Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 27 2013

Há ranquings que nos encham de satisfacção outros, antes pelo contrário, como este em que Lisboa, aparece como a cidade menos honesta do mundo, o que muito nos entristece, ficando  atrás de cidades como; Bucareste – Roménia ou Rio de Janeiro – Brasil, cidades às  quais associamos alguma insegurança.



Este ranquing resulta de um trabalho desenvolvido pela Reader's Digest que escolheu 16 cidades por todo o mundo e, em cada uma, os seus repórteres "perderam" 12 carteiras, deixando-as em "parques, centros comerciais, passeios".

Cada exemplar continha "um número de telemóvel, uma foto de família, cupões, cartões de visita e o equivalente a 50 dólares [37 euros]. "Depois, esperámos para ver o que acontecia", resumem.

Das 12 carteiras deixadas em Lisboa, só uma foi entregue e curiosamente, por um casal de turistas holandeses.

Ora sabemos que este teste é muito subjectivo, porque sendo Lisboa uma cidade multicultural, também não sabemos se as restantes carteiras, foram encontradas por residentes em Lisboa, ou por viajantes. O facto é que o ranquing das cidades mais honestas ficou assim ordenado.



Top das Cidades Mais Honestas

1. Helsínquia, Finlândia (11 em 12)
2. Bombaim (Mumbai), Índia (9 em 12)
3. Budapeste, Hungria (8 em 12)
Nova Iorque, EUA (8 em 12)
4. Moscovo, Rússia (7 em 12)
Amesterdão, Holanda (7 em 12)
5. Berlim, Alemanha (6 em 12)
Ljubljana, Eslovénia (6 em 12)
6. Londres, Reino Unido (5 em 12)
Varsóvia, Polónia (5 em 12)
7. Bucareste, Roménia (4 em 12)
Rio de Janeiro, Brasil (4 em 12)
Zurique, Suíça (4 em 12)
8. Praga, República Checa (3 em 12)
9. Madrid, Espanha (2 em 12)
10. Lisboa, Portugal (1 em 12)

Espero que as repercussões desta classificação sejam nulas, porque quem vive em Lisboa, não tem essa a ideia da sua cidade. Eu próprio já deixei uma bolsa com a carteira, numa esplanada em plena Rua Augusta, a qual foi depois entregue aos funcionários do café. Quando horas mais tarde a reclamei, estava tudo em seu sítio, com excepção de três notas de vinte, embora não saiba quem se apropriou delas, se foi quem encontrou a bolsa, se o funcionário do café, por sinal um brasileiro.  

publicado por Nuno Santos às 08:09

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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