Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 30 2014
As dus centenárias da aldeia
O nosso padroeiro
A tia Amélia com 102 anos a dançar com a Célia

Com a realização do São Miguel, terminou ontem o mandato da comissão de festas do ano de 2014, composta pelo Tibério Sevivas, Antero Carreira, António Alves e o Rodrigues, cujo desempenho neste ano, merece nota de excelência. Esta comissão merece ainda uma pequena nota de referencia, pois com excepção do Tibério Sevivas, os restantes são todos outeiro secanos de adopção, um sinal de que a nossa aldeia, é uma terra integradora.

E para que a tradição não se perca, esta Comissão nomeou já os comissários seus sucessores, todos moradores no Bairro das Alminhas, os quais são; Domingos Guerra, Francisco José Viegas, Fernando Martins Batista, Eduardo Dias, João Paulo Afonso, João Alves e Luís Afonso, também cerca de cinquenta por cento dos nomeados, são residentes, mas não naturais de Outeiro Seco.

O programa da festa do São Miguel, foi por demais anunciado, quer em cartazes espalhados pelos lugares habituais na aldeia e na cidade, como divulgado nas redes sociais, com especial predominância no Facebook. Embora contasse com a presença de algumas centenas de forasteiros, foi notória a ausência de muitos outeiro secanos residentes, talvez por de ser um dia de semana e de trabalho, juntando ainda a um outro facto não menos importante, a de que a nossa população, vai ficando cada vez mais envelhecida, resguardando-se mais do sereno da noite.

Longe vão os tempos em que esta festa, tinha um âmbito mais local, sendo denominada pela “festa dos velhos”, por vermos casais que, durante o ano, nos habituávamos a vê-los absorvidos nas suas tarefas do quotidiano, e neste dia, davam largas à sua folia, dançando como se fosse um hábito diário.

Essa prática está alterada e quer durante o dia com a banda, como à noite com o conjunto , eram mais os mirones que os pares dançantes.

Isso não obstou que a tia Amélia, com os seus quase 102 anos de idade, os quais fará no próximo dia 12 de Dezembro, não deixasse de dar o seu pé de dança, lembrando tempos em que ela e o seu João que Deus lá tem, eram dos muitos pares que, abrilhantavam o baile no largo do Zé Merceana.

A propósito do largo, nos últimos anos o baile do São Miguel tem-se realizado no largo do Tanque, só que a dimensão dos palcos dos conjuntos, ocupam literalmente este largo, não restando outra alternativa a quem queira dançar, de o fazer na estrada. Mas ainda que o piso seja plano, a dureza do mesmo não é assim tão amigável para os pés.

Este é um desafio para as futuras comissões, pois existem outras alternativas para deslocalizar o recinto do baile, desde logo, para o habitual recinto da festa da sra da Azinheira, assim como o espaço do actual polidesportivo.

Tal como estava anunciado, cerca da meia noite e um quarto houve a sessão de fogo de artifício, que foi uma espécie de mea culpa do fogueteiro, pelo que aconteceu, com a descarga da Sra da Azinheira. Sabemos quão exigente é o pessoal de Outeiro Seco, e embora o fogo de ontem até tivesse sido variada, creio que os mais entusiastas do fogo, ainda não lhe perdoaram o fracasso do remate final do dia 8, sendo provável que para o ano, o Pereira não seja a opção para as nossas festas.               

 

publicado por Nuno Santos às 08:52

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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