Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 13 2013

Todos temos referências que nos acompanham ao longo da vida, seja uma música, um livro, um filme, ou outro episódio qualquer, que por alguma razão nos marcaram, em algum momento da nossa vida. A mim entre outras, tenho a do meu exame da quarta classe ocorrido na Escola da Estação, onde agora funciona a Universidade Sénior de Chaves. O júri era composto pelo Prof. Miguelzinho de Vilela Seca, o qual conhecia da sua passagem pela nossa aldeia, no seu carocha de cor bege, cuja matrícula senão estou errado era OP-71-81, uma professora da cidade, da qual já não recordo o nome, e ainda pelo Prof. Cabugueira, natural de Sanjurge.  Recordo-me de me proporem a escolha da lição, e porque desde muito novo sou fã da história de Portugal, em particular da II Dinastia, eu escolhi a lição da Batalha de Aljubarrota. Esse texto retrata um dos episódios mais marcantes dessa dinastia, porque a vitória nessa batalha, consolidou a regência de D. João I, até aí contestada por Castela,  em boa verdade com alguma razão, porquanto, era D. Beatriz rainha de Castela, a legítima herdeira do reino de Portugal, por ser a filha de D. Fernando. Como eu dominava bem esse tema, fiz um tal brilharete que, o Prof. Miguelzinho, quis saber de onde eu era, dizendo que, além de passar com distinção, levar-me-ia a casa de carro. Coisa que acabou por não ser grande incómodo para ele, pois, ficava-lhe em caminho. Mas andar de carro em 1964, não era para todos, de modo que fiquei todo inchado com tal distinção, do prémio acabaram por beneficiar os meus colegas, que, fizeram exame nesse mesmo dia.   Mas sobre a Batalha de Aljubarrota, bem melhor do que está descrito no manual, do meu tempo da primária, está agora demonstrada no CIBA, que, embora pareça o nome de um laboratório fármaco, quer dizer, Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, situado a menos de 2 Km do Mosteiro da Batalha, bem perto de Fátima.    Trata-se de um moderno museu, construído com a ajuda de vários mecenas, nomeadamente das Fundações Gulbenkian e Fundação António Champalimaud, e ainda de outras empresas, tendo a particularidade de estar construído, em pleno local, onde se travou a batalha de Aljubarrota. Os visitantes, para lá da envolvência exterior, ficam a conhecer a forma como um exército de 4 mil homens, derrotou um outro, composto por 40.000 homens. No interior do museu visitam-se 3 salas não demorando mais de hora e meia a visita. Os meios de multimédia utilizados interagem de tal forma com o visitante, que, somos transportados para o momento desse acontecimento, tão importante da nossa história. Quem viajar na região de Leiria no sentido norte-sul ou vice-versa, faça este pequeno desvio e visite o CIBA, vão ver que, irão ficar agradados com a visita. Mesmo para quem vá de peregrinação a Fátima, esta visita compensa de longe, o tempo que após a merenda, se gasta na ida aos Valinhos, ou a outros locais já bastas vezes visitados.
publicado por Nuno Santos às 10:58

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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