Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 20 2013

 

Nunca é tarde de mais para se fazer aquilo que se deseja, e Manuel Pires dos Santos, que, aos seus oitenta e seis anos, publicou o seu primeiro livro de poemas, é disso um exemplo. Trata-se de um livro autobiográfico que, exprime muita da sua grande paixão pela aldeia onde nasceu, há quase setenta anos, em Alcafozes na Beira Baixa. Esta aldeia tal como outras, há pouco mais de um século era uma espécie de couto, pertencente à família de João Franco, o último primeiro-ministro do rei D. Carlos.  O livro com quatro centos e cinquenta e cinquenta e cinco poemas, foi impresso na tipografia Gráfica Sinal, em Chaves, com a qualidade que nos habituou. Eu tive o privilégio de escrever o prefácio, o post deve-se ao facto de hoje ter relido mais alguns poemas. Publico um dos poemas que o Sr. Manuel Pires dos Santos dedica à sua aldeia. Tanto o Sr. Manuel como o seu genro Júlio Eurico, são meus amigos e amigos da nossa aldeia, e no próximo mês, por altura do Carnaval, lá estaremos juntos para bebermos um  Ponche quente no Flávio, e o chocolate quente no Pepe, em a Feces de Abajo.

  A Minha Aldeia

 Terreno forte em riqueza,

 Nunca explorado,

 Que tristeza…;

 O teu solo desprezado

 Sempre por outros invejado,

 Teus filhos

 Aos trambolhões,

 Castigados por tubarões

 E por eles mal tratados,

 Uns fugiram

 Outros ficaram,

 Em ti sempre pensaram,

 Julgando tuas razões.

 Mantendo seus ideais

 Uns, de ti falam Nos livros;

 Outros, de ti falam

 Nos jornais.

   
publicado por Nuno Santos às 11:45

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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