Outeiro Secano em Lisboa

Abril 14 2013

 

Esta semana o meu clube voltou às primeiras páginas dos jornais, infelizmente não em resultado dos seus êxitos desportivos, pese embora tenha ganho ao Moreirense, e vá já na sua terceira vitória consecutiva, mas dando conta de alguma instabilidade directiva, causada pela relação com os credores, nomeadamente a Banca.

O Sporting tal como o país vivem sob um protetorado, o Sporting dos bancos BES e BCP, e o país da Troika, sendo estes protetorados quem determina uma boa dose dos actos de gestão, nomeadamente os seus orçamentos. Acontece que o presidente do Sporting no qual eu não votei, como o disse publicamente, ao que parece bateu o pé a algumas das condições impostas pela banca, falando-lhe grosso ou antes com a sua voz natural que até é bem grossa, ao contrário do nosso governo que, nas relações com a Troika, tem assumido segundo muitos observadores, um papel de subserviência. Contudo um e outro conseguiram meias vitórias. O Sporting conseguiu reestruturar a sua dívida e um apoio de 45 milhões de euros, os quais lhe permitem liquidar o passivo de curto prazo, e pagar os salários em atraso, mantendo assim as regras de fair play impostas pela UEFA, afastando uma inibição de poder participar nas provas internacionais, se lá chegar pela via da classificação desportiva.

Portugal conseguiu aumentar o prazo de amortização da dívida em mais sete anos, passando dos treze anteriormente acordados para os vinte, ainda que isso nos traga mais divida por causa dos juros que face à dilação no tempo da dívida, aumenta o juro a pagar. Um e outro, irão agora apresentar as linhas mestras para o futuro. O Sporting diz-se que  irá reduzir o seu orçamento actual em 50%, e realizar uma auditoria de gestão aos acto das direções anteriores. Espero eu e esperamos todos os sócios, que vá até ao fim com este propósito, para ficarmos todos  de uma vez por todas a saber a verdade sobre o passado nubloso do clube.

Quanto ao governo, espera-se para os próximos dias, mais do mesmo, ou seja mais uns cortes nos do costume, porque os beneficiados do passado são os mesmos do presente e do futuro.  A esse propósito foi interessante o programa de ontem à noite  na Sic Notícias,o "quem diria" tendo por convidadas, a ministra da justiça Paula Teixeira da Cruz, e a atriz Rita Blanco. Foi notório o embaraço e o incómodo da ministra, quando confrontada com situações como as do BPN, em que o estado ficou com os passivos e os donos do banco, mantiveram os mesmos privilégios nas empresas rentáveis.

Afinal os gigantes também se abatem, ontem o Futebol Clube do Porto perdeu a final da taça da Liga com o Sporting de Braga, continuando a ser um título que falta na vitrina do dragão. Este ano até nem se pode dizer que o Porto tenha desvalorizado a prova. Mas nem sempre ganham os favoritos, e ontem o Braga ganhou muito bem, até o merecia ter ganho por uma margem maior. 

publicado por Nuno Santos às 10:26

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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