Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 19 2013

Jogadores do Basileia comemorando a vitória em Londres

 

Esta semana começou a Liga dos Campeões, cuja final ocorrerá no dia 24 de Maio de 2014 em Lisboa, no Estádio da Luz. Como vem sendo habitual nos últimos anos, Portugal está representado pelo campeão e vice-campeão, respectivamente, o Porto e o Benfica.

Ambas as equipas tiveram um bom começo, vencendo os seus jogos. O Benfica em casa o Anderlecht por 2-0 e o Porto fora o Áustria de Viena por 0-1, num estádio onde já fora feliz em 1987, vencendo ali no estádio do Pratter a sua primeira taça dos campeões, perante o Bayern de Munique.   

Mais uma vez o futebol demonstrou o seu sortilégio, porque nem sempre ganha quem é favorito, ou quem tem um maior orçamento. Essa surpresa veio de Londres, onde o Chelsea do nosso José Mourinho, perdeu em casa com o Basileia da Suíça por 1-2.

Os crónicos candidatos Real Madrid e Barcelona, venceram facilmente os seus jogos, com mais um despique ente Messi – Ronaldo pois fizeram cada um o seu hat-trick, isto é, marcaram três golos cada.

O Real Madrid foi ganhar ao Galatasaray por 1-6, a equipa para onde se transferiu o Bruma, o tal jogador que animou o verão desportivo português, em especial do universo sportinguista.

O Barça venceu facilmente o Ajax de Amesterdão por 4-0, outro clube que também já conheceu melhores momentos, tendo sido campeão europeu por quatro vezes, em 1971,72,73 e 1995.    

Como a final vai ser em Portugal, oxalá pudesse ser entre o Benfica e o Porto, já que o meu clube anda arredado destas lides. Senão forem estes dois clubes, espero que a final possa ser entre o Real Madrid e o Barçelona, pois veríamos Lisboa invadida de nuestros hermanos, coisa a que até já estamos habituados.

Hoje inicia-se também a Liga Europa onde temos quatro equipas, Braga, Guimarães, Paços de Ferreira e Estoril. O Braga já foi por uma vez finalista, este ano espera-se que ganhem o maior número de jogos possível, e angariem pontos para o ranking da UEFA.

 

 

publicado por Nuno Santos às 07:52

Setembro 18 2013

O mês de Setembro é considerado como o mês da rentrée ou retoma, infelizmente ainda não o da economia, mas do trabalho e de outras actividades, como as políticas e escolares.

Estamos por isso ainda um pouco letárgicos do tipo “como a cobra que perdeu o coxo” a readquirir o nosso bio ritmo, com a excepção dos políticos e seus apaniguados, porque, com as eleições autárquicas marcadas para o próximo dia 29 de Setembro, têm de fazer passar as suas mensagens, para ganharem os votos necessários à sua eleição.

Claro que o bom ou mau desempenho da maioria dos candidatos, é conhecido pelas populações tendo agora oportunidade de fazerem o ajuste de contas, às promessas feitas e não cumpridas. Mas infelizmente  a maioria dos eleitores têm com a política, a mesma relação que têm como os clubes de futebol, são sempre dos  grandes, daqueles que em sistema de alternância nos têm governado, mal digo eu, durante os últimos 39 anos, ostracizando os mais pequenos, independente das suas boas ideias.  

Embora atento a alguns dos resultados eleitorais que vão ocorrer, em diversas autarquias, este ano vou abster-me, pois nesse dia estarei em Outeiro Seco onde nem resido nem sou eleitor, mas para comemorar o nosso padroeiro S. Miguel. Claro que não ficarei indiferente aos reultados, pois como seu natural, procuro estar  atento a tudo quanto ali  se passa.

