Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 05 2015

 

Hoje dia 5 de janeiro este blog comemora o segundo aniversário, tendo ao longo destes dois anos de existência, publicado 440 posts e recebido 484 comentários, numa média de quase um post dia sim dia não.

Como não tem qualquer agenda própria, os posts publicados versaram temas variados de cariz pessoal e generalistas sobre o nosso quotidiano, exprimindo sempre uma opinião livre e independente. Outros foram sobre a nossa terra e as suas gentes coisas e causas, num sentimento de saudade, comum à maioria dos outeiro secanos espalhados pela diáspora. 

Lamento que o aspecto gráfico do blog não seja o mais atraente, desde logo porque não sou grande fã da utilização das máquinas fotográficas, de tal forma que bastas vezes saio, sem me fazer acompanhar desses meios, tendo depois de recorrer ao telemóvel, para registar momentos que acho dignos de registo.

Uma coisa prometo aos meus amigos e visitantes que, enquanto houver motivação para continuar a escrever, este blog continuará com a mesma linha editorial, aberto a quem o quiser utilizar, quer com os seus comentários, ou com outra forma de colaboração.

Um bom ano para todos e obrigados pela vossa visita.

 

 

publicado por Nuno Santos às 07:21

Janeiro 04 2015

Praia_de_Carcavelos.jpg

Apesar de ser fim de semana, ontem tive de sair de casa próximo das sete da manhã, a fim de levar o meu filho e nora ao aeroporto, no seu regresso à Holanda, onde ganham o pão de cada dia. Nestas frequentes idas ao aeroporto experenciamos sempre duas situações antagónicas, a de alegria e ansiedade quando vamos para as Chegadas, outra de tristeza e saudade, quando vamos para as Partidas.

Mas atendendo à conjuntura em que vive o nosso país, e o facto de sabermos que têm uma situação profissional estabilizada, no país de acolhimento, ajuda a mitigar essa tristeza e saudade.

Aproveitando o facto de me ter levantado cedo, acabei por ir ao ginásio, desgastar algumas das calorias assimiladas no Aprígio e nos outros restaurantes que visitei, na curta estadia em Chaves. e como à tarde a temperatura subiu, fomos apanhar sol até Carcavelos, cuja praia tinha tanta gente nas esplanadas, como em algumas tardes de verão.

O meu dia terminou em Alvalade, onde parece ter-se enterrado o machado de guerra entre presidente e o treinador, selando-se esse tratado de paz com uma brilhante vitória por 3-0, sobre o Estoril.

No fim do jogo e apesar do frio que já pairava nas bancadas, cantamos em euforia “Só eu sei por que não fico em casa”.

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:48

Janeiro 03 2015

sporting estoril.jpg

Carlos-Pinto3.jpg

 

Os meus contemporâneos estarão lembrados de um álbum dos Supertramp chamado “Crisis what Crisis” editado em 1975, já lá vão 40 anos, como o tempo voa. Vem este título a propósito da crise no Sporting, a qual tem alimentado as notícias nas últimas duas semanas.

É costume dizer-se que uns têm problemas mas, outros inventam-nos, e no meu clube isso é recorrente , parece que não tem outra forma de viver senão em crise permanente. Umas vezes é por causa da crise financeira, outras pela crise de resultados, outras por crises directivas, agora parece estar instalada uma crise de coabitação, entre o presidente e o treinador.

Claro que os presidentes deveriam dirigir e os técnicos treinarem, mas como o futebol deixou de ser um desporto e virou uma actividade económica, o papel do treinador foi desvalorizado, em detrimento de uma estrutura dirigente que rege o futebol, não pelos ideais desportivos, mas, por razões economicistas. Depois existem ainda os  interesses de agentes externos aos clubes, os quais influenciam o desempenho dos mesmos.

Mas como a maioria dos adeptos como eu, ainda não encarnaram esse espírito, continuam a por a emoção e o amor ao clube, acima de todos estes interesses que se movem à roda do fenómeno, sofrendo depois com todos estes constrangimentos.

Por exemplo hoje apesar do frio que se faz sentir, logo á noite lá estarei em Alvalade para apoiar o meu Sporting, no jogo contra o Estoril. Agora vejam só o paradoxo, no banco do Estoril irá estar sentado como treinador dessa equipa, o José Couceiro, em quem eu votei para presidente do Sporting, nas últimas eleições.

Curiosamente o outro clube do qual sou sócio, o Desportivo de Chaves, também viveu alguma turbulência nesta quadra natalícia. Apesar de estar apenas a três pontos da liderança, a "Direcção" despediu o seu treinador Norton de Matos, substituindo-o por Carlos Pinto, que assim regressa a uma terra e a um clube onde foi feliz, mas como jogador.

