Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 02 2014

 

O dia 1 de Janeiro é quase sempre um dia caseiro, porque está quase tudo fechado,  servindo para retemperar os estragos do dia anterior. Ainda que este ano não fosse o caso, porque a noite da passagem de ano foi calma. O primeiro dia do ano teve apenas uma saída para almoço em casa dos meus cunhados, porque o dia também não estava muito convidativo, para grandes passeios.

Agora nem os jogos da Premiere League inglesa ajudam a passar a tarde, porque passaram a ser transmitidos pela Benfica TV, e seria um sacrilégio para um sportinguista como eu, tornar-se assinante da televisão dos rivais.

Porém este dia costuma ter dois momentos marcantes. O primeiro é o concerto de Ano Novo, pela Orquestra Filarmónica de Viena e à noite, o discurso do nosso presidente, os quais ficaram aquém das minhas expectativas.

Quanto ao concerto, apesar dos compositores escolhidos serem todos Strauss, ainda que nem todos familiares, os temas eram na sua maioria pouco conhecidos, embora simbólicos, pois pretendiam comemorar o centenário da 1ª Guerra Mundial 1914-1918. Valeu no final a Marcha de Radetzky com que se encerram todos os concertos, o qual deve ser o tema mais conhecido mundialmente, e onde o público participa batendo palmas, a compasso da música.

O discurso do presidente da república ficou também muito aquém das minhas expectativas, foi de uma total cobertura ao actual governo, e um piscar de olho ao PS para uma convergência, a fim de agradar aos mercados. Ficamos a saber que não irá haver novo resgate, mas haverá um plano cautelar, que o facto de ter sido rejeitado pela Irlanda, faz de nós cobaias, para se saber como isso vai funcionar.

Sobre o orçamento por si promulgado e publicado no Diário da República no último dia do ano, o presidente nada disse se o iria submeter à fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional, embora saibamos que tal irá acontecer, mas por via da acção dos outros partidos e das centrais sindicais.

Entramos assim no novo ano com a certeza de que vamos pagar mais, por bens essenciais, como a água e a electricidade. Resta-nos a aguardar que os desejos formulados à meia-noite quando se ingeriram as passas, se realizem ao menos alguns.

publicado por Nuno Santos às 10:41

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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