Outeiro Secano em Lisboa

Agosto 26 2014

 

Todos os clientes da Nucase têm um código, identificando a nossa empresa, a delegação onde a contabilidade está centralizada, e o seu número como cliente. Por exemplo, o cliente 01040220 – LP e AR, Lda., com a actividade de Produção de Áudio e Vídeo, foi cliente da delegação de Lisboa desde a sua fundação, em 1994. As iniciais de LP que aparecem na sua sigla queriam dizer Luís Pedro Fonseca, com quem tive o privilégio de reunir várias vezes, e que faleceu neste domingo, vítima de morte fulminante, com apenas 64 anos de idade.

Luís Pedro Fonseca foi um empresário da área da produção de áudio, autor e produtor  de muitos dos jingles publicitários que, passavam nos anúncios da televisão e das rádios. Em paralelo com a sua actividade profissional, teve também uma actividade artística, estando ligado a vários projectos musicais entre os quais, a Banda os Salada de Fruta e mais tarde a Lena d’ Água e a Banda Atlântida, sendo dele temas como “Olhó Robot” ou “Sempre que o Amor me quiser”.

Hoje quando vinha a caminho do escritório, foi com pesar que ouvi a notícia da sua morte, e com nostalgia ouvi de seguida a Lena d' Água cantar o "sempre que o amor me quiser". Em homenagem a Luís Pedro Fonseca aqui fica a letra desta canção, para quem a quiser cantar baixinho.

 

Sempre que o amor me quiser
Basta fazer-me um sinal
Soprado na brisa do mar
Ou num raio de sol


Sempre que o amor me quiser
Sei que não vou dizer não
Resta-me ir para onde ele for
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim


Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão


Sempre que o amor me quiser
Sei que a razão vai perder
Que me hei de entregar outra vez
Como a primeira vez


Sempre que o amor me quiser
Vou-me banhar nessa luz
Sentir a corrente passar
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim


Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão
Sempre que o amor me quiser

 

 

publicado por Nuno Santos às 13:36

Agosto 26 2014

 

Os valores e a cultura da Nucase sempre tiveram um maior enfoque nos seus clientes, sem contudo descurar claro está, a preocupação com mais elementares direitos dos seus colaboradores.

Nesse sentido e ao longo destes trinta e cinco anos de existência, tem se  respeitado os credos políticos e religiosos, assim como as raças e tendências sexuais de todos os colaboradores que serviram a Nucase, predominando um grande multiculturalismo e coexistindo vários ideais políticos e várias raças.

Quanto às tendências sexuais, as diferenças nunca foram evidentes, nem nunca ninguém se assumiu, pese embora se dissesse à boca pequena de que havia várias tendências, tanto no sector masculino como no feminino.

Vem isto a propósito de um episódio passado há muitos anos com um funcionário, quando a sede ainda funcionava na Parede. O funcionário em questão era um autêntico modelo, não tanto pela sua estampa física, mas sobretudo pela forma como vestia. Era de estatura mediana e usava uns óculos redondos tipo Bill Gates, andando sempre vestido nos trinques.

Embora tivesse passado a barreira dos trinta continuava solteiro, e um dia alguém o viu a jantar com um outro homem num restaurante à luz da vela, daí ter-se espalhado o boato de que esse colega era gay.

Quando ele teve conhecimento do que se constava pela Nucase, com os olhos marejados de lágrimas irrompeu pelo gabinete do Sr. António Nunes, perguntando-lhe directamente.

- Oh Sr. Nunes! O senhor acha que eu sou gay?

Ainda que se diga que não há perguntas estúpidas, esta foi no mínimo difícil, deixando o Sr. António Nunes bastante atrapalhado. Com o pragmatismo que se lhe reconhece, lá conseguiu argumentar uma resposta, amenizando a angústia do seu funcionário, ou seria uma encenação?

 

publicado por Nuno Santos às 07:34

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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