Também neste caso não são conhecidos os pormenores dessa quebra de confiança, entre a estrutura dirigente e o treinador, até porque nesse aspecto o Desportivo de Chaves, é dirigido com alguma opacidade, mas isso são contas de outro rosário.

Carlos Pinto regressa ao que agora se designa como “cadeira de sonho”. Só nos resta esperar que seja tão feliz como treinador, quanto foi como jogador, pois não nos podemos esquecer de que como jogador, Carlos Pinto está associado a um dos feitos mais gloriosos do clube, a final da Taça de Portugal no Jamor.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 10:00

Janeiro 01 2015

feliz-2015-meu-amor-2.png

 

É costume nesta altura do ano fazer-se o balanço do ano findo, e traçarem-se os objectivos para o ano futuro. Porém, as minhas expectativas para o novo ano não são muitos positivas, avaliando pelas grandes Opções do Plano e pelo orçamento Geral do Estado, já aprovados para 2015, porque as políticas a aplicar são as mesmas, assim como os seus executores,  apesar de em 2015 haver eleições legislativas, os seus efeitos práticos só serão visíveis, lá para o início de 2016.

No início do ano tivemos a saída da Troika, ainda que sem grandes efeitos práticos, porque saíram, mas deixaram as suas directrizes, as quais foram seguidas pelo governo algumas até para lá das suas recomendações. Entretanto e como não foram feitas reformas estruturais, muitas dessas medidas foram apenas remendos para o momento.

Ao longo deste ano  aconteceram muitos factos relacionados com a Justiça, os quais estão a seguir os seus trâmites. Aguardamos os resultados desses processos, para ver se efectivamente haverá justiça, ou se continuará a haver uma justiça para pobres, outra para os ricos.

Este ano ficou marcado pela continuação da austeridade, do desemprego mas sobretudo, pelo êxodo de muitos portugueses que, procuram no estrangeiro, aquilo que veem cerceado na sua terra, o direito a um trabalho digno que é um dos princípios básicos constitucionais.

O mais preocupante é que já não são apenas os jovens à procura do primeiro emprego que emigram, neste momento outros portugueses em quem o país muito investiu na sua formação saem para o estrangeiro, indo ganhar cinco ou mais salários do que ganham em Portugal. Estão neste grupo, pilotos, cientistas médicos e muitas outras classes profissionais.

Só neste ano de 2014 houve 269 médicos que solicitaram a sua permissão à ordem dos médicos para emigrarem. Neste caso não estamos propriamente perante uma situação de desemprego, estes médicos saem para melhorarem a situação económica claro está, mas segundo eles, pela perda das condições de trabalho no nosso país, devido à degradação do Serviço Nacional de Saúde, com principal predominância nas regiões do interior que vão ficando cada vez mais desertificadas.

No início do mês de dezembro um amigo meu de Lisboa passou em Outeiro Seco, num fim da tarde, e disse-me que não encontrara vivalma na rua, apesar de Outeiro Seco ser uma aldeia subúrbio da cidade. Esse facto entristeceu-me porquanto, não tem nada a ver com a aldeia da minha meninice. Nessa altura só recolhíamos a casa com o toque das Trindades ou ao chamamento das nossas mães, independente do estado do tempo que fizesse.

Este é o retrato actual das nossas aldeias, em cujas ruas se veem apenas cães e velhos porque as crianças vão rareando, as escolas estão fechadas e as poucas crianças que ainda há, saem de casa de manhã cedo regressando apenas à noite, passando o dia concentradas nos Agrupamentos Escolares, retirando com isso o bulício e a alegria às aldeias e às famílias.

Em Outeiro Seco o ano ficou também marcado por factos positivos outros nem tanto. De positivo destaco em termos pessoais a realização do I Encontro da família Rodrigues Afonso, assim como o lançamento  do livro “A família Rodrigues Afonso de 1720 a 2014” uma parceria minha com o meu primo Mário.

De realçar também o lançamento do livro “O rabo vermelho do destino” dos meus amigos Altino Rio e Herculano Pombo, e ainda, o início das obras do Centro de Dia da AMA, esperando que consigam executar os seus planos. De realçar ainda o êxito  das festas da Sra da Azinheira e do S. Miguel.

De mais negativo, a perda de alguns conterrâneos que nos deixaram neste ano, com particular destaque para o Sr. José do Forno, uma figura que era uma  fonte de sabedoria sobre a história da nossa terra, mas também de cultura geral.

Pese embora o meu cepticismo, um Bom Ano para todos, cheio de muita saúde e muito sucesso.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 11:31

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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