Outeiro Secano em Lisboa

Agosto 22 2014
Estádio do Riazor visto da janela do hotel na Corunha

Chegou ao fim mais um período de férias, desta vez foram quase duas semanas seguidas, uma coisa rara para quem tem a profissão de TOC Técnico Oficial de Contas, porque tal como escrevi há dias num outro post, as obrigações declarativas são tantas, que não dão margem para gozarmos mais dias de férias seguidos.

Desde sempre que as minhas férias de verão, por razões pessoais e familiares são passadas no concelho de Chaves, onde tenho a minha família mais chegada, mãe, sogros irmãos e restante família, além de uma segunda habitação, e ainda, uma grande franja de amigos, vindos do tempo da infância, os quais é salutar rever nesta altura.

Mas não deixa de ser frustrante ao constatar que, entre esses amigos, muitos deles contemporâneos e até mais novos, já estejam reformados, só porque optaram por outras profissões, parecendo haver portugueses de primeira e de segunda.

Essa discriminação começa logo em minha casa, porquanto, a minha mulher tendo nascido no mesmo ano que eu, já está reformada há três anos, enquanto que eu apesar de já ter contribuído com 41 anos de descontos para a Segurança Social, ainda me faltam mais seis anos, para obter a reforma.

Embora fossem duas semanas o tempo esfumou-se rapidamente, e por falar em fumo, felizmente que este ano não tive de andar a apagar incêndios, não havendo por ora registo dessa calamidade, embora não seja por ter havido uma maior prevenção. A ausência de incêndios deve-se sobretudo, ao facto de ter chovido mais este ano, reduzindo-se por via disso os factores de risco.

As minhhas férias este ano foram mais viradas para a família, incluindo um encontro realizado no dia 16 de agosto, onde dos 78 membros da família reunimos 53 membros. Nos restantes dias houve passeios matinais no pedonal das margens do Tâmega, um salto à Galícia, onde me sinto como em casa.

Regressado à capital recomeço hoje a labuta habitual, mas ao mesmo tempo, começa também o planeamento mental do meu regresso ao norte, para passar a festa da sra da Azinheira, este ano com um programa vasto, estendendo-se pelos dias 5,6,7 e 8 de Setembro.

Mas antes no próximo dia 31 de Agosto, haverá mais uma ida ao aeroporto, desta feita para levar o meu filho e companheira, de regresso ao seu país de acolhimento, um acto que resulta sempre num misto de sentimentos e emoções. Um de tristeza pela despedida, mas também de satisfação, por saber do bem estar que usufruem nesse país, já que o nosso não lho proporciona, pese embora lhe tivéssemos dado as ferramentas e a formação adequada para isso.   

 
publicado por Nuno Santos às 08:06

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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