Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 24 2014

Ainda que não seja parte na matéria, porquanto não sou militante, nem simpatizante e nem sequer votante do partido socialista, no próximo domingo dia 28, vou ser dos muitos portugueses que, vai estar atento ao resultado eleitoral, para a escolha do secretário geral do partido.

Como disse, embora não seja parte, sigo com alguma proximidade a actividade política do país e do mundo, por isso vi os vários debates entre os dois candidatos António José Seguro e António Costa, nomeadamente o de ontem, onde os dois candidatos em vez de discutirem as suas ideias políticas para o futuro, limitaram-se a ataques pessoais ainda que em minha opinião esses ataques tenham vindo mais da parte de António José Seguro.

Foi pena o debate ter descambado para este registo, porque ficamos sem conhecer as propostas para o futuro dos dois candidatos, pois espera-se que um deles, seja o próximo primeiro ministro, a breve prazo, porquanto o actual estado da nação é um verdadeiro caos.

Na passada segunda-feira assistimos no programa Prós e Contras a um debate sobre a Justiça que está em estado de “Citius” que uns dizem estar no Caos. O secretário de estado esforçava-se por dizer que estava tudo sobe controle e a bastonária da ordem dos advogados mostrava-lhe fotografias de pilhas de processos amontoados em armazéns e garagens para lá de serviços em contentores fazendo lembrar os “bidonvilles” onde os emigrantes portugueses viviam na década de sessenta em França. Antes tínhamos visto e ouvido a ministra a defender com unha e dentes este projecto, embora agora já tenha vindo pedir desculpas aos portugueses como o insucesso dos actos políticos se resolvam com desculpas e não com a sua demissão.

O mesmo aconteceu com o ministro da Educação, meu vizinho na 5 de Outubro, em cujo ministério colocaram professores chegados agora à profissão, deixando outros de fora, com mais de quinze e vinte anos. Também pediu desculpa mas manteve-se no cargo.

Ontem também ficamos a saber que afinal, somos governados por um primeiro ministro que sofre de amnésia, porquanto não se recorda de ter recebido mais de 150.000,00 € na altura ainda a moeda que prevalecia era o escudo e por isso recebeu trinta mil contos, coisa pouca para não se lembrar.

Embora em minha opinião isso fosse uma má prática, tanto mais que esse dinheiro não era de trabalho feito, mas apenas para abrir portas junto do governo. Ao que parece, uma parte desse valor recebido estará coberta pela lei, outra não, o certo é que num país a sério, hoje tínhamos um primeiro ministro demissionário, em Portugal tudo será arquivado sem consequências, tal como ficou arquivado o processo de Pinto da Costa e dos parceiros do apito final, não porque não ficasse provado o ilícito, mas apenas porque as escutas onde se confirma esse ilícito são consideradas ilegais.

Aos fins de semana passa na antena 1 um programa radiofónico, o qual está também em livro com o título “No limite da dor”. São testemunhos de homens e mulheres presos que, sofreram na pele torturas. por lutarem pela implementação da democracia. Alguns deles já morreram outros ainda resistem, mas certamente que dirão que não foi por esta "democracia" que, sofreram até ao limite da dor.

 

publicado por Nuno Santos às 07:35

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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