeiro Secano em Lisboa

Abril 16 2013

Em minha opinião o epíteto de valentes transmontanos para a equipa do Grupo Desportivo de Chaves é extemporâneo, porque se o Desportivo de Chaves foi a bandeira da região transmontana, isso aconteceu na década de oitenta, quando disputou o campeonato da primeira divisão pela primeira vez.

Na época nos estádios onde o Desportivo jogava, viam-se faixas saudando o Desportivo, com o nome de muitas terras transmontanas,  não pertencentes ao concelho de Chaves.

Esse epíteto é tanto ou mais desactualizado agora, porque neste ano discute a subida à segunda liga, com uma outra equipa transmontana, no caso o Sport Club de Mirandela.

É conhecida a minha preferência clubística por um clube dos grandes, assim como a da maioria dos flavienses, mesmo os residentes em Chaves, pois nas tertúlias do café Sport, o Desportivo raramente se discute. No entanto eu sou também sócio do Desportivo de Chaves, e paradoxalmente já assisti a mais jogos do Chaves, fora do seu estádio, do que do meu Sporting, e parafraseando o José Carlos Malato, já fui muitas vezez feliz, nessas deslocações.

Poderia aqui evocar muitas mas recordo-me com algum prazer, da primeira deslocação do Desportivo à Covilhã, tendo mobilizado mais de uma dezena de autocarros, com apoiantes vindos dos vários pontos da província.

Também eu e a Celeste juntamente com a família do Joaquim Ferrador, aproveitamos esse fim de semana desportivo, para apoiar o Desportivo e conhecermos melhor essa zona da beira baixa. Dormimos no Sabugal e entre outras terras, visitamos a aldeia de Sortelha, uma das jóias das aldeias históricas de Portugal.

Como corolário desse fim de semana, o Desportivo ganhou por 2-1, com o golo da vitória a acontecer mesmo em cima dos 90 minutos, um golo que enfureceu os adeptos do Covilhã, ao ponto do árbitro, que era o Manuel Nogueira, do Porto, teve de sair da cidade da Covilhã sob escolta, por causa da ira dos seus adeptos.

Na época ainda não havia a rede de auto estradas e chegamos a Lisboa já de madrugada, mas satisfeitos com a vitória do Desportivo. Tenho muitas outras histórias de jogos do Desportivo, onde também fomos felizes,  nomeadamente em Setúbal uma terra onde se come muito bem. 

Uma ano quando o Jorge Jesus, actualmente o mestre da tática e treinador do Benfica, jogava ainda pelo Vitória de Setúbal, fomos com o meu primo Américo e esposa, a saudosa Virgínia, e depois de uma bela mariscada na cidade do Sado, assistimos a mais uma vitória do Desportivo, tornando a deslocação ainda mais agradável. 

Este ano apesar da época algo conturbada, resultando várias vezes na mudança de treinador, o Desportivo parece por fim ter encontrado  o rumo certo. E depois da conjugação de vários resultados favoráveis na última semana, agora depende apenas de si, para subir de divisão. Os três jogos que faltam para terminar a época, são três finais e as finais não se jogam, ganham-se.

A segunda liga dá seguramente uma maior visibilidade ao clube e à cidade, mas para que essa subida  seja possível, todos nós jogadores e adeptos teremos de ser valentes transmontanos ou valentes flavienses, apoiando o Desportivo nesta recta final, gritando todos bem alto.

CHAVES! CHAVES! CHAVES! À VITÒRIA! À VITÓRIA! À VITÒRIA!  

publicado por Nuno Santos às 23:43

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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