Outeiro Secano em Lisboa

Dezembro 16 2014

Frescos da capela da Sra do Rosário.jpg

 

Quando se faz a requalificação de uma obra de arte, é necessário recorrer a pessoal especializado para a sua execução, dando crédito ao velho ditado “cada macaco no seu galho” e para que não aconteçam situações como o da igreja do Santuário da Misericórdia de Borja em Saragoça – Espanha, quando, uma senhora resolveu por sua iniciativa, restaurar uma tela de Cristo, designada por “Ecce Homo”.

Essa obra fora pintada pelo pintor Elias Garcia Martinez no século XIX e oferecida a essa igreja, porque o pintor costumava passar férias nessa localidade.

O restauro efetuado pela senhora, transformou a obra de arte numa pintura infantil, embora paradoxalmente essa terra nunca fora tão visitada, como depois das imagens transmitidas na televisão, só para verem o quadro.

Claro que as reparações de obras de arte são dispendiosas e devido à sua especificidade, devem ter a supervisão de entidades oficiais como, o IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico ou da DGPC – Direcção Geral do Património Cultural, mas por causa da malfadada crise, da parte dessas entidades não vem qualquer apoio financeiro, só exigências e obrigações.

É essa a situação que se está a passar com o restauro da capela da Sra do Rosário, onde depois da retirada do altar, surgiram os frescos ou pinturas murais. Como é sabido a restauração do altar está a ser feita por uma empresa de Braga, a qual se propunha também restaurar os frescos, mas por exigência da DGPC - Direcção Geral do Património Cultural, o restauro dos frescos teve de ser adjudicado a uma empresa de Lisboa, especialista em pinturas murais, designada por Mural da História.

A Mural da História é de facto uma empresa com obra reconhecida na área da pintura mural, associada da ARP – Associação Profissional de Conservadores Restauradores de Portugal e com garantia de qualidade. Só que nestas coisas da arte existe sempre uma grande subjetividade sendo difícil agradar a todos.

Como sabemos que da parte do Estado não vem qualquer apoio, a reparação desta valiosa obra do nosso património, toca a todos os outeiro secanos.

 

 

publicado por Nuno Santos às 22:51

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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