Outeiro Secano em Lisboa

Março 10 2014
 

 

Hoje sinto-me indignado, pela forma como o meu clube foi prejudicado, no jogo de ontem em Setúbal, pela equipa de arbitragem chefiada pelo Sr. Vasco Santos do “Porto”. Este jogo foi o corolário de outras más arbitragens que, somadas afastam o Sporting do título, pese embora o menor investimento, comparado com as equipas rivais.

Só para avivar memória vejamos; no empate em casa a zero com o Rio Ave, um penalti de Tarantini, reconhecido por toda a crítica. Com o Nacional em casa novo empate a zero, com um golo mal invalidado ao Sliman, no jogo contra a Académica, novo empate a zero, com um golo mal anulado a Montero e um penálti perdoado à Académica, ontem foi o que se viu, tudo somado, são oito pontos subtraídos ao Sporting, que o colocavam ainda na luta pelo título.   

Não nego que houve jogos em que o Sporting foi beneficiado, em lances de fora de jogo de difícil análise, como foi o caso do golo de Montero, no jogo da primeira volta com o Benfica, o único lance com influência no resultado. Nos restantes jogos onde ocorreram situações semelhantes, foi em jogos de resultado dilatado.

O certo é que o mesmo Benfica, já beneficiou de lances iguais, contra o Gil Vicente, Arouca, Olhanense e Belenenses, já para não falar do jogo com o PAOK, porque esse não conta para o campeonato.

Como seguidor há mais de cinco décadas deste fenómeno, confesso que não encontro razões, para tal discriminação, a não ser a impunidade dos árbitros da parte dos sportinguistas.

No velhinho estádio José Alvalade entre o público e rectângulo de jogo havia uma pista de ciclismo e outra de atletismo, razão pela qual os árbitros não se sentiam pressionados, ao contrário do que acontece noutros campos, onde os árbitros auxiliares estão ao alcance de um qualquer “diabo vermelho da Maia” para lhe apertar o pescoço. No actual estádio é o fosso que cava essa distância.

Não quero com isto clamar favores para o meu clube, queria apenas que houvesse verdade desportiva, e tratamento igual para todas as equipas. Alguém explica porque nas vésperas dos grandes jogos todos os jogadores do Sporting à beira de exclusão, nunca saiem incólumes? Foi assim na véspera do jogo com o Benfica, e agora na véspera do jogo com o Porto.

Um treinador disse há dias que não eram anjinhos, mas os sportinguistas são, e se vimos que os jogadores emprestados pelo Porto e benfica não jogam contra o seu clube ontem lá vimos que os melhores jogadores em campo do Setúbal foram jogadores emprestados pelo Sporting.

Quanto aos lances duvidosos, isso também cabe muito aos atletas em campo, por isso são de enaltecer exemplos como o de Hunt do Werder Bremen, o qual num jogo contra o Nuremberg para a Budesliga, ludibriou o árbitro levando-o a marcar um penalti inexistente, mas teve a coragem para dizer ao árbitro, de que não era penalti. É certo que o resultado já estava em 2-0, a favor da sua equipa, será que faria o mesmo se o resultado estivesse em 0-0?

Mas ainda que se diga que o fair play seja uma treta, eu continuo a acreditar que ele é possível, doutra forma deixo de ir à bola e com isso entre quotas, lugar cativo e box de entradas, poupo cerca de mil euros.

 

publicado por Nuno Santos às 17:21

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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