Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 22 2013

 

Ontem mesmo depois da meia-noite, os termómetros ainda marcavam em Lisboa, mais de 25º e as pessoas andavam na rua alheios à crise com que somos bombardeados em todos os telejornais, mais parecendo estarmos a viver os tempos eufóricos, da expo 98.

O Bairro de Alfama fervilhava com milhares de pessoas, por causa do Caixa – Alfama, um festival de fado que reuniu ali mais de quarenta fadistas em vários palcos, com nomes como; Ana Moura, Raquel Tavares, Aldina Duarte, Gisela João, Camané, António Zambujo, Ricardo Ribeiro e muitos outros.

Em simultâneo realizou-se a corrida MEO URBAN TRAIL, um novo conceito de corrida, levando milhares de atletas a percorrerem várias das artérias da cidade. E como os atletas levavam todos uma lanterna do tipo mineiro na cabeça, pareciam milhares de pirilampos ondulando pela cidade.

Já as trinta e duas mil almas entre as quais eu me encontrava, e que estivemos no estádio de Alvalade a assistir ao jogo do Sporting com o Rio Ave, cuja vitória nos colocava como líderes à condição, porque o Futebol Clube do Porto só joga hoje no Estoril, saímos de lá com uma enorme frustração, porquanto, o melhor que se pode arranjar foi um empate.

E nem o facto do árbitro nos ter escamoteado um penálti que, eventualmente nos daria a vitória serve de desculpa, primeiro, porque houve já outros jogos em que fomos beneficiados, segundo porque o Sporting tem de se queixar dele próprio, pois tinha a obrigação de jogar bem mais do que aquilo que jogou.

Este resultado negativo talvez venha trazer alguma temperança, na euforia que alguns sportinguistas viviam, pensando que por mudar de estrutura directiva isso nos fazia ganhar jogos. Ora os jogos ganham-se dentro do campo, com garra e atitude e ontem os jogadores do Sporting não a tiveram, estando mais próximos da derrota do que da vitória

Foi o Chiado que mais uma vez me salvou a noite, terminando-a no Largo de S. Carlos, o mesmo largo onde no quarto andar do n.º 18 nasceu Fernando Pessoa e onde agora funciona o Café de Lisboa, onde serve uns óptimos pasteis de massa tenra, ou uns hambúrgueres de carne barrosã.

Depois do Cantinho, do Belcanto e da Pizzaria do Chiado o Café de Lisboa é mais uma unidade hoteleira do Chefe José Avillez, que é uma mais-valia para a cidade e para o Chiado.

Curiosamente entre os comensais encontrava-se o José Couceiro, ex-candidato à presidência do Sporting em quem votei e perdi, o que em matéria de eleições é recorrente, pois nunca sigo a tendência das maiorias.    

publicado por Nuno Santos às 09:46

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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