Outeiro Secano em Lisboa

Abril 10 2013

Para quem não conhece a metáfora do elefante branco, a sua origem vem de um costume oriental e por ser um animal  muito raro, é considerado uma divindade, razão pela qual a sua oferta é considerada um presente, de elevada estima e consideração.

Mas para quem o recebe fica com um grande incómodo, porque tratando-se de uma divindade, não o pode rentabilizar nos trabalhos domésticos, tornando-se o elefante branco, numa fonte de despesas e preocupações.

Ora, depois do mamarracho existente na Urbanização do S. Bernardino II, do Centro Empresarial de Chaves no Campo Queimado, até o nome soa a ironia, tive conhecimento de que Outeiro Seco, prepara-se para receber um terceiro elefante branco, estou a refir-me ao início da construção do Centro Social da AMA.

Não quero dizer com isto que Outeiro Seco, não tenha necessidade de um Centro Social, claro que sim, sendo urgente e obrigatório olharmos para a protecção da nossa população sénior, mas na minha modesta opinião, tem de haver uma grande objectividade nesse projecto, quer quanto aos meios financeiros necessários à sua construção, como depois na sua sustentabilidade.

Só que na actual conjuntura, se o Centro não for concluído numa só fase, como é expectável que aconteça, pois todos dizem que não há dinheiro, “nem para mandar cantar um cego” perdoe-se-me a expressão, o Centro pode tornar-se em mais um elefante branco, acabando por não cumprir os objectivos que lhe estão destinados.

Foi essa a razão pela qual enquanto membro dos anteriores órgãos sociais, votei  sempre contra o início da obra, precisamente porque não tínhamos reunido os meios financeiros para o concluirmos, e porque não gostaria de ver mais uma estrutura em tosco, ao lado da outra em ruínas, no caso o solar dos Montalvões.

Pode ser que eu não tenha os dados todos, e a nova Direcção tenha reunidas as condições ideais para avançar com o projecto. Fico muito feliz se assim for. Mas se for apenas a proximidade das eleições autárquicas, a origem da aceleração deste processo, então acho tudo isto ainda mais imoral.

publicado por Nuno Santos às 18:39

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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