Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 16 2013

 

 

 

É uma tradição judaico-cristã de que, todos temos de expiar as nossas culpas, e quando as não expiamos neste mundo, teremos de o fazer quando do juízo final.

Segundo a nossa classe política e muitos comentadores e fazedores de opinião, a razão de estarmos agora a pagar esta brutal carga de impostos, prende-se com o facto de termos andado a gastar demasiado.

Ora isso não é verdade, porque, se as pessoas e os agentes económicos gastaram de mais, foi por causa dos estímulos recebidos, tanto pelo Estado, como pela própria economia. Quando em 1982 eu comprei a minha primeira casa, a taxa de juro era proibitiva, chegava quase aos 30%. Entretanto o Estado criou um mecanismo, chamado juro bonificado, que, amenizava essa taxa de juro, incentivando à aquisição de casa própria, porque não tinha uma política de arrendamento, mas também, porque isso tinha também um grande impacto na economia, sobretudo na actividade da construção civil.

Durante anos as nossas caixas de correio eram literalmente inundadas com publicidade, oferecendo facilidades de crédito, para tudo e um par de botas. E quando um casal se passeava na rua ou num centro comercial, era abordado por não sei quantos vendedores, uns oferecendo férias, outros cartões de crédito, tudo na maior das legalidades. Todo este processo era elogiado pelos governantes, dizendo que isso era um sinal de vitalidade da nossa economia.

É por isso que agora fico chateado quando ouço essas críticas! Claro que fico.

 
 
publicado por Nuno Santos às 12:20

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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