Espero que até lá as uvas façam uma boa maturação, porque outra das razões da minha presença nessa data, é também para fazer a vindima.

publicado por Nuno Santos às 13:15

Setembro 14 2013

 

Depois da vistoria e aprovação pelos delegados da Liga Profissional de Futebol, ao novo tapete do Estádio Municipal de Chaves,  denominado agora como Estádio Eng.º Manuel Branco Teixeira, o Desportivo de Chaves fará amanhã dia 15  às 16,00 horas, a estreia do novo relvado, jogando perante o seu público com o Sporting da Covilhã.

Pese embora tenha contado por vitórias, os jogos efetuados na casa emprestada pelo Sport Club de Vila Real, é sempre melhor jogar na sua casa, evitando as deslocações, muitas das vezes mais cansativas que o próprio exercício físico.

Agora os flavienses que antes tinham como desculpa a deslocação a Vila Real, para apoiarem o clube, só têm de ir ao estádio e fazerem-se sócios, aumentando assim a base de apoio ao clube, para que este possa regressar aos tempos de glória, vividos nas duas últimas duas décadas do século XX.

Por coincidência em simultâneo com o jogo haverá um outro evento, considerado a festa religiosa da cidade, trata-se da festa da Sra das Graças, uma festa com larga tradição, apesar de ter tido um largo interregno, mas que figura inclusive numa das quadras da marcha de Chaves

 

Nossa senhora das Graças

Por uma bênção de Deus

Senhora quando tu passas

As preces caem dos céus.

 

Estamos certos que a autarquia por estarmos em período eleitoral, vai apostar forte neste evento, mas já estamos habituados a lidar com esta situação dos Efes; Fado, Fátima e Futebol neste caso são apenas dois, a Festa e o Futebol.

Um bom fim-de-semana para todos, oxalá ganhe o Desportivo e  por outro lado, ao contrário do que já aconteceu em anos anteriores, espero que Outeiro Seco se faça representar com o andor do padroeiro S. Miguel, na procissão da Senhora das Graças, pois este ano e pelas razões já citadas, creio que tal não deixará de acontecer.

publicado por Nuno Santos às 12:15

Setembro 12 2013

 

É conhecido o desejo indómito do Alves, em levar à cena, em Outeiro Seco, o Auto da Paixão. Na sua mente está já o local da sua representação, assim como a lista dos actores que, representarão os respectivos papéis, lista essa que eu vi na diagonal. Não me pareceu ver o meu nome, o que não me surpreende, devido à minha condição de não residente, contudo deixo aqui expresso o meu desejo de que o plano avance, assim como a garantia da minha colaboração, directa ou indirecta, naquilo que puder e for necessário.

Há mais de meio século que o Auto da Paixão, não é representado na aldeia, a última vez em que isso aconteceu, foi em 1961. Por isso vamos todos dar força ao Alves, o mentor da ideia, curiosamente seguindo as pisadas de um outro natural de Santo António de Monforte, o Sr. João da Costa que, na década de trinta, foi também ele o responsável por o Auto da Paixão se ter representado em Outeiro Seco.

A realização deste evento, implica a mobilização de muita gente, mas ao mesmo tempo, terá um efeito agregador na aldeia, da mesma forma que  a realização da festa da Sra da Azinheira, porque a nossa aldeia, precisa de mais coisas que a unam do que as que a desunam, pois se já somos tão poucos e para quem como eu, visita a aldeia com alguma regularidade, confesso-vos que por vezes é muito desolador, não ver ninguém nas ruas, contrariamente aquilo que estou habituado, nesta grande metrópole que é Lisboa

Infelizmente sabemos que é mais fácil sermos notícia pela negativa, do que por actos positivos. O recente caso dos incêndios, são disso um exemplo paradigmático. Paradoxalmente eu fui entrevistado pela RTP, para falar dos incêndios, mas tê-lo-ia feito com maior prazer, se fosse para falar sobre o fogo-de-artifício do arraial, o qual foi magnífico, mas aí já ninguém viu as camara da televisão.

