Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 04 2014
Festa do avante onde se pode comer as iguarias de todo o país e do mundo

A festa do avante é uma festa cultural e de música que dura três dias, realizando-se no primeiro fim de semana de setembro, e por isso, quase sempre coincidente com a festa da Sra da Azinheira em Outeiro Seco, sendo a festa do avante, a maior festa que se realiza em Portugal.

Seguindo o modelo das festas do L'Unita, órgão oficial do partido comunista italiano e do L' Humanité, órgão oficial do partido comunista francês a primeira festa realizou-se em 1976, no vale do Jamor, passando depois pela lezíria de Loures, Alto da Ajuda até que se fixou em terrenos próprios, na quinta da Atalaia no Seixal.

Montada com o trabalho voluntário de cerca de 12.000 militantes comunistas, muitos deles tiram as suas férias, para trabalharem na montagem da festa. Infelizmente e por causa da sua coincidência com a nossa festa, a minha presença tem sido intermitente, com grande pena minha, pois trata-se de uma festa magnífica, quer pelo ambiente como pelo cartaz dos artistas presentes, e onde tenho histórias engraçadas qu ficarão para uma outra altura.

Nesta edição vão estar presentes e pela primeira vez os Lavoisier, uma banda por quem tenho um carinho muito especial, por serem das nossas relações pessoais.

No próximo domingo dia 7, o último dia desta festa, vai ser lançado na nossa aldeia mais um livro, que, de certa maneira é uma homenagem ao amigo Augusto Escaleira, ele que quando mais novo, foi também um dos “habitués” desta festa, onde nos encontramos várias vezes.

Porém desta vez o nosso encontro vai ser no largo do tanque, onde vai decorrer o evento, mas é com alguma nostalgia que falto mais uma vez à festa do Avante, porque tal como diz o slogan “Não há festa como esta”    

publicado por Nuno Santos às 07:56

Setembro 03 2014

 

Sendo o casamento um acordo de duas vontades, o nosso casamento que já dura há 36 há anos, foi ontem reforçado com uma comemoração simples, mas com o desejo de que perdure por muitos mais anos. Há trinta e seis anos celebrámos-lo num ato público, na nossa igreja matriz de Outeiro Seco, ontem reforçámos-lo em lugar mais reservado, no restaurante o “Estado Líquido” onde se come o melhor sushi de Lisboa.

Como acontece com todos os casais, ao longo destes trinta e seis anos aconteceram muitos momentos de alegria e de cumplicidades, mas também algumas crispações e desencontros, sempre ultrapassados com muita tolerância, conforme juramos perante o saudoso padre João Sanches, para que assim possamos continuar juntos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e continuar a ter como amigos aqueles que, ao longo destes anos nos têm acompanhado, e que ontem, não deixaram de se associar à nossa efeméride. A todos bem hajam.    

publicado por Nuno Santos às 06:53

Setembro 02 2014

 

Episódio VI

 

De vez em quando somos confrontados com notícias publicadas nos meios de comunicação, de pessoas vítimas do conto do vigário, ocorrendo a maioria destes casos na província e sobretudo com pessoas idosas. O conto do vigário é atribuído a alguém que se utiliza da sua esperteza, para ludibriar o outro.

A origem da expressão do “conto do vigário” vem do Brasil, por causa da disputa entre dois vigários de paróquias diferentes, por uma imagem de nossa senhora. Estando perto da contenda e preso a uma árvore um burro, um dos padres sugeriu que pusessem a imagem da nossa senhora em cima do burro, e a direcção da igreja que o burro tomasse, seria aquela onde ficaria a imagem.

Chegando a consenso, colocaram a imagem em cima do burro e depois de uma palmada sobre uma das espáduas do animal, este rapidamente rumou na direcção de uma das igrejas, onde acabou por ficar a imagem. Só mais tarde se veio a saber que, o burro, pertencia ao vigário dessa paróquia, daí a origem do conto do vigário.

Neste episódio a vítima não foi nenhum padre nem nenhum ancião, embora oriundo da província a vítima fui eu, quando ainda estávamos no escritório do Rossio. Foi no início de um mês de dezembro, e ainda não existiam o totoloto nem o euromilhões, os únicos jogos da Santa Casa eram a Lotaria e o Totobola.

Por ser um lugar de passagem de milhares de transeuntes, uns vindos dos barcos da margem sul, outros dos comboios das linhas de Sintra e Cascais rumo aos empregos, outros em direcção aos comércios da baixa para as compras de Natal, o Rossio nessa época do ano fervilhava de cauteleiros apregoando a taluda que, andava à roda em vésperas do Natal, e com o pregão de "quem quer a grande"  espalhavam a ilusão de que a sorte, poderia estar ali naquele pequeno rectângulo de papel.

