Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 12 2013

 

É conhecido o desejo indómito do Alves, em levar à cena, em Outeiro Seco, o Auto da Paixão. Na sua mente está já o local da sua representação, assim como a lista dos actores que, representarão os respectivos papéis, lista essa que eu vi na diagonal. Não me pareceu ver o meu nome, o que não me surpreende, devido à minha condição de não residente, contudo deixo aqui expresso o meu desejo de que o plano avance, assim como a garantia da minha colaboração, directa ou indirecta, naquilo que puder e for necessário.

Há mais de meio século que o Auto da Paixão, não é representado na aldeia, a última vez em que isso aconteceu, foi em 1961. Por isso vamos todos dar força ao Alves, o mentor da ideia, curiosamente seguindo as pisadas de um outro natural de Santo António de Monforte, o Sr. João da Costa que, na década de trinta, foi também ele o responsável por o Auto da Paixão se ter representado em Outeiro Seco.

A realização deste evento, implica a mobilização de muita gente, mas ao mesmo tempo, terá um efeito agregador na aldeia, da mesma forma que  a realização da festa da Sra da Azinheira, porque a nossa aldeia, precisa de mais coisas que a unam do que as que a desunam, pois se já somos tão poucos e para quem como eu, visita a aldeia com alguma regularidade, confesso-vos que por vezes é muito desolador, não ver ninguém nas ruas, contrariamente aquilo que estou habituado, nesta grande metrópole que é Lisboa

Infelizmente sabemos que é mais fácil sermos notícia pela negativa, do que por actos positivos. O recente caso dos incêndios, são disso um exemplo paradigmático. Paradoxalmente eu fui entrevistado pela RTP, para falar dos incêndios, mas tê-lo-ia feito com maior prazer, se fosse para falar sobre o fogo-de-artifício do arraial, o qual foi magnífico, mas aí já ninguém viu as camara da televisão.

Nem o facto deste ano o Governo ter consagrado em Setembro, um dia nacional sobre as Bandas Filarmónicas. Ora na festa de Outeiro Seco, estiveram presentes três Bandas, mas isso não mereceu qualquer referência dos órgãos de comunicação.

Somos nós que temos de remar contra a corrente, por isso devemos unirmo-nos em volta deste projecto do Alves, tornando-o uma realidade, senão já no ano de 2014, que o seja em 2015.  

publicado por Nuno Santos às 07:59

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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