Nem o facto deste ano o Governo ter consagrado em Setembro, um dia nacional sobre as Bandas Filarmónicas. Ora na festa de Outeiro Seco, estiveram presentes três Bandas, mas isso não mereceu qualquer referência dos órgãos de comunicação.

Somos nós que temos de remar contra a corrente, por isso devemos unirmo-nos em volta deste projecto do Alves, tornando-o uma realidade, senão já no ano de 2014, que o seja em 2015.  

publicado por Nuno Santos às 07:59

Setembro 10 2013

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Com os meus agradecimentos ao Kostinha eis o filme do fogo do arraial de 2013. Garanto-vos que ao vivo é ainda melhor.

 

publicado por Nuno Santos às 16:22

Setembro 09 2013

 

Alô Brasil

 

 

 

O dia principal da festa iniciou-se como habitualmente, às oito da manhã, com a alvorada de apenas cinco minutos. Notou-se a ausência de muitos dos habituais assistentes à alvorada, pois não recuperaram da ressaca do dia anterior. Seguiu-se depois a arruada da Banda Musical da Casa da Cultura, percorrendo as principais ruas da aldeia.

Neste ano as cerimónias religiosas começaram apenas às 11,30, atrasando-se por isso a procissão e o almoço, tudo isto porque o Sr. Padre Banha não pode ferir os interesses dos paroquianos Santa Cruz Trindade, sobrepondo-os sempre aos interesses dos paroquianos, de Outeiro Seco.

A procissão teve nove andores, todos armados com flores, merecendo destaque especial o andor da Sra da Azinheira, quer pelo arranjo floral mas sobretudo, por ter sido oferecido pelo Grupo Amigos de Outeiro Seco, fazendo questão de serem eles próprios a transportarem-no.

Apesar da procissão ter poucas figuras alegóricas, “anjinhos” um sinal de que a natalidade tem decrescido assustadoramente na nossa aldeia, teve contudo as figuras principais das procissões, as de Adão e Eva, simbolizando o princípio da humanidade.

A tarde da festa é sempre o seu ponto mais fraco, teve um pequeno concerto da Banda da Casa da Cultura e o leilão de oferendas. O leilão também tem vindo a decrescer, pois cada vez tem menos oferendas, sendo muito diferenciadas do antigamente. Antes ofereciam-se bens de produção caseira como centeio, frangos e outros animais, agora esses bens são substituídos por artigos de utilidades, ofercidos pelascasa comerciais.

Uma referência muito especial para a homenagem que o maestro da Banda Prof. Heitor, fez ao Carlos Dias, um elemento que esteve na origem e fundação da nossa Banda, que por motivos de saúde, se viu obrigado a abandonar essa actividade. Foi uma homenagem sentida como o  Carlos o deixa transparecer.

Conforme estava anunciado, realizou-se o sorteio dos bilhetes vendidos. Com a ajuda do jovem André Achando, o sorteio decorreu com a maior transparência, porquanto só foram sorteados os bilhetes vendidos. O primeiro prémio saiu ao Sr. Américo do Café Palhota, o segundo ao Arménio mecânico na aldeia e o terceiro à D. Graça da Farmácia Maldonado.   

Para a noite estava guardada uma grande surpresa, apesar dos cartazes publicitários anunciarem apenas a Banda Musical Flaviense “Os Pardais” no outro coreto apresentou-se a Banda Musical de Loivos, uma banda com grande tradição na aldeia, e considerada uma das melhores da região.

No recinto de baixo estava uma outra banda, e,mais vocacionada para os mais jovens, os Hi-Fi vindos de Viseu. Deste modo o público repartia-se entre o recinto de cima ouvindo o despique das duas bandas, e o recinto de baixo com o Conjunto.

À uma da manhã em ponto, aconteceu o momento alto da festa, a descarga do fogo-de-artifício. Depois da fraca alvorada havia alguma expectativa para a noite, acontece que o Né Né Pereira surpreendeu, quer na quantidade como na qualidade. Houve uma grande harmonia na forma como  montou a descarga, a qual durou quinze minutos, dando ideia de que a parte final, tenha saído um pouco rápida de mais.

