Outeiro Secano em Lisboa

Agosto 25 2013

Paira hoje sobre o vale de Chaves um ar irrespirável, causado pelos incêndios de ontem, tendo Outeiro Seco vivido pelo segundo dia consecutivo, um terrível pesadelo, porquanto o fogo circundou o polo universitário, desceu pela Mina e Fontaínha, pondo de novo em perigo, várias casas da aldeia.

Este fogo que se iniciou entre o Cambedo e Vilela Seca, mas lamentavelmente não foi combatido em tempo, pese embora exista ali uma pequena barragem de água veio completamente desgovernado, rumando ao sabor do vento para  sul, varrendo tudo o que lhe aparecia pela frente, entrando no termo da nossa aldeia e passou com toda a facilidade e admiração geral a autoestrada  A 24.

Os abnegados bombeiros compostos de corporações de Ermesinde, Trofa e Vila do Conde, vindas em socorro dos bombeiros flavienses, impotentes para suster a vaga de incêndios que grassa no seu concelho, limitaram-se a guardar e bem, as instalações do Centro Empresarial.

Acontece que ontem assistiu-se em Outeiro Seco, a uma mobilização popular, a qual já não era visível há muitos anos foram os jovens e restante população, com ajuda de algumas máquinas e cisternas, quem susteram o fogo na Mina, evitando que, tivessem ardido algumas das casas do bairro do Eiró.

Contudo não evitaram que o fogo passasse o rio pequeno na zona das Freiras, e ardesse a única mancha verde que ainda restava, o cotete, morgacia, porqueira, portelas e todo o termo a poente da aldeia. Deste modo a actual paisagem dos campos de Outeiro Seco assemelha-se a um cenário de destruição e guerra tipo do filme “Apocalipse Now”.

Desconhecem-se as motivações dos incendiários, mas é urgente aumentar as medidas de repressivas de acção penal, para que não assistamos todos os anos a este triste fado, com graves prejuízos paras as populações locais.  Em apenas dois dias, Outeiro Seco ficou privada de toda a sua mancha verde que já não era muita, assim como a associação dos caçadores, já com as suas licenças pagas, ficaram privados de praticar a sua actividade de lazer, pois os incêndos dizimaram toda a espécie cinegética na sua zona de caça.

 

publicado por Nuno Santos às 08:19

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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