Outeiro Secano em Lisboa

Março 25 2013

 

Nos últimos dias tem decorrido uma grande polémica em todos os media, televisões, jornais em formato de papel ou digital, assim como na blogosfera, por causa do regresso de José Sócrates à RTP, como comentador político. De salientar que foi precisamente como comentador que José Sócrates, ganhou notoriedade, quando juntamente com Pedro Santana Lopes aos domingos à noite, comentavam a actualidade política, já lá vão uns bons anos.

Eu nunca votei em José Sócrates, mas não assinei qualquer petição contra o seu regresso à televisão, assim como também não assinei nenhuma petição, pelo facto de Pedro Santana Lopes um ex-primeiro ministro e presidente do PSD, tal como Marques Mendes ou Marcelo Rebelo de Sousa, ambos ex-presidentes do mesmo partido, serem também eles comentadores políticos, em canais televisivos.

Quanto a mim acho que se tem diabolizado em demasia, a figura de José Sócrates, o qual chegou à política vindo da sociedade civil, ao contrário dos actuais protagonistas, Pedro Passos Coeho e António José Seguro, cujos currículos são iguais, isto é fizeram todo o seu percurso nas jotinhas dos seus partidos.

Mas um dia gostava de ver um amplo debate, do tipo de “prós e contras” com os protagonistas pós 25 de Abril, para se saber a responsabilidade que, toca a cada um dos governantes, no actual estado da nação.

Isto porque anda por aí muita boa gente que, parece que não tem nada a ver com isto, quando durante esses quase quarenta anos, fomos governados apenas por dois partidos, os mesmos que disputam agora de novo o poder.

E se há auditorias para tudo, porque não se faz uma auditoria independente à governação, e de uma vez por todas, ficaríamos a saber quem são os verdadeiros culpados desta crise. Eu tenho para mim que um dos principais responsáveis, é agora o nosso principal representante, e muitos dos seus antigos comparsas, alguns responsáveis por actos que, segundo dizem, são autênticos casos de polícia, mas andam por aí alegremente, com o seu dinheiro bem acautelado, imune a situações como a que esteve recentemente eminente no Chipre.

publicado por Nuno Santos às 18:52

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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