Após a debandada dos milhares de pessoas que se deslocam à nossa festa, apenas para ver o fogo-de-artifício, seguiu-se a despedida das bandas, cumprindo o ritual da volta à igreja e da despedida à santa, outro dos momentos altos da festa, quase sempre só presenciado pelos locais.

O conjunto continuou a sua actuação e depois das duas da manhã, ainda tinha algumas centenas de resistentes. Estão de parabéns os comissários dos casados; Francisco Pipa, Tony Rio, Paulo Barroso e Carlos lamento a falha do apelido, assim como a dos solteiros com o insubstituível Sandro Dias, secundado pelo Barradas e Vítor Costa, demonstrando que Outeiro Seco "tem muita pinta".

publicado por Nuno Santos às 10:16

Setembro 08 2013

 

 

 

 

Ontem decorreu o primeiro dos dois dias de festa. Antigamente este dia  era passado durante a manhã, com a matança dos cordeiros , à tarde enquanto as mulheres faziam os bolos e davam os últimos retoques na ménage da casa, os homens buscavam o alimento para os animais que tinha de ser para dois dias, assistindo depois ao jogo de futebol entre os solteiros e casados, terminando à noite com a procissão das velas.

 Agora que já não há a matança dos cordeiros, pois são adquiridos nos talhos da cidade, as mulheres aproveitam uma boa parte do dia para se aperaltarem nos cabeleireiros, e nos arranjos florais das campas no cemitério.

Este ano a comissão de festas recuperou a tradição do jogo entre os solteiros e casados, só que em vez de ser de futebol de onze, foi de futebol de cinco, realizado no polidesportivo. Ganharam os casados por 4-3 o que também era quase sempre o resultado mais habitual.

O mesmo local serviu à noite para uma outra animação, esta promovida pelo Grupo Amigos de Outeiro Seco, um grupo que tem trazido alguma dinamização cultural à aldeia, e que eu gostava de ver num futuro próximo, integrados na Casa da Cultura, onde poderiam beneficiar de outros incentivos que agora não poderão usufruir.

Do programa cultural promovido por este grupo, constou, um porco assado no espeto à medieval, um conjunto musical e uma descarga de fogo à meia-noite e meia. Em parceria com a comissão de festas, este grupo mandou ainda ornamentar o andor da senhora da Azinheira, o qual será transportado por elementos do grupo.

Infelizmente o S. Pedro, apesar deste ano ter sido comemorado, precisamente por este grupo, não foi muito generoso porque a temperatura durante a noite, baixou para níveis comparados ao da Primavera,  ou seja perto dos 10º. Hoje já decorreu a alvorada mais ou menos ao nível dos anos anteriores, pese embora houvesse muitas faltas no grupo que, todos os anos marca presença entre a assistência. Talvez o prolongamento da noite interior tivesse tido influência. Esperamos que o dia de hoje corresponda às expectativas de todos, e o S. Pedro e a Senhora da Azinheira sejam mais generosos, e nos deem uma noite mais amena.

publicado por Nuno Santos às 09:29

Setembro 07 2013

 

Vivemos tempos diferentes, mas a festa da senhora da Azinheira, continua a ser uma referência e um elemento agregador, de toda a comunidade outeiro secana. São muitos os que fazem a programação das suas férias, em função desta data, por isso, desde ontem que a aldeia ganhou maior população, pelo regresso de muitos imigrados, vindos propositadamente para passar a festa com a família.

Digo imigrados porque os emigrados embora ainda aqui haja alguns, os que têm filhos em idade escolar tiveram de antecipar o seu regresso às terras de acolhimento, por causa do início das aulas dos filhos, onde é mais cedo que o nosso.

