Como não pude ir aos Santos, vinguei-me passeando na minha terra de adopção, a cidade de Lisboa, cada vez mais bela e na moda, pois recebe actualmente mais de cinco milhões de turistas por ano, ou seja metade da população portuguesa.
Sendo a cidade das sete colinas, Lisboa conta por isso com vários miradoiros, donde se pode observar toda a sua beleza. Desde o miradoiro de Santa Catarina, ao miradoiro S. Pedro de Alcântara, miradoiro da Graça, do Castelo de S. Jorge, elevador de Santa Justa, a Mãe de Água do Aqueduto das Águas Livres nas Amoreiras, ou o bar do hotel Sheraton, um dos pontos mais altos da cidade, desde o passado mês de Agosto, conta agora com o miradoiro do arco da rua Augusta, fazendo lembrar pelo panorama que dali se avista, a torre da praça de S. Marcos em Veneza.
O arco da rua Augusta é um Arco do Triunfo que, começou a ser construído por ordem do Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755, mais propriamente no ano de1775.
Mas como o Marquês saiu a mal de Lisboa, não sei foi por isso, o facto é que o arco foi demolido, sendo reconstruido já no reinado de D. Maria I, ficando concluído em 1875, um século após o início da sua primeira construção.
A rua Augusta está desde há muito tempo convertida numa rua pedonal, e ao fim de semana é uma espécie de sala de espetáculos, tantos são os artistas que a troco da generosidade dos passantes, que lhes depositam no chapéu umas moedas, mostram ali a sua arte.
A rua Augusta é segurqmente uma das artérias mais procuradas pelos turistas, e com o aproximar do Natal torna-se na rua mais movimentada da baixa. O seu arco e as suas arcadas que, serviram de expiração a Fernando Pessoa, no célebre café Martinho da Arcada, têm agora a concorrência de muitos outros bares e restaurantes que, abriram durante este verão, tornando a praça do comércio naquilo que efectivamente foi no passado, uma praça de comércio.
A rua Augusta
emoldurando navios
faz passar a Santa Justa
para chegar ao Rossio

