Outeiro Secano em Lisboa

Outubro 05 2014

 

 

Regressados a Lisboa, hoje fomos ao velhinho estádio Eng.º Carlos Salema em Marvila, onde joga o Oriental de Lisboa para apoiar o Grupo Desportivo de Chaves. Para quem não conhece este estádio, apesar de não ter a grandeza nem beleza do estádio do Restelo, onde joga o Belenenses, têm alguma similitude, porque das suas bancadas, avista-se o Tejo em frente ao mar da Palha.

Esta foi a segunda vez que fui a este estádio. A primeira vez já foi há mais de quarenta anos, quando o Oriental ainda militava na primeira divisão. Fui com o Eduardo Cruz ver o Sporting, num ano em que se sagrou campeão e quando ainda jogava o Yazalde, o qual marcou três golos neste jogo e o Sporting ganhou por 5-1.

Hoje assistimos a um jogo muito fraco do Desportivo, deixando desolados os seus apoiantes ficando pouco crentes numa hipotética subida de divisão, face ao baixo índice exibicional demonstrado. O Chaves não criou uma única oportunidade de golo, e só não perdeu por causa da inoperância dos avançados do Oriental,  e porque no último instante do jogo, o nosso guarda redes Paulo Ribeiro, fez uma defesa extraordinária.

Outra referência negativa vai para as cores do equipamento alternativo das camisolas, um amarelo torrado que, creio ser uma cor inédita em equipas de futebol, mas claro que não são as camisolas que ganham os jogos, e ontem não ganhamos porque não produzimos o futebol suficiente para isso. O meio campo do Desportivo pareceu-me muito fraco, de modo que as poucas bolas que chegavam aos avançados, eram de lançamentos da defesa.  

Valeu o convívio com alguns flavienses e outeiro secanos, e apesar da equipa não puxar pelos adeptos, os adeptos não deixaram de puxar pela equipa, mas a jogar assim não vamos lá, nem merecem o epíteto de “Valentes Transmontanos”.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 22:01

Outubro 05 2014

 

 

Diz-se que os amigos são para a vida, servindo essa velha máxima para toda a gente. Por vezes somos nós quem escolhemos os amigos, outras vezes somos nós os escolhidos, e ainda que haja factores como a distância que, não permite haver uma maior convivência, quando o reencontro se torna possível, esse sentimento flui em pequenos gestos como, um brilhozinho nos olhos, pequenos gestos de ternura, nas conversas e nas confidências as quais se trocam apenas com os amigos verdadeiros.

Na semana que passou estivemos mais uma vez a Chaves, e embora houvesse algumas razões objectivas que, nos levaram a fazer mais essa viagem, entre as quais; a vindima, o São Miguel e o aniversário do meu sogro, além da visita a outros amigos e familiares, o ponto alto da semana foi na sexta-feira, com a recepção ao casal Manuela Pessoa e Alberto, residentes em Espinho, mas com raízes na conhecida aldeia de Sonim, que, funciona para este casal, como o seu refúgio rural.

A Manuela e a Celeste foram colegas no Magistério Primário de Chaves, onde nasceu essa relação de amizade. O Alberto tal com eu, aparecemos na relação, por via do casamento, mas desde logo houve uma grande empatia e já estivemos juntos, em Sonim em Espinho, em Chaves num encontro de colegas de Curso, desta vez tivemos o privilégio de sermos nós, os anfitriões.

Assim e depois do almoço no Taró, onde o bacalhau mais uma vez se sobrepôs à restante ementa, tivemos um passeio inglório até às Caldas. Quando digo inglório foi porque a razão principal do passeio, era bebermos um copo dessa água milagrosa que, como sabemos, tem um efeito digestivo tão eficaz quanto imediato, mas infelizmente neste ano, não são apenas os balneários termais que estão encerrados, estranhamente o mesmo acontece com o Bouvet.

Isso fez com que rumássemos a Outeiro Seco, porquanto o Alberto ainda não conhecia a nossa aldeia, dando-me um enorme prazer ser o seu cicerone na minha terra. E como diz a nossa marcha “É no Pontão a Sant'Ana no Eiró a da Portela, não há aldeia transmontana, com tanta igreja ou capela”. Fizemos esse roteiro começando pela igreja da Sra da Azinheira, uma igreja românica e classificada. Fizemos depois a circular indo ao Parque Empresarial, para depois descer ao senhor dos Desamparados e observamos o Calvário e a Sra. Da Portela, a igreja Matriz, nomeadamente o seu altar mor, de estilo barroco.

A Manuela já estivera nesta igreja, quando do nosso casamento em 2 de setembro de 1978, sendo a única que deu para visitar com pormenor, porquanto a minha mãe é uma das guardadoras da chave.

Fomos ainda à capela da senhora do Rosário, a qual só deu para espreitar pelas frinchas da porta, não dando para apreciar o fresco, descoberto recentemente, assim como a ara romana ali depositada. A última paragem foi na capela de Sant'Ana, em cujo castro a nossa aldeia nasceu. Apesar de também estar fechada, graças às novas tecnologias, o Alberto, como flash da sua máquina, conseguiu recolher imagens, não só do altar da santa, mas também do achado recente, um presépio cavado na rocha.

Foi um dia super agradável, mas como a marcha do tempo é inexorável e a noite aproximava-se rapidamente houve que fazer as despedidas, ficando o desejo de um novo encontro, não tão espassado no tempo, quanto este.

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:52

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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