Outeiro Seco que usa o lema de “Tradição e Modernidade” no tocante à sua festa, mantém a tradição ancestral, de a celebrar sempre no dia 8 de Setembro, independente do dia da semana, por coincidência este ano é num domingo. A mesma tradição é mantida com as comissões organizadoras, os mordomos, sendo nomeados de forma sequencial, à das suas habitações.

Mas porque tudo é dinâmico, actualmente são muitas as pessoas que residem na aldeia, sem qualquer raiz à nossa terra, mas apenas porque compraram aqui a sua casa, ou um lote de terreno para a sua para construção, por causa da nossa proximidade com a cidade e do preço da construção. Mas querendo manter essa tradição na realização da festa, este ano cabia ao Bairro do Cruzeiro, a sua organização.

Como os habitantes deste bairro, não são naturais da nossa aldeia e porque as suas casas, estão muito próximas do local onde é queimado o fogo, existe no bairro uma grande aversão à festa, daí que a maioria dos nomes indicados como mordomos, não aceitaram a sua nomeação.

Houve por isso um grande impasse, pensando-se que ao fim de vários séculos, tinha chegado o ano em que a festa ficava enterrada, tal como o vem sendo noutras localidades vizinhas.

Mas Outeiro Seco é uma terra de resistentes e se um cai outro se levanta,  por isso a um mês do evento, apareceu uma comissão, composta por Paulo Barroso um dos nomeados, Francisco Pipa como voluntário e  Tony Rio também como voluntário. Com tão pouco tempo para a promoção da festa, aliado à crise que afecta muitas famílias, esta comissão conseguiu senão o orçamento ao qual estamos habituados nos últimos anos, o essencial para termos  uma festa idêntica às dos anos anteriores, com o senão de haver apenas uma banda filarmónica à noite.

Sobre as bandas eu já o escrevi noutro local que, em minha opinião, este ano era o ano ideal para se fazerem algumas ruturas, nomeadamente, terminar com as bandas à noite, substituindo-as por uma boa orquestra espanhola, ou um bom grupo musical, continuando a privilegiar-se o fogo de artifício, porque ainda que tenha alguns contras, o fogo é a razão do arraial de Outeiro Seco ser um dos mais concorridos da região.

Não quero dizer que tenha algo contra as bandas antes pelo contrário, gostaria inclusive de ser um dos participantes na nossa banda, entendo é que o o seu local de actuação não deva ser o do arraial, porque em minha opinião uma banda deve ser mais de audição do que de animação. 

Paralelamente ao programa oficial da festa, um grupo de amigos, tem realizado no polidesportivo um outro evento, com um porco assado no espeto, fogo de artifício e este ano também com um conjunto musical, deste modo pode-se dizer com toda a propriedade, de que a festa da senhora da Azinheira realiza-se nos dias 7 e 8 de Setembro.

Desejo uma boa festa para todos, com um grande abraço fraterno, para os outeiro secanos espalhados pela diáspora, em especial aqueles que não podem estar presentes fisicamente, mas estou seguro de que o estarão em espírito, tanto ou mais, do que muitos presentes no recinto da festa.

publicado por Nuno Santos às 10:02

Setembro 06 2013

 

Hoje às 19,45 horas a selecção portuguesa joga na Irlanda do Norte, um dos jogos mais decisivos para o apuramento do Mundia 2014, no Brasil. Serão milhões os espectadores televisivos que, irão estar atentos a este jogo.

Primeiro os portugueses, porque a nossa vitória será decisiva para continuarmos a alimentar a chama de ficarmos em primeiro ou em segundo no grupo F. Segundo os russos porque estão em compita directa connosco. Em terceiro os brasileiros que como país organizador e por força da relação directa que têm com Portugal, têm todo o interesse afectivo e económico no nosso apuramento.

Infelizmente tem sido esta a nossa sina, nos apuramentos para as fases finais quer seja para os Europeus quer para os Mundiais,  andarmos sempre de máquina de calcular na mão, para contabilizar os nossos ganhos e as perdas dos nossos adversários.