Um dia apareceu-me no escritório um senhor invisual, ou passando-se por tal, perguntando pelo Sr. Nuno Santos. Disse chamar-se Manuel dos Reis e que era um velho conhecido do Sr. António Nunes, administrador da Nucase, a quem nesta altura do ano ele costumava recorrer para comprar o jogo do Natal, porquanto as cautelas eram mais caras.

Disse que já tinha falado com o Sr. António Nunes, mas como ele estava na Parede, que o mandara vir ao Rossio ter comigo e que lhe desse  mil escudos, que depois o Sr. Nunes mos devolveria.

Perante os argumentos apresentados nem hesitei, entreguei os mil escudos ao senhor e só no final do dia falei do caso ao Sr. António Nunes que,  quando ouviu a história,  soltou uma gargalhada e exclamou:

- Eh pá! Já foste enganado! Deixa lá este ano caíste tu, mas no ano passado caí eu. Foi então que eu soube que no ano anterior, o mesmo personagem fora à Parede, e com  outra história mirabolante, cravara também  mil escudos ao Sr. Nunes.

publicado por Nuno Santos às 07:23

Setembro 01 2014

 

 

O dia de ontem foi marcado por várias cambiantes emocionais, pois foi  o dia do regresso do nosso filho e da Rita à Holanda, onde apesar de se sentirem completamente integrados, não deixam contudo de acompanhar o que vai acontecendo por cá, nomeadamente em Lisboa, a terra onde nasceram e se formaram.

Por isso e apesar de terem de fazer as malas para a viagem, consideravam indispensável a visita à exposição do Alexandre Farto – conhecido pelo nome artístico de Aka Vihls, no Museu da Electricidade em Belém.

O Alexandre Farto é um jovem de 27 anos que, tendo começado na rua a fazer grafite, hoje é um artista com obra, nos cinco continentes do mundo, dedicando-se agora a um outro estilo de grafite, esculpindo as paredes de prédios mas não só, conforme se pode constatar nesta exposição, patente neste museu, até ao dia 5 de outubro.

Mas quem vai ao Museu da Electricidade, ainda que seja só para visitar as exposições itinerantes, não pode ficar alheio ao próprio Museu, em especial quando a sua actividade profissional, está relacionada com a energia, como é o caso do meu filho e da Rita.

Esta foi a quinta ou sexta vez que, fomos de cicerones a visitantes deste museu, ficando a recomendação para quem ainda o não conhece, que não deixe de o visitar. O museu é uma antiga central térmica, a qual abasteceu a região de Lisboa e Vale do Tejo de energia eléctrica, desde o ano de 1918 até 1949, quando esta energia começou a ser substituída pela energia hidroeléctrica.

Claro que ir a Belém e não ir aos pastéis, é como ir a Roma e não ver o papa, de modo que depois do almoço num restaurante próximo, o café e a sobremesa foi na Casa dos Pastéis de Belém, onde as mesas são cada vez mais disputadas a qualquer hora do dia, assim como as filas para comprar os pastéis ao balcão, tudo isto depois dos pastéis terem sido uma das Sete Maravilhas da Gastronomia, e de recorrentemente serem divulgados em revistas turísticas.

Às dezoito horas foi um dos momentos emocionantes do dia com a despedida no aeroporto, para às 19 horas já estarmos perfilados no sofá, a fim de vermos o dérbi Benfica-Sporting.

Escusado será falar da satisfação do resultado, vivido em cumplicidade com outro casal sportinguista, o Carlos David e a Luísa, acompanhado de um opíparo jantar preparado pela Celeste, e regado com um branco fresquinho da encosta do Tabolado, o qual está prometido para o evento do lançamento do livro, dos amigos Altino Rio e Herculano Pombo, no dia 7 de setembro.

A noite foi passada a fazer zapping pelas televisões, ouvindo os vários “paineleiros” comentando as incidências do jogo, fazendo cada qual a sua leitura, consoante a cor dos óculos com que tinham visto o jogo.

Como os meus óculos são verdes, direi que o resultado se ajusta, havendo oportunidades para ambos os lados. Digo ainda que o Artur guarda-redes do Benfica foi um vilão aos 19 minutos, quando concedeu o empate, e um herói aos 89 minutos, ao impedir a vitória do Sporting.

 

publicado por Nuno Santos às 13:23

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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