Outeiro Secano em Lisboa

Maio 23 2014

Esta semana que ainda não terminou, já fui três vezes ao meu Bairro Alto, duas vezes em trabalho e uma outra em lazer. Claro que a terceira vez foi bem mais agradável, tendo acontecido esta noite para assistirmos a um concerto inolvidável da Ronda dos Quatro Caminhos, celebrando os seus 30 anos de actividade.

Sempre gostei mais da música popular de raíz tradicional, do que da música pop, e a Ronda dos Quatro Caminhos é dos grupos portugueses que, há mais anos faz essa divulgação, com recolhas que vão do Algarve ao Minho sem esquecer a riqueza da música tradicional das ilhas, sobretudo dos Açores. Mas o seu trabalho de recolha ultrapassa a fronteira, indo pela Galícia e por outras regiões transfronteiriças.

O seu último disco estreado recentemente e que se chama “Tierra Alantre”, em mirandês, querendo dizer “Caminho em Frente” tem precisamente recolhas de Trás-os Montes, Minho e Galícia.

Eu conheço o António Prata que é o mentor da Ronda há mais de vinte anos, por isso não podia faltar a este espectáculo, ainda por cima sendo no Teatro de São Carlos, uma das salas de espectáculos mais antigas e mais bonitas do país, com mais de duzentos anos de existência. A sua utilização costuma ser praticamente para espectáculos de cariz erudito, embora este espectáculo também  o possa ser, senão vejamos.

Em palco estiveram mais de cento e cinquenta artistas, desde a Orquestra Sinfónica de Lisboa que fez todo acompanhamento musical do Grupo, ao Grupo de Cantares de Évora, mais o Grupo de Cantadores da Aldeia Nova de São Bento, onde vive o meu irmão Diamantino, considerado um dos mais famosos grupos do cantar alentejano, dois músicos galegos ela tocadora de sanfona ele tocador de realejo, e o Coro do Teatro São Carlos.

Sendo um espectáculo da celebração dos seus trinta anos, o grupo não cantou as canções do novo disco, optando por cantar temas que foram êxitos do seu passado. O espectáculo foi transmitido pela Antena 1, de modo que quem não teve a possibilidade de o ver nem ouvi-lo em directo, pode fazê-lo nas plataformas digitais, pois está gravado em podcast, e garanto-vos de que não se vão arrepender.

 

publicado por Nuno Santos às 00:41

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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