A última jornada sorriu a Portugal, pois a Irlanda ganhou à Rússia por 1-0, um resultado de todo inesperado.

Por isso hoje a nossa selecção deve fazer uma entrada de leão, se quiser manter viva a chama do apuramento, esperando que Israel repita a graça da Irlanda perante a Rússia, mas antes disso, a nossa selecção terá de fazer a sua parte, ganhando o jogo de hoje e os próximos. 

publicado por Nuno Santos às 08:31

Setembro 05 2013

 

 

 

Sanxenxo é um lugar de veraneio que dista de Chaves, a pouco mais de uma centena de quilómetros, e não fora a temperatura da água ser mais fria, em meu entender, rivalizava com as praias do Algarve.

São imensos os portugueses que procuram esta e outras praias limítrofes, porque os preços são acessíveis, mas também, porque os espanhóis despertaram para esta coisa do turismo, bem mais cedo que os portugueses, tornando as acessibilidades às praia bem mais fáceis.

Quem queira fazer praia em Sanxenxo, só precisa do carro para lá chegar e para de lá sair no fim das férias, a não ser que queira fazer um reconhecimento da zona.

Para se ter uma ideia, circulam a pé todas as noites pela marginal de Sanxenxo, mais de 3.000 pessoas, dando a ideia do potencial das lojas, cafetarias e geladarias ali instaladas.  O mesmo não se passa em muitas das praias do algarve, onde o carro é necessário para ir à praia, porque a distância a que ficam a maioria dos aldeamentos turísticos, a isso obriga.

Sanxenxo fica situado na província de Pontevedra, nas chamadas Rias Baixas, para quem conhece os fiordes dos países nórdicos, diferenciam-se destes pelo relevo das margens, sendo as margens dos fiordes mais acentuados, e por causa do degelo, com enormes quedas de água dando uma outro enquadramento a esses locais.

As Rias Baixas por causa das  características das suas águas, estão pejadas de viveiros de mexilhão e de outras espécies. Essas estruturas parecem centenas de jangadas de madeira, navegando desgovernadas pelas águas quando as mesmas estão estáveis, sendo até possível visitá-las através de circuitos específicos para o efeito.

Esses viveiros consistem numa estrutura em madeira com cordas mergulhadas dentro da água, onde os mexilhões se agarram e fazem o seu processo de crescimento. Chegados à dimensão adequada, as cordas são puxadas, o mexilhão é retirado entrando depois na cadeia comercial. Esta indústria está instalada praticamente desde Vigo até à Corunha, mas esteve em perigo, quando há poucos anos o petroleiro Pristina encalhou nessas águas, derramando a sua carga petrolífera.

Na altura muitos ambientalistas de quase todo o mundo mobilizaram-se, para reparar esse desastre ecológico. Sanxenxo fica também situado na rota do vinho verde, da casta alvarinho, o qual não tem a qualidade do vinho produzido em Monção, devido à qualidade intrínseca das nossas terras. Mas infelizmente uma boa parte das vinhas de Monção, já pertencem aos espanhóis, de modo que uma boa parte dessa produção, acaba por ser consumida do lado de lá.

A poucos quilómetros de Sanxenxo fica a Latoja para os castelhanos, ou A Toxa para os galegos. Durante anos os que viviamos na zona raiana, conhecíamos este nome pelo creme da barba que comprávamos em Feces de Abajo no Felecindo. Porém os balneários de Latoja lá continuam, agora mais diversificados na sua produção,  comercializando vários os produtos com a sua marca.

Em frente do Balneário fica a capela, toda ela revestida a conchas de vieiras, tornando este pequeno monumento bem peculiar. Ultimamente têm-se organizado na aldeia, várias excursões a Vigo, em especial à praia de Samil, pois sugiro que numa próxima esqueçam a praia e subam um pouco mais, visitando Sanxenxo, os viveiros e sobretudo Latoja.

 

publicado por Nuno Santos às 09:20

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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