Outeiro Secano em Lisboa

Dezembro 05 2013

Há episódios nas nossas vidas que jamais esqueceremos, pese embora a marcha inexorável do tempo. O dia 11 de Fevereiro de 1990 foi um sábado solarengo, porque a primavera começava já a dar alguns sinais. Nesse tempo ter uma máquina de café em casa, era um luxo acessível a poucas famílias e por isso após o almoço, ia-se ao café mais próximo, aproveitando para se tomar o café e socializar com os vizinhos.

O meu filho tinha nessa altura dez anos, e eu tínha adquirido recentemente um vídeo VHS. Ora, quando chegamos a casa, ele disse-me todo eufórico.

- Pai gravei-te a libertação do Nelson Mandela que, está a dar em directo na televisão.

Quando lhe perguntei porque o tinha feito, respondeu-me com toda a convicção.

- Oh pai! Isto é um acontecimento histórico para a humanidade.

Com efeito a libertação de Nelson Mandela, foi um acontecimento histórico não só para os sul africanos, pondo fim ao regime de apartheid, como para toda humanidade pelo seu exemplo de vida. Há cinco anos quando da comemoração dos seus noventa anos disse:

- Onde quer que haja pobreza e doença, onde quer que os seres humanos estejam a ser oprimidos, há trabalho a fazer.

Por causa da diferença dos fusos horários, o meu filho que tem uma grande admiração por Nelson Mandela, só amanhã saberá da sua morte, e lamentará como todos nós que, não tenha havido muitos mais líderes como Nelson Mandela, porque certamente, teríamos um mundo bem melhor.

 

publicado por Nuno Santos às 23:00

Dezembro 04 2013

 

Depois de ouvirmos falar da geração à rasca, onde se incluíam os jovens que lutavam por um futuro melhor, mas que dada a conjuntura económica e política, não encontravam saídas de emprego ou formação curricular, por causa da falta de emprego e do elevado custo das propinas.

Hoje de manhã ouvi na rádio, no programa “Amor é” do Prof. Júlio Machado Vaz e da Inês Menezes, falarem de uma outra geração bem mais complicada, ainda que não seja apenas um fenómeno nacional, diz-se que em Portugal já atinge cerca de meio milhão de jovens, o quais  fazem parte da "Geração Nem – Nem”, porque nem estudam nem trabalham, e caíram numa apatia tal, que, nem procuram uma coisa nem outra.

Esta geração abrange uma franja de população que vai dos 15 aos 30 anos, quando alguns deveriam estar no período mais fértil e produtivo das suas vidas.

Ora como o futuro se prepara no presente, o futuro que espera essa geração é no mínimo assustador e perigoso, porque os estados estão cada vez mais exauridos, e a cortar nos subsídios sociais.

Depois da diminuição da demografia, da emigração dos jovens quadros, do desemprego e mais esta geração Nem-Nem, torna-se  urgente olharmos de uma forma séria para este fenómeno social, doutra  forma, corremos o risco de nos tornarmos num país de mendigos e de indigentes.

publicado por Nuno Santos às 13:41

Dezembro 01 2013

 

Hoje dia 1 de Dezembro, cerca de 10.000 atletas disputaram a III Corrida do Sporting, dividida em duas partes. Às 9,30 h decorreu uma caminhada de 4 quilómetros, destacando-se sobretudo mulheres e crianças e sportinguistas mais séniores. Às 10,30 h, decorreu a corrida propriamente dita, na distância de 10 quilómetros. Eu acabei por fazer as duas provas, a primeira para acompanhar a Celeste, a segunda porque me sentia com capacidade para tal, ora por ter feito as duas provas ou seja 14 quilómetros, este ano acabei por gastar mais de uma hora na corrida, fazendo os dez quilómetros numa hora e três minutos.

Esta corrida foi mais uma prova de vitalidade do Sporting Club de Portugal, estando a organização a cabo da Xistarca, do meu amigo e ex-cliente Prof. António Campos, que durante muitos anos foi também o presidente da Associação de Atletismo de Lisboa.

De salientar que a Xistarca foi outrora colaboradora da Casa da Cultura na sua Corrida da Páscoa. Uns dos primeiros dorsais a sério foram oferta sua, assim como um anúncio da nossa corrida na Revista Atletismo, que também é sua propriedade.

Hoje pode também ser um dia especial para o Sporting, porque depois do resultado negativo obtido ontem pelo Futebol Clube do Porto, se vencer o Paços de Ferreira pode chegar a líder do campeonato isolado ou acompanhado do Benfica. Por isso logo à noite lá estarei “porque só eu sei, porque não fico em casa”.   

publicado por Nuno Santos às 14:18

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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