Outeiro Secano em Lisboa

Julho 14 2013

 

Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança este nome pouco diz à maioria das pessoas, porque ficou conhecido na história apenas como o rei D. Luís. Foi no seu reinado que Portugal teve um grande desenvolvimento, graças à acção do seu primeiro ministro Fontes Pereira de Melo, ficando conhecido esse período pelo fontismo.

Aconteceu na época do D. Luis  o mesmo que aconteceu nos últimos trinta anos, o Fontes de Melo para se desenvolver país que tinha um atraso estrutural enorme, em relação aos outros países europeus, gastou recursos que não tinha, originando depois uma banca rota, cujo resgate atravessou quase todo o século XX, acabando por ser pago ainda há poucos anos.

Entre muitas das obras estruturantes desse tempo, destaca-se o início da linha do comboio Lisboa/Porto, mas curiosamente a obra mais associada ao nome do rei, situa-se no Porto, a famosa ponte D. Luís.

O rei vivia em Lisboa no Palácio da Ajuda, juntamente com a rainha D. Maria de Saboia, italiana de nascença mas que se afeiçoou de tal forma aos portugueses, ficando conhecida por D. Maria Pia.

E se uma visita ao Palácio da Ajuda é já por si uma coisa extraordinária, agora imagine-se quanto mais enriquecidora ela não fica, com a exposição da Joana Vasconcelos, a mesma que encantou os franceses no Palácio de Versailles e se tornou, na exposição mais visitada de sempre em França.

O êxito da exposição está a repetir-se em Lisboa, avaliando pelas filas de visitantes que todos os fins de semana se fazem à entrada do palácio, pese embora a entrada custe 10 € por pessoa.

Mesmo após a saída da exposição da Joana Vasconcelos, a qual termina a 25 de Agosto, quem puder não deixe de vistar o Palácio da Ajuda, um autêntico museu com os aposentos tal como a família real o habitasse e onde estão guardadas as joias da coroa. Quanto a esta exposição temporária está extraordinária. É interessante ver a forma como a Joana Vasconcelos transforma em arte simples objectos de uso comum, senão vejamos: Com os testos e panelas da cozinha fez um belo par de sapatos, com os tampões de uso feminino um belo lustre, ou com os ferros de passar flores, que brocham e desabrocham.

Mas há muitas mais obras de interesse, por isso aqui fica a sugestão, quem puder visite o Palácio da Ajuda situado mesmo no cimo da Calçada da Ajuda. De salientar que ao fundo da Calçada num raio de cerca de 500 metros, podem ainda visitar o Museu dos Coches, os Jerónimos o Centro Cultural de Belém e para terminar, deliciarem-se nos famosos pastéis de Belém.

publicado por Nuno Santos às 08:37

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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